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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Tentações

Gente, tem coisa mais gostosa que homem cheiroso? Meu deus! Me segura!

Na verdade, andei falando com várias pessoas e surgiu bastante nesta semana outra característica importante: senso de humor. Pra mim e pra muitos, uma pessoa engraçada ganha um charme incrível. Não tem nada melhor do que rir horrores com alguém. Pessoalmente, adoro estar rodeada de pessoas engraçadas. Crio uma empatia quase imediata com um engraçadinho, torna as coisas muito melhores.

E uma dica pros conquistadores de balada (mas não restrita a eles): ser engraçado não é uma tática apenas aos não-tão-bonitinhos, é uma forma de fugir do xaveco ruim. Conheci caras pelos quais não tive, de imediato, vontade de beijar. Mas depois de rir um monte e de uma conversinha agradável, tudo mudou. É realmente uma coisa incrível.

Um beijo aos engraçadinhos, vocês merecem.

domingo, 16 de agosto de 2009

Missão Impossível

Fulminou-me com o olhar e nem sabia. Nem sabia que era tudo o que sempre quis e que, ao mesmo tempo, sua existência me doía. Doía o ácido me queimando as entranhas, me negando aquele sonho. Sonho e pesadelo, porque um homem daqueles carrega consigo a dor e o prazer juntos. Juntos, definharia em seus braços, não suportaria aquele absurdo que não parei de desejar a noite toda.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A terceira

Você não ia descansar?, perguntou-me rouca a voz debilitada e imunodeficiente da minha consciência. Por que tudo tem que ser uma escolha, uma renúncia?, gritou outra, resoluta.

E, então, peguei o copo plástico de Dreher com limão que aquela mão bonita e masculina me oferecia. Mas que mãos, meu deus!, pensaram ousadas as vozes. São 23h30, alfinetou humildemente a primeira, você vai perder o metrô. Posso dormir aqui, respondeu a outra, ríspida. E, como se apenas para argumentar, produziu em minha mente a cena tão desejada: sentados no chão de tacos de madeira, com as bocas entrelaçadas, a barba e o bigode a arranhar-me a pele.

Deixe-o, não vale a pena, sussurrou manhosa a voz que queria descanso. Ah, mas que mãos, que olhos, que bocabarbabigodeebunda, implorou a outra. Eu sei, respondeu triste a primeira, mas não há garantias. Não há garantias, que merda!, protestou a segunda, que merda!

E, sem aviso ou precedentes, surgiu uma terceira voz, serena e sábia: Haverá outras oportunidades. E rumei correndo ladeira abaixo, depois ladeira acima, em direção ao metrô que demoraria a chegar e deixaria espaço para dúvidas, arrependimentos e teorias mirabolantes.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

All that she wants

Já falei que a vida tem sido muito engraçada, né? Todo mundo sabe... mas tem horas que é demais! TUDO que eu falo com a Nádia se torna realidade: César Cielo foi ouro e as pessoas nos perseguem escrevendo nu com acento.

Agora, por conta de outro assunto amplamente discutido nas nossas noitadas, queria prestar homenagem aos (poucos) homens com atitude. Pronto, essa foi a homenagem. Na boa, acho que isso deve ser uma coisa de todas as mulheres, mas conosco parece ser ainda mais forte. Temos muita personalidade e somos controladoras demais, então tem coisa mais sexy do que entrar um machão em nossas vidas e tomar as rédeas de vez em quando? (Bom, talvez um bombeiro bem gostoso, meio sujinho depois do trabalho, but not the point)

"Vou te pegar tal hora e vou te levar pra tal lugar", em vez de "Tá, mas que horas você quer? O que acha que devemos fazer? Não, escolhe você". "Olha, realmente não quero fazer isso", em vez de "Ah, ok" seguido de cara de cu. Sem contar que ficamos bobas quando o cara paga a conta. Mas não é estou-quase-pagando-a-conta-pra-você, é já-paguei-e-foi-isso-que-eu-fiz.

Simples assim: homens, be a man, porque a gente gosta.
E estamos torcendo pros outros assuntos que falei com ela vinguem, não? ;)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Ambiente de Trabalho: O Retorno

J.J. estava conversando com uma moça em frente à impressora, pois os dois a estavam usando. Lógico, ele estava jogando todo seu charme pra cima dela e o joselito sabia disso. De repente, sai uma folha da máquina e J.J. inadvertidamente a pega, achando que era uma das coisas que estava imprimindo. Mas não, joselito tinha mandado imprimir, bem grande, "SAFADÃO!!!".

E ela leu.

