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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ricky, se joga.

Um muso. Um exemplo de sensualidade. O homem perfeito para mim. Ricky Martin era tudo isso e muito mais. Quando eu era criança, ele era lindo, gostoso, macho (what?) e sabia dançar. O que mais eu quereria?

Cresci e comecei a ouvir boatos de que ele fosse gay. E eu achava um absurdo! Como? Ele é tão... tudo aquilo! MÁGINA, um homem másculo desses, MAS COM RITMO, que interage tão sensualmente com as mulheres nos clipes!

O tempo passou e a ideia me soou correta, mais ou menos na mesma época em que descobri e aceitei a gayness do Reinaldo Gianecchini (isto é, ontem). Ao mesmo tempo, Tom Cruise, o ex-eterno-amor-da-minha-vida, começou a ficar louco e a disseminar vergonha alheia na TV. Parecia o fim da deificação de ídolos homens.

Mas a confirmação veio recentemente, quando Ricky Martin saiu do armário e gritou pra todo mundo (sim, sim, sim!). Sinceramente, quanto mais o tempo passa, mais eu percebo como eu quis coisas erradas na minha vida. Se o Ricky é mais feliz dando a bunda do que discutindo a relação comigo, so be it. Estou felicíssima por ele e pela comunidade gay, que ganhou mais uma figura pública corajosa. A admiração mudou de natureza, mas ainda está lá.



(E ele ainda é fucking sexy nesse vídeo)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ai, Sherlock,


decifra-me ou te devoro.

domingo, 16 de agosto de 2009

Missão Impossível

Fulminou-me com o olhar e nem sabia. Nem sabia que era tudo o que sempre quis e que, ao mesmo tempo, sua existência me doía. Doía o ácido me queimando as entranhas, me negando aquele sonho. Sonho e pesadelo, porque um homem daqueles carrega consigo a dor e o prazer juntos. Juntos, definharia em seus braços, não suportaria aquele absurdo que não parei de desejar a noite toda.

domingo, 12 de julho de 2009

More faith than ever!

Olha quem vem pra cá no fim do ano:



(junto com o Faith No More)

Preparem as carteiras e as calcinhas, porque eles passarem pelo Brasil e a gente não ir seria como "comer o próprio cocô".
Aqui fica uma das que estão no meu coração:



Beijo pro meu consultor musical, Bobi.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

It matters if you're black or white

No embalo do post do Bruno, onde acabei de comentar, e das coversas que tão rolando aqui no trabalho, gostaria de fazer algumas considerações breves sobre o Michael Jackson. Breves porque não aguento mais esse assunto, não estou acompanhando todos os detalhes e, devido aos acontecimentos do dia da morte dele, não estou nem aí pra esse assunto irritante.

1. Estão sorteando (thanks, bobi) INGRESSOS para o funeral.
2. Querem fazer uma estátua pra ele.
3. Quem descobriu primeiro que ele tinha morrido foi o TMZ, site de fofoca.
4. Agora pouco, no site da Folha Online, a chamada pra matéria sobre o VALOR DO CAIXÃO tinha uma foto bonitinha dele. É isso mesmo. Normalmente a mídia divulga aquelas em que ele está bizarro e desfigurado. E nessa ele tá tudo pimpão, com barba por fazer...
5. Meteram o pau no cara até ele morrer. Agora ele é rei de novo.

Ok, não foram considerações. Foram fatos misturados ao meu sutil posicionamento. Como nenhuma informação é isenta de intenção, acho que já deu pra entender o que eu penso.

sábado, 2 de maio de 2009

Beatles num céu de diamantes

CUIDADO: ESTE POST CONTÉM SPOILERS (hahahaha)



Neste feriado de Dia do Trabalho, fui ver no Shopping Eldorado o musical "Beatles num céu de diamantes", de Cláudio Botelho e Charles Möeller, que fizeram A Noviça Rebelde. Conselho de amiga? Não vá. É dos Beatles, fez sucesso no Rio, parece ser bom, mas não é.

Devo admitir que os 11 "atores"/cantores são afinados e cantam bem. Mas não é só disto que é feito um musical. Pra começar, se for para não ter enredo - como foi neste caso -, que tal fazer arranjos interessantes? As músicas contam com piano, bateria/percussão e violoncelo, além de músicos muito talentosos. Apesar de, em uma das músicas, o violoncelista até usar distorção, a maioria das adaptações foi enfadonha. Especialmente pela ausência do violão que, na minha opinião, é indispensável.

Do começo até um dos medleys com a interpretação "engraçadinha" de "Hard Day's Night", o musical foi extremamente entediante. Depois, algumas ousadias me acordaram, como a horrivelmente teatral "Ob-la Di Ob-la Da" e a versão fast-forward de "I am The Walrus", na qual o cantor falava as frases rapidamente para que não pudéssemos entendê-las. Saliento que acordar não é sinônimo de gostar ou de divertimento.

A grande maioria das reinterpretações das músicas, em vez de utilizarem e ampliarem a engenhosidade das originais, condenaram-nas a fórmulas dignas de American Idol. Além disso, a moça do piano e um dos atores tinham língua presa. Uma boa pedida seriam aulas de pronúncia de inglês, pois a dos cantores foi perceptivelmente macarrônica. Veja como a "menina-Ídolos" estragou a "Something", especialmente no final, com a variação intensa do volume da voz:





Visto que os arranjos deixam a desejar, procurei no cenário ou no figurino algum consolo para os R$ 30 desembolsados (meia entrada). Mas não encontrei. As roupas são de tons pastéis e o espaço consiste em revestimento de madeira, com algumas "janelas" nas quais os atores sentam de vez em quando. Eles também fazem mini-atuaçõezinhas durante as músicas, às vezes usando guarda-chuvas e malas de viagem. Quanto à produção e enredo, é só isso.

Ainda assim, acredito que a parte musical seja a base de um MUSICAL. Este realmente era pra ser o foco do espetáculo, de acordo com o texto dos criadores exposto no site da produção : "para aqueles que não precisam ou não querem a historinha - são diamantes apenas, os mais bem lapidados que a música pop já produziu até hoje". É, pena que I don't think so.



Para não ficar só na crítica negativa, quase no fim do show, durante a segunda apresentação de "Lucy In The Sky With Diamonds", bolhas de sabão caíram no palco. Criou-se um efeito onírico, quase pueril. Gostei bastante da ideia.
Estrelando as melhores músicas, temos "The Long and Winding Road", "While My Guitar Gently Weeps" e "Across the Universe". Os prêmios de piores momentos vão para "Help!", "Honey Pie", "I Am the Walrus" e "Ob-la Di O-bla Da". Na categoria "cantores duvidosos", o moço com língua presa e a "menina-Ídolos" dividiram a estatueta de barro.

Diferentemente de mim e das três pessoas que foram comigo, a maioria da platéia de tiazonas e carequinhas amou o musical. Palmas e gritos ao final das músicas contrastaram com meus comentários maldosos. Ao final, tive que levantar e bater palmas contra minha vontade, pois o elenco foi aplaudido de pé.

De balanço geral, em vez de submeter-se a 1h e 40min de tortura, recomendo ficar em casa e assistir ao "Across the Universe". Antes de ver "Beatles num céu de [crap]", nem tinha achado o filme incrível, mas confesso que agora fiquei com vontade de revê-lo. E tenho certeza que vou apreciá-lo mais.