quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Esquentadinha na minha...
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Pipoca de chocolate
- Ah, não, Renata! Vocês duas tão comendo toda a minha pipoca!
E rimos juntas do menino irritado. Eram daquelas pipocas doces prontas da Yoki, que vinham num saquinho como se fossem salgadinho. Acho que isso nem existe mais, o que é uma pena, porque eram muito boas. A do Matheus era de chocolate (a melhor), e ele não queria dividi-la com o resto dos colegas que brincavam com ele debaixo da árvore no Parque Ibirapuera, na excursão da escola.
Ele continuou comendo, ainda franzindo o cenho. O chocolate coloria as pequenas rachaduras que ele sempre tinha na boca. A língua dele também era meio rachada, coisa fácil de notar, porque toda vez que ia chutar forte a bola, ele dobrava e mordia a língua. Na queimada também: eu ficava hipnotizada olhando aquele rolinho rosa claro sendo mordido quando, de repente, recebia uma bolada na perna. “Senta, Marcela, pegou na sua perna que eu vi!”
Um dia, cheguei chorando na escola porque minha mãe havia me massacrado no carro, não sei por quê. Ele veio tentar entender minha tristeza e, de repente, estávamos os dois, de 10 ou 11 anos de idade, conversando sobre as nossas mães. “Quando faço algo certo ou legal, ‘não é mais que minha obrigação’. Mas se saio da linha um tiquinho, nossa, eu sou a pior pessoa do mundo!”, desabafou, para o meu espanto. Ele sabia exatamente como eu me sentia. “Ééééé!”, falei um pouco alto demais, apontando pra ele e arregalando os olhos. Incrível.
E eu ainda estava com vontade da pipoca.
- Matheus, você vai me matar se eu pedir mais uma? É a última, juro!
- Pode pegar – disse, oferecendo tranquilamente o pacote.
- Ei, por que ela pode e eu não? – protestou Renata, enquanto eu sorria com satisfação e colocava uma pipoca de chocolate na boca – É PORQUE VOCÊ GOSTA DELA?
Arregalei os olhos e segurei a respiração. Ele ia acabar comigo. Não acredito que ela perguntou isso! Ai meu deus, ai meu deus!
- E se eu gostar? Qual é o problema? – desafiou.
Engasguei.
- Nenhum, nenhum...
domingo, 13 de junho de 2010
Day after das festas
domingo, 23 de maio de 2010
Poupança Bamerindus

Outro dia, Mr. Exalta me perguntou se eu me lembrava da propaganda da Poupança Bamerindus. Sim, sim, claro. Até postei sobre isso. E, quando fui tentar achá-los com nossa maravilhosa ferramenta Google, não consegui.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Fantasias iglesias
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Surpresas no fundo do armário

