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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A metáfora de Aretuza



Hoje, durante o trabalho, recebi no MSN um link para o vômito de Aretuza. Apesar de este ser mais um vídeo maldoso e nojento do You Tube, acho que podemos tirar uma grande lição dele. Adoraria comentar sobre como os amigos dela foram horríveis em postar isso na internet e como foi agoniante vê-la quase vomitando (e vomitando de fato, convenhamos), o que me lembrou muito de minhas próprias sensações pré-vômito. Mas pensei muito em Aretuza ao longo do dia, e a melhor parte dessa reflexão foi um choque: me identifiquei muito com a menina.

Gente, a Aretuza ficou metade do vídeo enjoada, com uma cara péssima, enquanto os amigos riam e se divertiam naquele brinquedo não-identificado. Daí ela ficou vomitando durante um minuto (vai, vamos arredondar), soltou um "Caralho!" (aos 3' 10'') e aproveitou uns 10 segundos de aventura. O vídeo tem 3' 45'' e, em apenas 10 segundos dele, Aretuza foi feliz. Toda gorfada.

Qual é a lição? Supondo que Aretuza segurou o vômito, imaginemos que, numa situção diferente, os restos alimentícios tivessem jorrado logo no começo do vídeo. Ela soltaria o palavrão mais cedo e sorriria por mais tempo. E o gorfo secaria um pouco mais com o vento. E provavelmente o vídeo não teria tanta graça e nem seria divulgado na internet. Aretuza, preocupada demais em não vomitar, além de não ter evitado o episódio lastimável, deixou de se divertir.

A previsão estava certa: o vômito aconteceu. Mas será que Aretuza antecipou aqueles gorfos a jato? E a fama de seu vídeo? Duvido muito. Todas as vezes na minha vida em que acertei o "fim" da história, os detalhes foram tão imprevisíveis que foi como se eu tivesse errado. Enfim, nunca é edificante. Eu deveria ter me gorfado no começo e evitado horas e horas de pré-gorfo e cara de bunda. Ou seja, não sei como terminar esse texto, a não ser clamando "Vomite sem medo e seja feliz!" (superdeselegante, porém sincero).

domingo, 19 de setembro de 2010

Dogs Days Are Over

Hapiness hit me like a bullet in the brain.
Can you hear the horses?
'Cause here they come


Algumas fases negras demoram a passar. Dá trabalho, e negar a merda da situação toda não leva a nada. Tem que batalhar. E, depois, vêm os louros. A paz. E os cavalos. Quanto tempo vai durar essa felicidade? É pra valer mesmo?

Não importa. Ela tá aqui. And the dog days are over.



A apresentação abaixo é a do VMA. Ela tá linda e cantando incrivelmente bem. Obs. Jaret (hot) Leto é quem chama o show dela. Tem como errar?

domingo, 12 de setembro de 2010

Melhor amigo


"Você diria isso a sua melhor amiga?", me perguntou Ms. Angry Cook. "Com certeza não", respondi. E me dei conta de como me trato mal em alguns momentos. Não apenas eu como 90% dos meus conhecidos também têm esse comportamento.

Acontece que, vendo de fora a situação de um querido, conseguimos, com calma, avaliar o cenário e dar uma opinião construtiva. Mesmo se admitirmos a parte negativa, sempre ressaltaremos pelo menos um ponto positivo como oposição, nem que seja apenas a lição por trás da merda. Porque não queremos ver nosso amigo pra baixo, porque sabemos da capacidade dele de reverter a situação, porque sabemos que não é o fim do mundo.

E por que não tentar fazer isso com nós mesmos? Se não nos queremos ver para baixo, sabemos de nosso potencial e da reversibilidade do jogo? Naquele momento da conversa, pratiquei o exercício: fingi ser melhor amiga daquela pessoa que reclamava de si mesma azedamente. E me dei conselhos bem legais. Se posso ser carinhosa e compreensiva com meus amigos, então por que não sê-lo comigo mesma? Por que não ser seu próprio melhor amigo?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Closure


A gente quer muito muito muito aquele ponto final catártico e cinematográfico, que vai selar a vitória sobre as emoções e sinalizar a época de novos caminhos. É lindo, mas nunca acontece. Não quando queremos.

