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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Como identificar seus melhores amigos em 10 etapas

(de acordo com a database marcelística de dados concretamente subjetivos, conceituais e empíricos)

1. Divida com eles suas reflexões mais importantes, que ilustrem o cerne de quem você é
2. Tenha essas pessoas na sua vida por pelo menos dois anos
3. Conviva com eles todos os dias em pelo menos uma fase da sua vida
4. Ligue para eles de madrugada, chorando (e viva a situação inversa, sendo compreensivo até que se acalmem)
5. Viaje com eles
6. Passe com eles por uma fase turbulenta na vida deles (e por uma na sua vida)
7. Fique com algum deles
8. Fique com o irmão ou com o ex de algum deles (e viva a situação inversa)
9. Passe com eles por uma situação extrema, que requeira apoio e posicionamento (de sua parte ou da deles)
10. Tenha depressão ou fique ao lado de um deles que tenha


E depois de tudo isso, quem é que sobra? Seus melhores amigos. Parabéns!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A metáfora de Aretuza



Hoje, durante o trabalho, recebi no MSN um link para o vômito de Aretuza. Apesar de este ser mais um vídeo maldoso e nojento do You Tube, acho que podemos tirar uma grande lição dele. Adoraria comentar sobre como os amigos dela foram horríveis em postar isso na internet e como foi agoniante vê-la quase vomitando (e vomitando de fato, convenhamos), o que me lembrou muito de minhas próprias sensações pré-vômito. Mas pensei muito em Aretuza ao longo do dia, e a melhor parte dessa reflexão foi um choque: me identifiquei muito com a menina.

Gente, a Aretuza ficou metade do vídeo enjoada, com uma cara péssima, enquanto os amigos riam e se divertiam naquele brinquedo não-identificado. Daí ela ficou vomitando durante um minuto (vai, vamos arredondar), soltou um "Caralho!" (aos 3' 10'') e aproveitou uns 10 segundos de aventura. O vídeo tem 3' 45'' e, em apenas 10 segundos dele, Aretuza foi feliz. Toda gorfada.

Qual é a lição? Supondo que Aretuza segurou o vômito, imaginemos que, numa situção diferente, os restos alimentícios tivessem jorrado logo no começo do vídeo. Ela soltaria o palavrão mais cedo e sorriria por mais tempo. E o gorfo secaria um pouco mais com o vento. E provavelmente o vídeo não teria tanta graça e nem seria divulgado na internet. Aretuza, preocupada demais em não vomitar, além de não ter evitado o episódio lastimável, deixou de se divertir.

A previsão estava certa: o vômito aconteceu. Mas será que Aretuza antecipou aqueles gorfos a jato? E a fama de seu vídeo? Duvido muito. Todas as vezes na minha vida em que acertei o "fim" da história, os detalhes foram tão imprevisíveis que foi como se eu tivesse errado. Enfim, nunca é edificante. Eu deveria ter me gorfado no começo e evitado horas e horas de pré-gorfo e cara de bunda. Ou seja, não sei como terminar esse texto, a não ser clamando "Vomite sem medo e seja feliz!" (superdeselegante, porém sincero).

domingo, 2 de maio de 2010

Ego

Vou falar um pouquinho sobre essa enquete que a gente fez. Ela é uó. Vamos pensar bem sobre o assunto? Todo mundo gosta de ter o ego massageado. Isso é fato. Então se você não é baranga, ultrachata ou travesti, a opção vencedora “Sim, [massageie o ego do cara] porque o amor próprio você já perdeu faz tempo” vai dar certo. Mas é isso que a gente quer?
Uma ficada motivada apenas pelo ego inflado? Elogios inseridos calculadamente na conversa pra atrair a presa? Claro que ninguém (not, já pensei em várias pessoas) vai se interessar por outrem somente pelo ego massageado, mas o ideal é que esse fator não fosse determinante, certo?
Que tal elogiar o digno de ser elogiado e ignorar/comentar/contestar o que não o for? E deixar o resto a encargo da afinidade, do momento e da química? Acho que a lição que podemos tirar das dicas do Sr. Perdigão é a de não se colocar num pedestal e agir como se o PAQUERA fosse uma merdinha que deve correr atrás de nós. E acabou.
Caras inseguros, carentes e autodestrutivos em demasia são facilmente seduzidos pela menor demonstração de carinho e de admiração. Repito: é isso que a gente quer? “Oi, consegui o bofe porque supri o vazio existencial dele”? I don’t think so. Não precisamos disso.
**

*Se no vídeo estiver difícil de ler, veja a letra aqui e a tradução (meia-boca) aqui.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Por que eu prefiro o Jacob?