**

mulher 1 entra na sala.
joselito: - Hum, você tá com cara de quem foi xavecada.
m1: - Hahahahah, QUÊ?
j para mulher 2: - Ela não tá com cara de quem foi xavecada?
m2: - Tá sim.
m1: - Não, juro, ele não falou nada. Sério.
m2: - Pó falá, aqui é marketing, a gente sabe...
m1: Sério. Ele não falou nada.
j pega o telefone e aguarda.
m1: Não, que você tá fazendo??!!
j: Alô? Por favor o fulano?
m1 põe mão na testa: Ai meu deus!!!
j: Oi fulano, o que você falou pra minha estagiária que ela entrou aqui vermelha?
m1 fica mais vermelha ainda: Eu estou sempre vermelha! Eu vivo vermelha! Desliga isso!
j: Aham, entendi. Não não, tava só brincando, porque ela voltou pra sala com vergonha...
m2 e mulher 3 riem.
j desliga.
m3: Mas que que houve? Ele te xavecou?
m1: NÃÃO! Ele não falou nada...
m3: Aaaah, achou ele gatinho?
m1: Ah...
j: O fulano é um tarado...

**

(No meio da reunião)
J.J.: A questão é o seguinte: podem escrever qualquer coisa nos peitos de uma mulher que eu vou ler. Se ela estiver com "Cervejada bla bla bla" na camiseta dela, bem aqui, eu vou ler e já vou estar lá.
S.: É, mas lá é assim, eles colocam qualquer anúncio numa camiseta colada, pedem pra gostosona vestir, e os caras vão lá e consomem MESMO!
J.J.: O j vive gastando dinheiro com flyer. Ninguém lê flyer. No máximo eu olho... pra menina gostosa que me entregou, enquanto eu jogo o papel no lixo.
j: Ok, ok, class dismissed, vamos voltar ao trabalho.

**

j: Vocês querem iogurte de bla bla com bla bla?
m1: Nossa, tá fazendo regime junto com o Whatever?
j: Nós tamos apostando.
m2: Apostando?
j: 300 reais por mês pra quem perder mais peso.
m1: 300 reais???
m2: Então você não tá tomando cerveja?
j: Não.
m2: E se eu te chamar pra tomar cerveja hoje?
m1: Óóó, a m2 tá torcendo pro W.
m2: Não, é sexta-feira, vamo?
m1: Olha, que cuzona... você vai cair nessa?

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Sonho de valsa

Foi uma coisa bem louca, durante uma viagem inventada, com pessoas que não existiam. Entramos numa sala revestida de madeira, a luz era quente, amarela. Mergulhamos sabendo o que aconteceria. A situação não era outra, tudo seria errado mesmo, proibido. Assinamos, sem ler, um pacto com o diabo, com o que havia de mais fundo em nosso âmago. Não pode, não pode, mas eu quero, quero, já foi. Já fui.

Beijos ávidos, saudosos, desesperados anunciavam o que estava por vir, denunciavam as vontades maiores do que o certo e o errado. Tentavam ser mais rápidos e intensos que os minutos, como se de alguma forma, assim, satisfizessem os desejos e suprissem a si mesmos. Pretendiam-se eternos, então deveriam se renovar, cada vez melhores, enrolados num compromisso perpétuo.

Os corpos se esfregavam, não havia mais volta. Estávamos entregues, completamente perdidos nos toques e nos movimentos, fundidos num único apetite. Alheios ao mundo, penetrávamos cada vez mais fundo na areia movediça, sincronizados numa química surda e preta, com riscos coloridos amarelos e laranjas.

Perdi o controle da imaginação proibida, que não sabia residir dentro de mim, que esperava o momento oportuno pra emergir e fazer seu impacto.
Acordei antes do desfecho, mas eu já sei como termina. Eu ainda me lembro.

domingo, 12 de julho de 2009

More faith than ever!

Olha quem vem pra cá no fim do ano:



(junto com o Faith No More)

Preparem as carteiras e as calcinhas, porque eles passarem pelo Brasil e a gente não ir seria como "comer o próprio cocô".
Aqui fica uma das que estão no meu coração:



Beijo pro meu consultor musical, Bobi.

domingo, 5 de julho de 2009

Filosofia barata

No embalo da melhor frase da semana, "A putaria não está nos feriados, está em você" (Mr. Whore), constato que pole dancing pode ser bem chato se você não estiver no clima.
É engraçado como o filtro da realidade se confunde com ela.

Nesses tempos bizarros, acabo entrando em contato com aquilo que eu sempre soube e sempre esqueço: tudo está na nossa cabeça e dela depende para ser visto e interpretado.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Peculiaridades

Estava voltando pra casa do trabalho quando me deparei com um bilhete misterioso



e uma área de isolamento sem sentido.



Seria um exagero da consciência ambiental, a criação de uma microárea de preservação? Ou seriam mais chatices sobre cigarro que ninguém (ou pelo menos eu) aguenta mais? Estariam ELES evitando com que as duas árvores fumassem passivamente? (porque árvores são muito passivas...)
Fiquei um tempo intrigada, mas foi só contornar o espaço que tive minha resposta:


sexta-feira, 29 de maio de 2009

"O chuchu de casa pode ser o morango do vizinho"

Créditos a uma das minhas trocentas primas de Recife.