E daí, um belo dia, quando o ponto final já foi dado há tempos e você nem se deu conta disso, aquela cena bombástica acontece. E já não significa mais grande coisa. Você não precisa mais dela. E o mérito é todinho seu. Enjoy.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Antes um burro cavalo, que um cavalo burro

Estávamos conversando sobre nossa amiga de 22 anos que recentemente ficou com caras (bem gostosos) de 17, 18 e 19 anos, quando Paulinda soltou seu parecer:

"Se é para ficar com um cara retardado, imaturo e sem perspectiva na vida, que tenha a idade para tal!"

Acho que nossa amiga e quem mais quiser ter/ tiver/está tendo/terá comportamento parecido, pode ficar tranquila.

Beijos,

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

É melhor ser alegre que ser triste

Autoajuda do dia: pense no que você merece e vá atrás disso.

Sério. Você merce.
Obs.: Não vale comprar um bolo de chocolate. Você NÃO MERECE a culpa do day after.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Ser conhecido ou reconhecido? Eis a questão.

Não entendo alguns conceitos de algumas pessoas. Como por exemplo, o de ser pop. Não entendo querer ser conhecido sem ser reconhecido. Acho que em certa altura da vida, não compensa mais ser "o fulano gente boa", mas tá na hora de virar o "fulano, ele faz não sei que lá e é tal tal de não sei da onde". Não sei se é porque eu sempre abominei aquelas garotas de blush em excesso no colégio que percorriam toda uma jornada para ser popular e a maioria só conseguia porque beijou o cicrano ou porque ficou bêbada na festa de não sei quem que foi sem ser convidada.

Cada um com os seus objetivos de vida, mas não consigo encaixar isso como suficiente na minha vida. Entendo que ser conhecido ajuda a ser reconhecido, mas é preciso fazer algo palpável para tal. Existem, também, aquelas questões de "ciclo da vida", por exemplo, há um tempo atrás eu fazia parte ativamente de um grupo para pessoas até 20 anos e era conhecida e reconhecida pelo meu trabalho nele, hoje as coisas mudaram e aquela fase passou. Ainda vejo muita gente com a minha idade e até mais velha correndo atrás desse reconhecimento ou fazendo sua manutenção. Mas passou. Com 22 anos e entrando na vida profissional, os objetivos são outros, o foco é outro. Tem que estudar, se especializar, correr atrás. Porque para cada coisa existe o seu momento, e se você perder esse momento, acabou. Não adianta ficar congelado nele porque o próprio nome já diz, congelado é estagnado.

Não dá pra desistir, por mais difícil que seja imaginar como sua casa vai ficar quando pronta, tem que ir colocando os tijolinhos, montando uma fundação firme. De maneira pensada, calculada, mesmo que seja só por estimativa. Impossível 100% de certeza e viver sempre foi um risco mesmo.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Você percebe?




Mrs. Funny: É um ciclo. É que nem uma coisa que eu conversei com amigos uma vez, mas acho que todo mundo já conversou pelo menos uma vez na vida. Existe um menino bonzinho. Aí ele se apaixona por uma garota que fode com a vida dele sem motivo. E aí ele fica puto e decide virar putão. E pega uma menina boazinha que se apaixona por ele. E ele, como putão, fode a vida dela sem motivo. E aí ela fica arrasada e resolve virar vadiazona. E pega um cara bonzinho e fode com a vida dele sem motivo. E assim por diante.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Casa do diabo


- Nossa, amei seu cabelo hoje.
- Vish, só fiz esse penteado porque tava parecendo Playmobil. Se meu cabelo fosse liso, juro que eu seria mais feliz.

Aí eu fiquei pensando: será que ela seria mesmo? Sempre achamos que seríamos mais felizes mais magros ou com o cabelo mais assim do que assado. Mas é tudo mentira. Quando estava mais magra, eu não era mais feliz. Eu tava mais TRANQUILA pra comer merda, é diferente. Mas a gente sempre arranja coisas com as quais nos preocuparmos. Na ausência de uma noia idiota, sempre virá outra.

Por isso, a próxima vez que você estiver se sentindo um lixo, fique feliz: pelo menos não está se preocupando com a destruição do meio ambiente ou com algo irreparável desse tipo. E comece uma dieta na segunda-feira.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ei, se perdoe.

Hoje uma amiga minha estava bem deprê e, quando a indaguei sobre o porquê, ela mal terminou de contar o motivo e já emendou um "mas tudo bem, eu é que não deveria estar assim" e outro "mas tudo bem, porque isso só passa com ação e eu não estou agindo". Ok. Vamos por partes.