Acho essa pergunta a mais simples de todas pra responder. Mas, antes disso, vou colar aqui um pedacinho de uma conversa engraçada que acabou de acontecer (tenho uma NECESSIDADE de contar as conversas engraçadas - ou não - pros outros, é impressionante!):

Tché: E aí, tá gostando do "Eclipse"? O que achou da interação?
Mrs. Big Head: Ai, meu, sei lá. Eu sou super não sei de que time eu sou. Jacob: quente, sensual, "vamos fazer sexo na floresta". Edward: lindo, fashion, "me tira pra uma valsa".
Tché: HAHAHAHA "fashion"? Prefiro sexo na floresta...
Mrs. Big Head: Sim, eu também. Mas o Edward é muito gato.

Feita essa introdução, partirei para a apresentação dos candidatos:

EDWARD



É o típico príncipe. Está sempre bem vestido (FASHIONCOFCOF), falando as coisas certas na hora certa. Até aí, sem reclamações. Ele é um cara maduro, até porque, pra um homem ter idade mental compatível com a nossa, ele realmente precisa ter 109 anos de idade. Edward é lindo, bem vestido, comportado, maduro, elegante, tradicional. Qual é o problema dele?
Hello? Ele não existe! E ele tira a emoção da vida quando fica se policiando na hora de beijar a Bella ou quando fica enrolando pra poder desvirginá-la (ui) só depois do casamento. Acontece qualquer coisinha e ele já tá freaking out, largando ela sozinha naquela cidade chata e deixando ela pirada, chorando e pensando nele (aliás, ela tem sérios problemas mentais quando se trata dele, não? Mas quem não teria com um cara perfeito e inexistente?).

*Nessa foto ele só tá sexy porque não é o Edward. É o Robert Pattinson como ele mesmo.


JACOB



É o típico cara meio perigoso e excitante, meio confiável e melhor amigo. A combinação perfeita. Ele é quente, moreno, gostoso e não morre de vontade de matar humanos. Ao mesmo tempo em que também é cavalheiro e cuidadoso, proporciona momentos de aventura, adrenalina e experiências de vida (SEXONAFLORESTACOFCOF). Jacob é muito mais engraçado e divertido que o branquelo do Edward, além de ter balls pra ir atrás do que quer (NÃO ser banana é uma característica fundamental num homem. Fundamental).

*Este momento foi tenso, não?

Bom, é por isso que eu prefiro o Jacob. Não é o personagem principal, heroico e perfeitinho, mas quem disse que é isso o que queremos?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Compaixão, nós trabalhamos

O cão sujo e sarnento coçava-se constantemente. Virei para meu colega de trabalho e falei:
- Quero pegar e dar um banho nesse cachorro.
- Por quê? Você tem TOC?
- Não, tenho coração.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Alguns não se enxergam, mas nós estamos de olho


“Ih, minha filha, foi só depois de muitos Jãos como esses seus aí que eu aprendi a cortar o mal pela raiz”, disse ele com aquela voz de dona-de-casa fofoqueira. “Não era nem pra você ter dado trela”.

Estavam conversando dentro do carro, debaixo da chuva, havia muito tempo. A pauta do dia era sobre aquelas pessoas com as quais nos relacionamos apesar de serem quem são (feias, gordas, chatas, burras, imaturas, sem-graça etc) e fazerem o que fazem, porque os defeitos foram relevados em nome de um bem maior. Mas, ainda assim, essa pessoa é quem dispensa. Chato, não?

E aí pairou no ar aquela questão: como é que aquela greta* zuada, em tantos aspectos, foi quem deu a cartada final? Como é que eu relevei tanta coisa por tanto tempo, pra depois tomar uma bota?

Mas é isso: às vezes, dá-se a uns o poder sobre nós que eles não deveriam ter. E foi este o conselho dele e de outros: por que colher verde, para ficar maduro? Por que aceitar menos do que se quer ou merece?

Mais vale um burro que me carregue a um cavalo que me derrube? Não, lógico que não. Se até os burros estão derrubando, que venha um alazão digno de me tomar e, por que não?, de me derrubar.

*greta é uma expressão (engraçadíssima) pra designar, muitas vezes pejorativamente, um homem ou uma mulher.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Acerto de merda

Como dito anteriormente, às vezes a gente acerta nas pessoas. Só que desta vez o acerto foi outro: o de apostar naquela dica de nossa intuição para não confiarmos plenamente em alguém. E daí chega aquele extremista e diz "Eu sabia, eu te falei. Nunca fui com a cara dessa pessoa". Gente, também não é por aí.

Agarrar-se a motivos idiotas para banir um fulano da vida, sem ter certeza de nada, também não é nada sábio. Pois, como eu também já disse, às vezes a gente erra. E apenas ver flores nas pessoas também não é bom. Ingenuidade pode ser bonito, indicar pureza de alma (quem sabe?), mas te fode (sim, isso é uma indireta bem direta. É, é pra você mesmo).

