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sábado, 30 de outubro de 2010

Vou inchar e vou soprar!!!

Hoje, por algum motivo, eu lembrei daquela história dos 3 porquinhos e o quanto ela tem a ver com o nosso coração. What? Sim. Vamos traçar alguns pararelos, ok?

Imaginem que você é um porquinho (não porque você é gordinha), o seu coração é a casa e os homens são o lobo mau (vamos evitar pensar em fantasias sexuais nesse momento). Aí você está lá, vivendo sua vida com o seu coração de palha quando aparece um lobo mau. A princípio ele nem te atrai, ele é magro ou gordo demais, tem conversas sem sal e as vezes é meio idiota, mas um belo dia ele decide te chamar para sair. Imediatamente você pensa: "Acho que não filho...". Então ele insiste, blablabla, fala que vai pagar e pronto! A solidão está gritando enlouquecida e você aceita. GRANDE ERRO!

A solidão não é exatamente sábia e tanto o seu cérebro como o coração acharam aquele cara "uó". E lá está você, com lápis no olho e o cabelo limpo em um encontro com aquele imbecil tentando ignorar as coisas idiotas que ele fala e faz. E isso se repete até o seu coração amolecer e você começar a curtir o cara. Quando, não tão inesperadamente ele começa "Vou inchar e vou soprar..." e seu coração de palha vai pelos ares, durante o banho e com o shampoo no cabelo (é o mesmo sentimento quando falta luz ou o chuveiro elétrico quebra durante o banho).

Depois disso você reconstrói seu coração com madeira. Corta a árvore, serra, lixa, prega e pinta. Está uma belezinha. E vai fazer suas coisas, quando de repente: Toc! Toc! - Quem é? - Sou eu, o pai dos seus filhos. 
Não vou mentir pra vocês, os genes desses caras não costumam ser uma maravilha, mas de repente a sua solidão decidiu fazer uma aliança com o seu relógio biológico e agora os seus ovários também tem voz. E você se joga. No fim você descobre que como se o lobo mau mentir não fosse ruim o suficiente, você mentia para si mesma porque tinha preguiça de terminar e começar tudo de novo com outra pessoa. E um incêndio, provocado por uma chapinha (talvez literalmente) destrói o seu coração de madeira. 

Por enquanto eu estou reconstruindo meu coração de tijolo, teremos que aguardar os próximos episódios quando aparecer um novo lobo mau.

No vídeo abaixo, prestem muita atenção no minuto 8:04!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Top 5: Você é oficialmente maluca quando...

1. Você se apaixona desesperadamente por um cara que nem conhece.

2. Uma voz dentro do seu coração te diz que vão ficar juntos.

3. Você vai dormir nervosa, imagina ele te abraçando naquele momento e se acalma.

4. Você tem uma amiga maluca que faz o mesmo com um cara gay.

5. Você decide que a única maneira de superar isso é se flagelando cada vez que lembrar dele, para associa-lo com dor.

terça-feira, 27 de julho de 2010

It's never over.

Entrevista da Rihanna com a Diane Sawyer sobre a agressão que ela sofreu:






terça-feira, 18 de maio de 2010

Heart-shaped

Don't break, don't break my heart...



and I won't break your heart-shaped box.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Uma carta para você

Sr. Sweet Nineteen,

Escrevo-lhe esta carta para declarar todo o meu amor por você. Adoro as coisas que você fala e o seu jeitinho fofo de dizê-las. Confesso que às vezes não presto atenção, mas isso é porque eu tenho DDA e não que eu não me importe. Sábado comprei sapatilhas, pois estou fazendo o meu melhor para não ficar mais alta que você. Não sei o que está acontecendo, mas uma coisa eu tenho certeza: estou te idealizando.

Beijos e te encontro na zona da amizade, quando eu começar a idealizar outra pessoa.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ricky, se joga.

Um muso. Um exemplo de sensualidade. O homem perfeito para mim. Ricky Martin era tudo isso e muito mais. Quando eu era criança, ele era lindo, gostoso, macho (what?) e sabia dançar. O que mais eu quereria?

Cresci e comecei a ouvir boatos de que ele fosse gay. E eu achava um absurdo! Como? Ele é tão... tudo aquilo! MÁGINA, um homem másculo desses, MAS COM RITMO, que interage tão sensualmente com as mulheres nos clipes!