Primeiramente, ela tentou colocar um ponto final no assunto para não ficar se lamentando, porque isso “cansa as pessoas”. Olha, pode até cansar, mas oi? um amigo de verdade não se importa com essas coisas.

Depois, tem a questão do “eu não deveria estar assim”. Olha, sinceramente, não é assim que as coisas funcionam. Pro fulano, seu problema pode ser idiota, mas foi ele que viveu a sua vida, adquiriu suas experiências, traumas, histórias que te fizeram quem você é? E valorizar o que você valoriza? Não. A opinião do próximo não invalida sua dor.

A ainda vou além: tem horas que identificamos os problemas, sabemos como resolvê-los e tudo mais, mas simplesmente NÃO CONSEGUIMOS. Não é possível se mexer, por algum motivo bem pessoal e íntimo. And it’s ok. Nós temos nossos momentos. Às vezes, falta uma coisinha diferente dita por alguém que te dá um estalo, ou presenciar um fato que te impulsiona. Não sei.

O que eu sei (e não consigo aplicar a mim) é o seguinte: temos que ser menos duros com nós mesmos (em alguns casos, MAIS duros, mas isso é outro assunto). Os dias vão ser desiguais, ora tristes, ora felizes. E temos que aceitar isso. Vamos sim ficar derrubados e infelizes grande parte do tempo, mas, na minha experiência, isso proporciona vários outros momentos especiais: descobrir um novo amigo, ouvir um conselho diferente, rir de repente com alguém inesperado, ter um spark com alguém inusitado. Ficar mal não é errado. Se perdoe.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Alguns não se enxergam, mas nós estamos de olho


“Ih, minha filha, foi só depois de muitos Jãos como esses seus aí que eu aprendi a cortar o mal pela raiz”, disse ele com aquela voz de dona-de-casa fofoqueira. “Não era nem pra você ter dado trela”.

Estavam conversando dentro do carro, debaixo da chuva, havia muito tempo. A pauta do dia era sobre aquelas pessoas com as quais nos relacionamos apesar de serem quem são (feias, gordas, chatas, burras, imaturas, sem-graça etc) e fazerem o que fazem, porque os defeitos foram relevados em nome de um bem maior. Mas, ainda assim, essa pessoa é quem dispensa. Chato, não?

E aí pairou no ar aquela questão: como é que aquela greta* zuada, em tantos aspectos, foi quem deu a cartada final? Como é que eu relevei tanta coisa por tanto tempo, pra depois tomar uma bota?

Mas é isso: às vezes, dá-se a uns o poder sobre nós que eles não deveriam ter. E foi este o conselho dele e de outros: por que colher verde, para ficar maduro? Por que aceitar menos do que se quer ou merece?

Mais vale um burro que me carregue a um cavalo que me derrube? Não, lógico que não. Se até os burros estão derrubando, que venha um alazão digno de me tomar e, por que não?, de me derrubar.

*greta é uma expressão (engraçadíssima) pra designar, muitas vezes pejorativamente, um homem ou uma mulher.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Se tudo que você faz dá errado...

FAÇA O OPOSTO! Vamos aprender com nossos seriados preferidos?
Aqui vai um episódio muito especial de Seinfeld. George Costanza percebe que todas as decisões tomadas ao longo de sua vida foram erradas e decide fazer o oposto de tudo que normalmente faria. Vamos acompanhar:

domingo, 4 de outubro de 2009

Tralhas


Até gostaria de dizer que guardo muitos objetos porque eles sempre têm um valor sentimental acoplado. Mas é mentira. Não sinto nada além de vergonha alheia daqueles anjinhos bregas de lembrancinha de casamento, que acumulam pó dentro do meu guarda-roupa.

A questão é que, quando era criança, sofri um trauma. Eu tinha um bonequinho do Droopy muito feio, que sempre era usado como bode expiatório nas brincadeiras. Ele era o malvado, o mártir, o filho renegado de deus (no caso, eu, a dona do jogo). Mesmo sem contexto, acabava esmagado pela vaquinha, que eu fazia pisoteá-lo com força.

De alguma forma, todas as minhas birras com o mundo eram descontadas nele. Só porque tinha aquela cara feia, de quem merecia e, além disso, pedia para ser punido. Então, quando chegou aquele momento crítico de escolher quais brinquedos guardar, nem pensei e me desfiz dele.