Então, descobri em minha decisão um acerto. Não bani ou julguei com afinco, mas também não entreguei nada que pudesse me ferir no futuro. Quando chegou o momento da decepção, foi metade choque, metade a confirmação indesejada. Às vezes, é chato estar certo. Bem chato.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Simplista, mas tá valendo

Pau: O fulano traía a namorada horrores. Ele achava que a culpa era dela de não dar pra ele sempre.
Tche: Há. Pra mim, a culpa é dele. Vai ver ele não manda bem.

And I couldn't help but wonder... será que ele manda mal mesmo, ou é uma coisa da pessoa?

(Na verdade, há muito a ser dido sobre esse assunto, mas podemos ficar no senso comum por esta noite? Tou com preguiiiça...)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A terceira

Você não ia descansar?, perguntou-me rouca a voz debilitada e imunodeficiente da minha consciência. Por que tudo tem que ser uma escolha, uma renúncia?, gritou outra, resoluta.

E, então, peguei o copo plástico de Dreher com limão que aquela mão bonita e masculina me oferecia. Mas que mãos, meu deus!, pensaram ousadas as vozes. São 23h30, alfinetou humildemente a primeira, você vai perder o metrô. Posso dormir aqui, respondeu a outra, ríspida. E, como se apenas para argumentar, produziu em minha mente a cena tão desejada: sentados no chão de tacos de madeira, com as bocas entrelaçadas, a barba e o bigode a arranhar-me a pele.

Deixe-o, não vale a pena, sussurrou manhosa a voz que queria descanso. Ah, mas que mãos, que olhos, que bocabarbabigodeebunda, implorou a outra. Eu sei, respondeu triste a primeira, mas não há garantias. Não há garantias, que merda!, protestou a segunda, que merda!

E, sem aviso ou precedentes, surgiu uma terceira voz, serena e sábia: Haverá outras oportunidades. E rumei correndo ladeira abaixo, depois ladeira acima, em direção ao metrô que demoraria a chegar e deixaria espaço para dúvidas, arrependimentos e teorias mirabolantes.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

In other news...

I'm a fucking bitch. É isso que eu sou.
E nossa, oscilando drasticamente de humor e de pensamentos.
Burning up.
Estômago querendo pular.
Tudo errado...
mas a gente escolhe?

Escolhe. Mas shhh, me deixa ser feliz. Amanhã eu penso nisso...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Do sétimo andar

Eu estava lá quando aconteceu, mais sete andares pra cima. Não fazia ideia. Só lamentava minha condição derrotada, a concretização de uma profecia feita há tempos, que saiu em meio a lágrimas - logo enxugadas por dedos brancos - e foi ridicularizada. Hoje, é a mais pura realidade.

Ontem, a mais pura realidade do sétimo andar não me dizia respeito, não me fez ameaças, não cutucou minha fratura exposta.
Até ser feita a ligação.

E pode esquecer, não tem mais chá de habu.

domingo, 21 de junho de 2009

Positividade

Mew! Não entendo pessoas positivas. Elas não fazem o menor sentido!!

É tipo, seu marido te trai, você perdeu o emprego, seu filho tá usando heroína, Nip/Tuck foi cancelado e você ainda vem me falar coisas do tipo "você tem que se manter otimista em relação as coisas, porque energias ruins atraem coisas ruins".
Hello!! Your life sux e ficar toda "vai ficar tudo bem" só te torna mais passiva no processo!! There is no Secret!!!!

Pra mim a positividade é a negação da negatividade ( - e - = +), o que é muito negativo em si (- e + = -), porque a suposta negatividade que eu vou chamar aqui de negatividade social (para dar um aspecto mais intelectual pra esse post), é na verdade o ato de encarar a realidade e as possibilidades de futuros ocorridos que a acercam, ou seja, quando você está sendo negativo socialmente, você está se preparando para lidar com coisas negativas que podem vir ocorrer e assim você não se sente tão mal em relação a isso, metaforicamente, ser negativo é amortecer a queda caso seu paraquedas quebre. E para conseguir sobreviver nisso, que as pessoas costumam chamar de vida, é preciso estar preparado pra tudo, para o que der e vier(odeio essa frase).

Portanto, seja socialmente negativo! Isso vai lhe poupar de muitas tentativas impulsivas de suicídio e de algumas sessões de terapia. Trust me, eu poderia estar bem pior. E como eu me mantenho sempre negativa, sei qual seria esse pior e estou preparada para lidar com ele caso aconteça. Como? Me matando conscientemente ou pagando algumas sessões a mais de terapia.