O tempo passou e a ideia me soou correta, mais ou menos na mesma época em que descobri e aceitei a gayness do Reinaldo Gianecchini (isto é, ontem). Ao mesmo tempo, Tom Cruise, o ex-eterno-amor-da-minha-vida, começou a ficar louco e a disseminar vergonha alheia na TV. Parecia o fim da deificação de ídolos homens.

Mas a confirmação veio recentemente, quando Ricky Martin saiu do armário e gritou pra todo mundo (sim, sim, sim!). Sinceramente, quanto mais o tempo passa, mais eu percebo como eu quis coisas erradas na minha vida. Se o Ricky é mais feliz dando a bunda do que discutindo a relação comigo, so be it. Estou felicíssima por ele e pela comunidade gay, que ganhou mais uma figura pública corajosa. A admiração mudou de natureza, mas ainda está lá.



(E ele ainda é fucking sexy nesse vídeo)

quarta-feira, 31 de março de 2010

É o amor


*Tirado do failblog.org, cortesia do Mr. Whore.

sábado, 27 de março de 2010

A vida me chama

e eu não quero ir. Criança. Não quero, não quero, não quero. Quero a joaninha andando no teto, o queijo coalho do ano novo, a regra do mar, o segredo do banheiro, a rinite no tapete.

Venha. Venha agora.

Para, me deixa. Por favor.

Eu não espero. Venha.

Não quero... preciso entender. Eu não entendo.

Não vai, não deixo. Venha agora. Já.

Vou, vou um pouquinho. Mas logo volto pro meu tapete.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Top 10: Que cansaço!!

Ai gente...q cansaço!!!

1. Incompetência alheia.

2. Dedo podre para homens.

3. Coração dolorido.

4. Obrigações que eu talvez não cumpra.

5. Correr atrás da vida.

6. Não ter tempo para meu amado blog.

7. Não ter tempo de passar na auto escola.

8. Não ter tempo de ir pra academia.

9. Não ter tempo de avisar pro meu best q eu to sem celular e chegar na PUC e não ter como encontrar ele.

10. Do final de semana não ser o suficiente.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Poema que sem querer querendo apareceu na minha frente

troquei o velho coração de pedra
por um novo,
de borracha.
Devolve cada pancada que leva,
mas, com as intempéries do tempo,

também racha.
Kleber Bordinhão


[tudo a ver, né? muito fofo.]

domingo, 22 de novembro de 2009

Fera Ferida


No fundo, todo mundo é um pouco brega. Acabei de ser brega agora, quando redescobri a música "Fera Ferida", do Roberto Carlos, com o vídeo de abertura da novela homônima da Globo, de 1993. Sabe o que é? Ela é umas das novelas mais antigas que me lembro de ter visto, além de seu elemento principal: a presença de Edson Celulari - quem eu amava incondicionalmente (sim, é verdade. Aliás, isso será assunto de outro post).



Voltando ao momento brega, descobri várias verdades nessa música. O pior de tudo foi me dar conta de que a estava ouvindo olhando pela janela, com os olhos semicerrados e concordando com a cabeça. Porque a letra tá muito certa, ela tá certíssima.

Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos
Rasgados na minha saída...

É lógico. Você vive. As pessoas cagam na nossa cabeça. Não é legal, mas você vive. Segue em frente, se torna uma pessoa melhor, descobre um mundo de amigos, de lugares, viaja. Mas as roupas tomaram no cu e a alma também.

Animal arisco
Domesticado esquece o risco
Me deixei enganar
E até me levar por você...

A pior coisa: você ser esperto e, de repente, decidir não ser mais. Fechar os olhos pro bom senso e simplesmente se entregar à paixão. Dá nisso. NEXT!

O coração perdoa
Mas não esquece à toa
E eu não me esqueci...

É isso. Perdoar, sim. Esquecer, jamais. É ruim, porque às vezes nos lembramos da ferida nos piores momentos e descontamos mágoas em pessoas que nada têm a ver com isso. Mas também é bom se lembrar da dor, porque teoricamente se aprende com os erros.

Me senti sozinho
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar
Um amigo...

Estar na merda é o melhor momento pra ver quem é amigo de verdade. Se há uma coisa legal que a Mrs. Funny me disse hoje é que, em vez de focar na área da vida que não está 100%, eu deveria observar e investir nas que estão bem. No caso, são as amizades, a família, a faculdade. Sr. Ranzinza sabiamente me lembrou de que amores vêm e vão, mas amizade é perene. Clap clap pra nós.

Sou Fera Ferida
No corpo, na alma
E no coração...

