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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Top 5 - Sinais de que você está carente, PRA CARALHO!

1. Segunda vista idealizada
Você está lá, vivendo sua vida, quando é apresentada a um grupo de pessoas durante uma situação social. A princípio ninguém te chamou atenção, mas em uma segunda ocasião você vê uma dessas pessoas novamente e algo acontece. Uma conversa? Um flerte? Uma troca de olhares? Não. Acontece algo que eu chamo de "ressignificar o que não aconteceu" vulgo "idealização". Você não conheceu a pessoa, nem a curtiu de fato, mas fica toda apaixonadinha, sendo idiota e torcendo para algo acontecer.

2. Você namora mentalmente
Pode ser um famoso ou alguém que você mal conhece. Você fuça as redes sociais dela, se imagina nas fotos, fica pensando como seria uma mensagem de celular dessa pessoa. E se ela passa por você na rua e não te reconhece, decide que a relação não está dando certo e que é melhor terminar. Terminar? Sim, terminar. Ãh...então tá né.

3. Pede a sua melhor amiga em casamento
Ok. Então é isso. As coisas não estão indo muito bem, não há muita perspectiva no momento, você ama a sua melhor amiga, então por que não? Afinal de contas nossos avós se relacionam super bem sem sexo há anos.

4. Tem um gostoso no sofá
Pois é... Realmente tem um gostoso no sofá. O que você faz? Pede um espacinho? Imagina. Joga Market Street no facebook cheia de alegria de viver. Porque você está naquela fase da estabilidade emocional, ou seja, já faz tanto tempo que nenhum gostoso habita o sofá que você colocou uma poltrona e está lá, com o controle na mão assistindo Glee.

5. Você convive com casais e não se importa
Pois é minha cara, lembra aquela depressãozinha que batia quando você, super solteira, saía com casais e desejava loucamente ser um também. Agora você já passou dessa fase. A solterice faz parte da sua vida há tanto tempo que estar com alguém é estranho e desconfortável. Quando você está rodeada de casais tudo o que você consegue sentir é pena, deles!


Vou pra terapia, beijos.

sábado, 11 de dezembro de 2010

O bife à parmegiana é meu e eu o faço como eu quiser


Certa vez, eu tava mudando de canal na TV, à noite, quando parei nesse programa de culinária, que tinha um bife à parmegiana com bacon - começou ela. Desta vez, como em muitas outras, não fazia ideia de onde a analogia nos levaria ou de como ela se relacionaria ao meu problema. No decorrer a história talvez eu descobrisse, mas confesso achar muito mais divertido quando não saco logo de cara onde minha psicóloga quer chegar. E, claro, seria incrível encontrar uma relação de semelhança entre um bife à parmegiana e meu modo de vida.

O chef tava fazendo a receita da mãe dele, continuou ela, não era um bife qualquer. Então ele começou a mostrar os ingredientes, explicar quando cada coisa tinha que ir na frigideira; nessa hora você faz isso, enrola aqui, passa um pouco daquilo, sabe? Então, daí, de repente, ele disse "E agora vocês colocam bacon" e fez uma pausa. Ele olha pra gente e fala "Mas bacon? - você deve estar se perguntando. É, bacon. Eu disse que faria o bife à parmegiana da minha mãe, não um qualquer". Então ele foi cozinhando e contando como as pessoas sempre estranharam o bife da mãe italiana dele e sempre a criticaram "Mas bacon? Bife à parmegiana não leva bacon na receita!", ao que ela ria e respondia "Mi piace" - eu gosto.

Então, Marcela, com tudo isso que a gente conversou hoje, se dar o direito de ter as atitudes que você vem tendo faz sentido, mas só contribui pra te prejudicar. Sabe qual é seu verdadeiro grito de liberdade?

Os poucos horários destinados ao lazer pequeno-burguês? Minha viagem de ano novo? Os ridiculamente rápidos fins de semana?

Hahahahaha, não. Vai, você é uma mulher inteligente e já sabe a resposta dessa.

Bloquear as críticas.

Não é bloquear, mas não deixá-las te afetar. Existe uma diferença aí. Você resolveu se cercar de pessoas tão críticas como sua mãe. Então além de procurar pessoas que te façam bem e te enxerguem como você é, existe essa parte de adaptação a ela e aos parecidos com ela. É saber quando as pessoas estiverem projetando elas mesmas em você e responder às críticas, com a maior tranquilidade, "O bife à parmegiana é meu e eu o faço como eu quiser". Porque mi piace. Essa é a verdadeira liberdade.

Como diria a consagrada banda Natiruts, "liberdade pra dentro da cabeça (fumando um baseado-ú)".

Hahahaha é, é por ai.

Mi piace. Gostei. Daqui pra frente todos os meus bifes serão feitos como eu quiser. Porque eles são meus.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Dia do dia

Todo dia acordo pensando em desistir. Todo dia.

Mas todo dia, de uma forma ou de outra, chega ao fim. E o resultado, feliz ou triste, ainda é um resultado, uma vitória.