- 1 game boy color
domingo, 4 de outubro de 2009
Tralhas

E o que aconteceu? Chorei horrores e me arrependi profundamente de todos os meus pecados. E agora eu nunca sei o que realmente deve ser jogado fora e o que precisa ser guardado, pelo menos por mais um tempinho.
domingo, 23 de agosto de 2009
Flashes
A impalpabilidade ora me deprime, ora acidifica meu estômago, ora injeta poderosas doses de adrenalina no sangue. Às vezes me divirto. Às vezes não quero mais brincar.
**
Ontem, quando estava sóbria de você, te dei seu nome. E você me impediu de ver o instante e nem sabe. Fez-me vagar desejando o passado e o futuro incerto, mas não aquele agora de ontem à noite. E o futuro daquele momento ainda não chegou - mesmo que o esteja sendo agora mesmo - porque ainda não é o que visualizei.
domingo, 16 de agosto de 2009
I do
Que saudade de ser a esposinha opinando sobre as camisas, que o acompanha na difícil decisão de ser homem, ainda que ele já o fosse desde sempre, ainda que já tivesse escolhido faz tempo.
Que saudade da gravata que não lacei em seu pescoço, daquele gesto típico da mulher sábia que cuida do seu par sem ele saber. Daquele contato entre os olhos, naquele momento, que diz: “Sou tua e és meu”.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Pobreza da mente
Aqui vai o trajeto do aprendizado (DA VEZ):
Certo dia, fui almoçar com o pessoal do trabalho, quando meu cartão de débitou não passou. Logo, concluí que estava pobre, visto que havia saído bastante e fazia muito sentido que meu dinheiro inteiro acabasse logo.
Daí entrei em pânico total, divulguei pra todas as pessoas que conheço sobre ter apenas R$ 0,65 no bolso e tudo mais. Ganhei um almoço solidário (que não foi aquele do evento do cartão), fiquei devendo R$20,00 de cerveja e deixei de sair algumas vezes.
Eis que, ontem à noite, faltando apenas algumas horas para receber, olhei meu saldo na internet e EU TINHA DINHEIRO. Eis que, hoje à tarde, coloquei a mão no bolso traseiro, antes de ir pro trabalho, e achei R$ 10,00.
Conclusão: Quem procura, acha. Quem não arrisca, não petisca. Bobeou, dançou. Quem sabe, sabe, quem não sabe, se sacode (hahahahah eu não sei quando e nem por que inventei essa última).
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Lupa
Lógico que não. O amante e o chocolate e a viagem são meros subtitutos pra sexo, alegria e experiências de vida. Às vezes nos enganamos sem saber, às vezes achamos que estamos nos enganando, mas não estamos. É complexo. Pode ser que eu realmente só queira um chocolatinho e uma viagem interessante regada a aventuras libidinosas com um parceiro interessante. Pode ser que eu queira essas coisas, mas também as esteja usando como substitutas.
Independentemente da resposta, há algo que sei deste momento em que escrevo: tenho uma saudade grande e triste no coração.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Ótica crítica
"Naquele momento tudo parecia o suficiente, tinhamos um ao outro e a brisa que batia em nossos rostos, que brilhavam de puro amor."
Com ótica crítica:
"Naquele momento, não tínhamos dinheiro para ir ao cinema, porque você não trabalha, mas tinhamos um ao outro e aquela brisa, que apesar de gostosa ao bater em nossos rostos, frizava e embaraçava meus cabelos. Nossos rostos brilhavam de oleosedade. Sua cara tem espinhas."
Outro exemplo:
"Nossos corpos criavam fusão em uma bela sintonia. Nossas mãos deslizavam um pelo outro buscando sanar nossa inquietude"
Com ótica crítica:
"Nossos corpos criavam fusão em uma bela sintonia, após anos te ensinando o que me faz sentir prazer. Nossas mãos deslizavam um pelo outro, sentindo nossas imperfeições cuja as minhas me deixavam insegura e as suas me davam nojo e eu me perguntava por que não namorei um cara mais gostoso que você, enquanto isso só desejava que aquele momento acabasse para assistir a 2ª temporada de E.R. com o George Clooney."
É isso pessoal! SEJAM SINCEROS, SEMPRE!!!
sábado, 25 de julho de 2009
Sweet Home Alabama
Não lembro se algo importante foi dito. Aliás, sempre eram conversadas coisas importantes. Mas aquele dia me marcou bastante. Estava friozinho. Lembro da sensação de paz, de completude, de unicidade e cumplicidade com as decisões que a vida toma. Minha rebeldia dormia.
Às vezes o fim de algo nos faz questionar a veracidade do que vivemos. Após três anos, teria distância o suficiente para dizer que me enganei, que mentimos um pro outro, que fomos falsos. Mas não posso. Acredito muito na intensidade daquela amizade que eu tinha como certo, dentro de mim, durar até que tivéssemos setenta anos.
Por um lado, julgo minha mágoa e penso que fui egoísta (este tem sido o assunto do momento, não?). Quero as pessoas pra mim, independentemente de fazê-las bem? Que coisa feia. Por outro lado, não tem jeito: eu merecia uma explicação. Merecia o pouco conforto que o entendimento e a aceitação poderiam me oferecer naqueles tempos difíceis.
Mas o que vivemos foi muito bom. Conheci meus filmes preferidos, interagimos com uma conexão sem igual, fomos comparsas do crime, dividimos um sonho, provamos que é possível viver muitas coisas com apenas R$ 6,00 no bolso.
Numa realidade paralela, ainda nos vemos, gritamos “eu te amo” do prédio mais alto de São Paulo, andamos na rua com as bocas sujas de açaí e desenhamos no paint como vemos a vida, como ela é 3boba and we love it.
Lieutenant Daniel Taylor: Where are you boys from in the world?
Forrest Gump, Bubba: Alabama, sir!
Lieutenant Daniel Taylor: You twins?
Forrest Gump: No, we have no relations, sir.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Ambiente de trabalho
- Valter?
- Hum, ou Vagner... ou algo com "v" ou "w".
- Hahahaha adoro esses recados que a Marcela dá.
- Sabe que que é? Ele ligou quando eu estava apertadíssima para ir no banheiro e eu anotei o recado quando eu voltei...
**
- Alô, quem fala? Ah, Wanderlay...
(Wanderlay!!!)