Feras feridas são vingativas, inconformadas e desconfiadas. Mas, às vezes, ser fera ferida pode ser tudo que se estava procurando: reviravolta, mudança de ares, descoberta de si mesmo. Mas o mais inesperado e gratificante são as novas ou renovadas amizades. Estas são impagáveis, e os momentos proporcionados pela ferida também. Qualquer outro ser lida melhor com a ferida que a fera. Mas quem sabe ela não seja a que mais aprende? A isso sou eternamente grata.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Novos Indicadores Sociais

Hoje, eu estava voltando de um seminário de economia criativa na Fundap e, para quem não sabe, existe uma tendência de se criar novos indicadores sociais que realmente sejam capazes de medir o desenvolvimento de um país - como a felicidade e a autoestima das pessoas, ou seja, mensurar o intangível. E aí no ponto de ônibus na Paulista, tinha um casal em crise. Pelo que eu entendi, eles estavam ficando, e a menina desconfiou de alguma coisa do cara e foi fazer uma surpresa em frente a faculdade dele para brigar. Até aí normal.

No começo ele ia até ela e tentava conversar enquanto ela mandava ele tomar no cu e se fuder, chamando-o de filho da puta e escroto, ela nem falava alto, mas gesticulava bastante. Ele ficou puto com essa atitude e decidiu ignorar ela. Ela ensaiou que foi embora, mas voltou para brigar mais um pouco (para o meu azar ou entretenimento, ele estava sentado do meu lado quando ela voltou). Ele puto da vida falava que não queria ficar mais e que era para ela sair de perto dele. Aí ela chorava e falava alguma coisa que eu não pude entender, então ele se levantou e ela foi atrás, ele dizia "Sai, acabou!". Até que ela se tocou e foi esperar o ônibus longe dele, enxugando as lágrimas. Foi aí que o meu ônibus chegou e eu não sei o fim da história.

Então que fique a dica: nós mulheres enlouquecemos quando amamos, por isso tentem dar um desconto. Algumas são mais teatrais que outras, mas nem por isso menos legais e interessantes.

Conclusão: Proponho a criação de um novo indicador social, o MEAB, Mulheres Enlouquecidas de Amor Brutas. Para os homens não largarem a gente achando que vai encontrar coisa melhor, somos todas iguais nesse aspecto. Deal with it!!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sr. SuperAmigo

Ao Sr. SuperAmigo,

Não é pela carona, não é pela minha vaidade, não é pela minha maluquice. Mas de tantos amigos homens que eu tive, só você conseguiu entender o que isso significa. E eu quero dizer que você é uma das razões de eu não ter desistido de tudo nesse semestre e nessa vida.

É uma prazer ser sua namorada acadêmica.

=)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O amor acaba

de Paulo Mendes Campos

O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

domingo, 16 de agosto de 2009

I do

A loja de roupas formais masculinas ainda está em liquidação. Que saudade do maridinho que vi crescer, com quem fui comprar vestimentas de homem feito.

Que saudade de ser a esposinha opinando sobre as camisas, que o acompanha na difícil decisão de ser homem, ainda que ele já o fosse desde sempre, ainda que já tivesse escolhido faz tempo.

Que saudade da gravata que não lacei em seu pescoço, daquele gesto típico da mulher sábia que cuida do seu par sem ele saber. Daquele contato entre os olhos, naquele momento, que diz: “Sou tua e és meu”.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Domingo

Arroz, feijão, batata, salada e carne.

"É sempre a mesma coisa na casa da vovó."

Não pra mim.
Saudades da vovó falando inconvenientemente do cacete do vovô.

"hãn eu sou a Paulinha."

Não.Não. Em São Paulo é só Paula mesmo.
Mas eu sou a Paulinha.

domingo, 2 de agosto de 2009

Almoço de domingo

Enquanto ela mexia lenta e precisamente a feijoada que quase transbordava da panela, me dei conta de que ela um dia cessaria. Abandonaria-nos para descansar, para viver uma nova fase de existência: a de não mais ser. Qual teoria do além estaria certa? De que forma continuaria sendo após a morte? Apenas uma lembrança feliz, mas dolorida justamente por ser uma lembrança? Como que ela existiria se não mais fosse?

Não não não. Ela não pode ir, pois sempre foi, sempre esteve. Ela é nossa Úrsula*, é uma energia que transcende o tempo e o espaço, nos mantém unidos em torno do seu riso, das suas histórias, das suas comidas. É a presença indispensável mesmo quando não está, mesmo quando mergulhamos no todo dia e deixamos as vovós de lado. Será que ela sabe que está, mesmo quando não está?