Tenho a tendência a guardar a comemoração para depois, quando sentir que está tudo estabelecido e, com certeza absoluta, certo. Correto. Feliz. Estável.

Mas aí me disseram que não, não deve ser assim. Como os alcoolicos anônimos fazem (sim, este foi o exemplo usado), é um dia de cada vez, e cada um deles deve ser comemorado.

Então, feliz dia do dia.

sábado, 7 de novembro de 2009

Terapia

Acredito.

Faça.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Lupa

Gostaria do fundo do meu coração que fosse mais fácil me entender, saber exatamente o que estou sentindo e por quê. Tolos são aqueles que não veem o que está por trás dos desejos. Posso estar sentindo um apetite muito grande por comer chocolate, por pegar minhas malas e viajar para sempre com um amante latino, mas será que nossas vontades limitam-se a elas mesmas?

Lógico que não. O amante e o chocolate e a viagem são meros subtitutos pra sexo, alegria e experiências de vida. Às vezes nos enganamos sem saber, às vezes achamos que estamos nos enganando, mas não estamos. É complexo. Pode ser que eu realmente só queira um chocolatinho e uma viagem interessante regada a aventuras libidinosas com um parceiro interessante. Pode ser que eu queira essas coisas, mas também as esteja usando como substitutas.

Independentemente da resposta, há algo que sei deste momento em que escrevo: tenho uma saudade grande e triste no coração.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Papel X Computador

Cara, eu vejo as pessoas por aí usando seu computador para tudo e eu queria dizer para elas que eu as admiro por isso. Sei que é errado pro meio ambiente, mas não consigo superar o papel. Eu preciso ter livrinhos para tudo, papelzinho com anotações aleatórias espalhados pelo meu quarto e que são jogados fora acidentalmente. Fora que eu tenho um passado de quebrar o meu computador e ele ter que ser reiniciado do zero e aí eu perco tudo.

Resumindo: Não confio no meu computador, porque não confio muito em mim.

E essa é a pauta da próxima sessão com a minha terapeuta.

xoxo

sábado, 4 de julho de 2009

Perto do Coração Selvagem, Clarice Lispector

Você sabe meu pavor de sofrer. Prefiro vender minha alma.

Para animar-se pensou: amanhã, amanhã bem cedo vou ver as galinhas vivas.

Por que surgem em mim essas sedes estranhas?

O que importa afinal: viver ou saber que se está vivendo?

O que fazer então? O que fazer para interromper aquele caminho, conceder-se um intervalo entre ela e ela mesma, para mais tarde poder reencontrar-se sem perigo, nova e pura?

Clube da Luta


I'm Jack's raging bile duct. Put a gun to my head and paint the walls with my brains.

I became a calm little center of the world. I am the zen master.

Gotta get off this mary-go-round.

This is your pain, this is your burn. Don't deal with it like those dead people do. Come on! What your feeling is premature enlightment. First you have to know, not fear, that some day you're gonna die. It's only when you've lost everything that you're free to do anything.

Congratulations! You're one step closer to hitting bottom.

I am Jack's complete lack of surprise.

I am Jack's smirking revenge.

I am Jack's wasted life.

The ability to let that what trully does not matter slide.

DO NOT FUCK WITH US.

Stop trying to control everything and just let go.

I am all alone. My father dumped me, Tyler dumped me. I am Jack's broken heart.

Please return your seats to their full upright position. We've just lost cabin pressure.

domingo, 21 de junho de 2009

Positividade

Mew! Não entendo pessoas positivas. Elas não fazem o menor sentido!!

É tipo, seu marido te trai, você perdeu o emprego, seu filho tá usando heroína, Nip/Tuck foi cancelado e você ainda vem me falar coisas do tipo "você tem que se manter otimista em relação as coisas, porque energias ruins atraem coisas ruins".
Hello!! Your life sux e ficar toda "vai ficar tudo bem" só te torna mais passiva no processo!! There is no Secret!!!!

Pra mim a positividade é a negação da negatividade ( - e - = +), o que é muito negativo em si (- e + = -), porque a suposta negatividade que eu vou chamar aqui de negatividade social (para dar um aspecto mais intelectual pra esse post), é na verdade o ato de encarar a realidade e as possibilidades de futuros ocorridos que a acercam, ou seja, quando você está sendo negativo socialmente, você está se preparando para lidar com coisas negativas que podem vir ocorrer e assim você não se sente tão mal em relação a isso, metaforicamente, ser negativo é amortecer a queda caso seu paraquedas quebre. E para conseguir sobreviver nisso, que as pessoas costumam chamar de vida, é preciso estar preparado pra tudo, para o que der e vier(odeio essa frase).

Portanto, seja socialmente negativo! Isso vai lhe poupar de muitas tentativas impulsivas de suicídio e de algumas sessões de terapia. Trust me, eu poderia estar bem pior. E como eu me mantenho sempre negativa, sei qual seria esse pior e estou preparada para lidar com ele caso aconteça. Como? Me matando conscientemente ou pagando algumas sessões a mais de terapia.