E o que aconteceu? Chorei horrores e me arrependi profundamente de todos os meus pecados. E agora eu nunca sei o que realmente deve ser jogado fora e o que precisa ser guardado, pelo menos por mais um tempinho.

Droopy, onde quer que você esteja, saiba que você foi muito especial pra mim. Desculpa por tudo. No hard feelings. Beijo.

domingo, 13 de setembro de 2009

Times New Roman

Uma quinta-feira pode começar muito mal e terminar nas nuvens, na aurora do seguinte. Aquele colega não significava nada antes, mas hoje você limpa o vômito da camisa listrada dele com papel higiênico. Teve uma paixão avassaladora quando criança, mas quando cresceu e pôde concretizá-la, não a quis mais. Aquele amigo virou amigão. Aquele amigão já não é mais nada. Uma pessoa que nunca te atraiu estrelou na fantasia de ontem à noite.

As ideias se metamorfoseiam, amadurecem. As opiniões mudam. Uma coisa importantíssima hoje pode não ser mais amanhã. E agora, pra mim e pros outros imediatistas desse nosso Brasil: antes de nos desesperarmos, vamos lembrar que nos adaptamos a quase tudo e que temos um poder de superação enorme.

Pra comemorar a passagem do tempo, posto aqui a clássica propaganda da Poupança Bamerindus (que mora no meu coração) e a versão do Jamie Cullum de "What a Difference a Day Made", interpretada originalmente pela Dinah Washington.



sexta-feira, 31 de julho de 2009

Apenas o fim

"Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas as duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma pessoa encontrável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar."

Clarice Lispector, A Paixão segundo G.H.

**

Depois eu posto os melhores momentos de Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres

quinta-feira, 23 de julho de 2009

People on streets - ee da de da de

Às vezes, um segundo de conversa faz milagres que três horas não conseguiram. Deus sentiu minha gastrite atacando e resolveu me dar um pirulito*.

É fato: estamos todos na merda. E, como minha sábia amiga disse, "quem não está agora, estará mês que vem. E assim vai". É, assim vai, nesse eterno rodízio de dores que chamamos de vida. Quando apertar demais, veja o big picture. É o efeito calmante de Cem Anos de Solidão sobre mim, é o que também encontrei em "Under Pressure", só que de uma forma diferente. A música do Queen traz a paz de quem divide as dores do mundo, de quem não está sozinho no sofrimento e nas dúvidas.

*Na verdade, um pirulito só pioraria a gastrite. Teria que ser uma maçã mesmo, mas daquele jeito fica mais bonito, não? A ideia de um paliativo, de uma pequena alegria pra criança que chora.

Compartilho:

Mm ba ba de
Um bum ba de
Um bu bu bum da de

Pressure pushing down on me
Pressing down on you no man ask for
Under pressure - that burns a building down
Splits a family in two
Puts people on streets

Um ba ba be
Um ba ba be
De day da
Ee day da - that's o.k.

It's the terror of knowing
What this world is about
Watching some good friends
Screaming 'Let me out'
Pray tomorrow - gets me higher
Pressure on people - people on streets

Day day de mm hm
Da da da ba ba
O.k.

Chippin' around - kick my brains around the floor
These are the days it never rains but it pours
Ee do ba be
Ee da ba ba ba
Um bo bo
Be lap

People on streets - ee da de da de
People on streets - ee da de da de da de da
It's the terror of knowing
What this world is about
Watching some good friends
Screaming 'Let me out'
Pray tomorrow - gets me higher high high
Pressure on people - people on streets

Turned away from it all like a blind man
Sat on a fence but it don't work
Keep coming up with love
but it's so slashed and torn
Why - why - why ?
Love love love love love

Insanity laughs under pressure we're cracking
Can't we give ourselves one more chance
Why can't we give love that one more chance
Why can't we give love give love give love give lovegive love give love give love give love give love

'Cause love's such an old fashioned word
And love dares you to care for
The people on the edge of the night
And love dares you to change our way of
Caring about ourselves
This is our last dance
This is our last dance
This is ourselves
Under pressure
Under pressure

Pressure

Coincidências felizes

Elas têm acontecido muito ultimamente. Ou será que apenas agora abri meus olhos? De qualquer forma, posto aqui o poema de que eu, a Paula, a Nádia e outras tantas pessoas precisam.

