- Ai, meu, não vai dar tempo de emagrecer até o carnaval.
- Não, não mesmo. É por isso que até desencanei de viajar. Vou estudar, ler livros...
- É, então. Eu acho que vou viajar, o que é pior ainda: vai ter a fase pré-viagem cheia de neuras e surtos.
- Sabe? Acho que eu desisti de tentar emagrecer. Isso que é o mais triste.
- É mesmo?
- É... no fim do dia estou cansada e penso que mereço comer o que eu quiser.
- OH MY GOD, VOCÊ TÁ OUVINDO ISSO?
- O quê?
- A sirene da VELHICE! É assim que os velhos gordinhos que trabalham demais pensam: "Trabalhei o dia todo, não vou gastar energias tentando emagrecer".
Um dos meus maiores medos é não ter mais sobrancelha. Esse parece ser o destino de todas nós, quando ficarmos velhinhas. Não sei o que é pior: assustar os outros sem os pelos ou com aqueles desenhos horripilantes de sobrancelha, aparentemente uma tendência entre a terceira idade.
Para antecipar o Halloween e para o divertimento geral da nação, fiz uma previsão de como ficarei daqui a 50 anos:
Ou, como todo mundo adora dizer que eu sou brava, vou fazer algo mais assim:
Admiro essas pessoas que não tem a necessidade de sentar. Aquelas em pé no metrô POR ESCOLHA. Olha, não tenho essa força de vontade, estou sempre com vontade de me sentar. Se eu levantei, é para poder sentir o prazer de me sentar de novo.
Sempre que o trem para em uma estação, me pego rezando para não entrarem velhinhos. Pra mim, sempre temos que levantar: assento preferencial ou não. Quando entra um senhorzinho ou uma senhorinha, eu penso "CRAP!" e levanto. E quando o velhinho não quer sentar e vai alguma bitch e pega seu lugar, antes de dar tempo de você voltar? Argh!
Infelizmente, não é sempre prazeroso estar sentada, especialmente quando tem algum chato em pé do seu lado. Pior: conversando com você lá de cima, do céu das pessoas-que-estão-em-pé. E você é obrigado a olhar pra cima e sentir o desprazer daquela conversa incômoda. Ah, não! Sou sempre aquela neurótica que está falando "Gente, senta, por favor?" ou "Ah, eu não vou sentar pra você ficar em pé do meu lado!".
A dor da espera é sempre maior se eu precisar ficar de pé. Se eu pudesse, teria minha cadeira flutuante particular, porque assim, ficaria sentada, mas não lá embaixo enquanto os outros da fila formam uma muralha em volta de mim. Isso é extremamente opressor!
Sinceramente, quando comecei a andar de metrô, ficava incomodada com milhões de pessoas em pé na minha frente. Hoje sou daquelas malucas que saem correndo pra poder sentar antes dos outros e ainda penso "Há, se fudeu menina-lerda-da-blusa-vermelha. Quem mandou ser uma LESMA NA MINHA FRENTE?".
Fundou o clube de matemática e liderança doméstica para jovens mulheres. Fez parte do Clube de Virgens Cristãs. Organizou a arrecadação de blushs e chapinhas para meninas adolescentes cubanas vítimas do socialismo. Hoje planta árvores e reza pela paz mundial.
Tchela
Quando jovem, "Rebeldia" era seu nome do meio. Aterrorizava professores e colegas fazendo piadinhas e jogando fichários no chão. Com o colegial concluído, iniciou uma jornada em busca de popularidade e distinção social. Hoje, frequenta o cenário cult paulistano e se gaba constantemente de conquistas pseudo-intelectuais
Junia
Formada pela Clowns Institute of Mary Jane, é descolada dos pés a cabeça. Na biblioteca pessoal não falta autores renomados como José Sarney e o saudoso Roberto Marinho. Encara qualquer debate mesmo que não faça ideia sobre o tema. Atuamente lidera um grupo de estudos sobre cultura popular: Novela - cultura e arte.