E está mexendo, adicionando água, cuidando, querendo conversar, contando histórias que me fazem querer chorar. Você sabe, Marcela, que você adorava brincar de casinha embaixo daquela mesa lá da sala, da casa antiga? Eu te dava os copos, as coisas e ficavas lá brincando. Quando teu primo ia brincar sozinho, das vezes que você não vinha, eu não dava as coisas pra ele. Sabe que que ele me disse uma vez? Falou: “Vó, por que a Marcela pode e eu não?”. Ele queria saber se eu gostava mais de você do que dele.

Vó, queria tanto que você fosse mais nova, falei impulsivamente. Ela mudou a feição, como quem entende, mas depois desconversa com os olhos. E os primos chegaram brincando e rindo e abraçando a senhorinha que um dia nos deixaria.

E, naquele momento, não pude me entregar ao carinho, pois sabia que ele me afundaria mais ainda na dor futura. Depois, depois eu consigo. Agora não. E saí da cozinha.

*referência a Cem Anos de Solidão

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Apenas o fim

"Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas as duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma pessoa encontrável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar."

Clarice Lispector, A Paixão segundo G.H.

**

Depois eu posto os melhores momentos de Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres

sábado, 25 de julho de 2009

Às vezes parece até que a gente deu um nó

Numa das minhas coincidências felizes, me deparei com dois amigos que passam pela mesma situação que, pouco tempo atrás, eu também passava sem saber. Como dito sabiamente em “Under Pressure” (ui, não me canso), “love dares you to change our way of caring about ourselves”. Hoje, percebo o quanto me anulei e me acomodei nas minhas relações, como se elas realmente fossem um empecilho nas minhas buscas pessoais. Não, a culpa é nossa. Agora, mais que nunca, me reprimi como se isso fosse necessário para a sobrevivência do namoro, como se querer mais fosse errado. E não é do outro, não pode ser só do outro, é o querer mais de nós mesmos.

Em outro post provavelmente vou falar mais sobre isso, mas eu tenho uma coisa muito forte dentro de mim que sempre pede mais, que sempre quer mais. Quero tudo e quero agora. Ninguém me impediu de ir atrás disso... então por que não fui? Por que vocês não estão indo? “Ah, não tou nessa sua vibe louca de sair...” Porra, desde quando sair significa ver quem você quer e fazer o que você quer, e ficar em casa significa namorar? “A questão é que ela quer sair e ver pessoas que eu não quero. Se eu não for, não vou ver ela” Hello? Veja-a outro dia! Fiquem sós, façam um programa romântico (tenho vááárias idéias) e depois saiam cada um pro seu canto.

O fulano não tem vontade de sair pra tal tipo de lugar? Ele é meio anti-social e fica nervoso de conhecer seus amigos? Vá sem ele! E deixe-o ir fazer as mesmas coisas dele, ver as mesmas pessoas dele. É isso. Será bom pros dois. Trust me. Nem sempre o que julgamos melhor pra nós e pro outro o é. Pra mim, sair, conhecer pessoas, lugares novos e viver coisas novas é algo que grita do meu âmago. Pro outro, não. Então por que exigir isso dele? Ou querer isso pra ele? Pode ser bonito querer e desejar o melhor pros outros, mas nem sempre é o que cabe na vida deles naquele momento.

A gente se acomoda tanto, pensamos “poxa, mas eu estou tão a fim de ficar com ele... não queria ter que escolher entre ficarmos juntinhos brincando na cama e eu ir sozinha nesse churrasco”. Mas é a vida, uma hora temos que abrir mão de coisas gostosas do relacionamento para viver outras coisas gostosas com os amigos. Se não fizermos isso, persistiremos guardando essa mágoa de nossas próprias escolhas e as transportaremos para o outro. “Ah, não posso ir no churrasco, senão ele vai chiar.” Bullshit.

Acreditem em mim, pode parecer difícil enfrentar essas questões enquanto está tudo up and running e estamos bem. Mas, na boa, a vida puxa nosso tapete de repente. Vale a pena dar uma dinamizada agora para não sofrer um chacoalhão inesperado depois.
Vai Lenine, help us out:

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Insensatez

É, eu sei. Mas fazer o quê?
Um beijo pro Vinícius e pro Tom.