Consolo na praia [consolo na praia!!! HELLO??]
Carlos Drummond de Andrade

Vamos, não chores.
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.

O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.

Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis carro, navio, terra.
Mas tens um cão.

Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?

A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.

Tudo somado, devias
precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento...
Dorme, meu filho.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dores gostosas

Tem uma coisa quase universal entre as mulheres: TODAS reclamam do cheiro de cigarro que fica no cabelo depois da balada. Toda vez que falavam isso eu ficava quieta, mas acho que chegou o momento de levantar e confessar: EU ADORO! Gente, tem coisa melhor do que acordar, levantar, mexer no cabelo e sentir o cheio de ontem à noite? É tipo uma lembrancinha. Você sente o cheiro e pensa "Ah, ontem eu saí e me diverti horrores. Agora tou com aquele cansaço gostoso porque dancei a noite toda". É isso. É que nem aquela dorzinha de ter feito abdominais. É a sensação de confirmação: "Sim, eu fiz abdominais, estou caminhando em direção ao meu objetivo".

Não me vejo com uma pessoa muito positiva, mas nesses casos, talvez eu seja mais do que as outras pessoas. Ontem estava com umas dores estranhas nas dobrinhas da bunda, porque tinha andado de bicicleta no parque. Foi ótimo. Havia mais de um ano que não fazia isso e pude ter ainda aquele lembrete de "agora a pouco você estava em paz, com o vento batendo no rosto, sentindo o cheirinho de natureza".

Se estamos sentindo dor agora, muito provavelmente estávamos felizes antes. É isso que importa. Lembrar o porquê da dor e saber que valeu a pena. Estou cansada e com sono porque fiz mil coisas, vi mil pessoas e dormi pouco. Ótimo. Melhor assim do que bem disposta por não ter feito absolutamente nada do que eu gostaria de ter feito.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

10 Maneiras de se manter equilibrada ao longo do dia

1 - Ao acordar, olhe direto para a janela e diga "Bom dia Sol!"
2 - Ao tomar café e queimar a língua, agradeça ao cosmo pelo simples fato de ter língua e sensibilidade nela, afinal de contas se não fosse por ela você nunca bejaria o Robert Pattison ou aquele gay delicioso na balada, e nem comeria aquele doce em tempos de solidão e descrença sobre ficar com o Robert Pattison.
3 - Ao ir para a faculdade, não durma no vidro da janela, mas observe as pessoas e suas feições e você verá que algumas parecem mais infelizes que você, mesmo que esteja usando aquele sapato que você queria. Celebre a infelicidade alheia!
4 - Na faculdade, procure prestar atenção, se for impossível porque vocês escolheu o curso mais chato do mundo, planeje mentalmente suar finanças para comprar aqueles sapatos que combinam com a sua personalidade e com o Robert Pattison em alguma Premiere.
5 - Ao voltar para casa, tire um cochilo de duas horas. Porque você merece!
6 - Quando aquela pessoa chata te ligar, NÃO ATENDA. Quando seu ex mandar uma mensagem, NÃO RESPONDA. Quando aquele cara que te deu uma bota ficar on, lembre-se que é um sinal místico para você não esquecer que é muito melhor que ele.
7 - Não ande sem brincos pela casa, você fica bem com eles e se passar por um espelho poderá lembrar disso.
8 - Não fuja de casa! Vai por mim.
9 - Não fuce orkuts, são só fotos. Momentos estáticos não dizem nada. Pessoas feias ficam bem em fotos.
10 -

Cara tem que ser 10? Não sei como essas pessoas das revistas conseguem fazer essas matérias. Ou serem otimistas. Cá entre nós, equilíbrio não existe e é superestimado, o sexo não vai melhorar se o pinto do seu parceiro continuar pequeno e ele sofrer de ejaculação precoce, e você não vai perder peso se continuar passando pela sessão de doces do supermecado antes de chegar na sessão de absorventes, é uma questão de sobrevivência comer doces com TPM e sendo naturalmente desequilibrada!!!


PS: Achei super tosco o que eu escrevi, mas tudo bem, porque vai direto pro livro de auto-ajuda que estou escrevendo e vai virar Best Seller, porque as pessoas são estúpidas, inclusive eu que super compraria esse livro. hahahahah