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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sem-vergonha

“E como foi o seu dia?” era como ele se protegia do silêncio. Este mal ameaçava aparecer e já era preenchido com um sorriso largo e pueril. “Do que você tá rindo?”, perguntava ela toda vez, sem entender. “Sou bobo”, respondeu agora, com voz grossa. E, de repente, eram crianças dando risadinhas envergonhadas.

Estavam as roupas descaradamente jogadas no chão. A coberta, não ousaram nem sequer puxar com os dedos do pé. Restou na morena o moletom velho de gola e mangas cortadas. Numa das pernas, pela metade, a meia-calça cinza. Nas bochechas, o rosado lascivo. Ele vestia apenas pele lisa e rija, que afundava em cada linha de divisão muscular. E o sorriso.

Enquanto conversavam, de pernas entrelaçadas, ela mexia nos cachinhos quase loiros do menino quase homem deitado ao seu lado na cama de solteiro. Os olhos não desgrudavam uns dos outros, mesmo que quisessem descer e tocar os corpos suados.

O sol já havia raiado há tempos e invadia o quarto pela fresta da janela pouco aberta. A claridade inegável não permitia esconderijos. “Mas, de verdade, como você tá?”, perfurou-a com os olhos verdes. “Ah”. Engoliu seco, molhou os olhos, engoliu o choro. O sábado deveria terminar em gozo, não em lágrimas. E assim sucedeu para os dois.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Antes um burro cavalo, que um cavalo burro

Estávamos conversando sobre nossa amiga de 22 anos que recentemente ficou com caras (bem gostosos) de 17, 18 e 19 anos, quando Paulinda soltou seu parecer:

"Se é para ficar com um cara retardado, imaturo e sem perspectiva na vida, que tenha a idade para tal!"

Acho que nossa amiga e quem mais quiser ter/ tiver/está tendo/terá comportamento parecido, pode ficar tranquila.

Beijos,

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Eca!!

Gente!!


Olha o pé desse cara. É o Tadeu Schmidt, jornalista do Fantástico. O que é isso??

domingo, 2 de maio de 2010

Ego

Vou falar um pouquinho sobre essa enquete que a gente fez. Ela é uó. Vamos pensar bem sobre o assunto? Todo mundo gosta de ter o ego massageado. Isso é fato. Então se você não é baranga, ultrachata ou travesti, a opção vencedora “Sim, [massageie o ego do cara] porque o amor próprio você já perdeu faz tempo” vai dar certo. Mas é isso que a gente quer?
Uma ficada motivada apenas pelo ego inflado? Elogios inseridos calculadamente na conversa pra atrair a presa? Claro que ninguém (not, já pensei em várias pessoas) vai se interessar por outrem somente pelo ego massageado, mas o ideal é que esse fator não fosse determinante, certo?
Que tal elogiar o digno de ser elogiado e ignorar/comentar/contestar o que não o for? E deixar o resto a encargo da afinidade, do momento e da química? Acho que a lição que podemos tirar das dicas do Sr. Perdigão é a de não se colocar num pedestal e agir como se o PAQUERA fosse uma merdinha que deve correr atrás de nós. E acabou.
Caras inseguros, carentes e autodestrutivos em demasia são facilmente seduzidos pela menor demonstração de carinho e de admiração. Repito: é isso que a gente quer? “Oi, consegui o bofe porque supri o vazio existencial dele”? I don’t think so. Não precisamos disso.
**

*Se no vídeo estiver difícil de ler, veja a letra aqui e a tradução (meia-boca) aqui.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ricky, se joga.

Um muso. Um exemplo de sensualidade. O homem perfeito para mim. Ricky Martin era tudo isso e muito mais. Quando eu era criança, ele era lindo, gostoso, macho (what?) e sabia dançar. O que mais eu quereria?

Cresci e comecei a ouvir boatos de que ele fosse gay. E eu achava um absurdo! Como? Ele é tão... tudo aquilo! MÁGINA, um homem másculo desses, MAS COM RITMO, que interage tão sensualmente com as mulheres nos clipes!

O tempo passou e a ideia me soou correta, mais ou menos na mesma época em que descobri e aceitei a gayness do Reinaldo Gianecchini (isto é, ontem). Ao mesmo tempo, Tom Cruise, o ex-eterno-amor-da-minha-vida, começou a ficar louco e a disseminar vergonha alheia na TV. Parecia o fim da deificação de ídolos homens.

Mas a confirmação veio recentemente, quando Ricky Martin saiu do armário e gritou pra todo mundo (sim, sim, sim!). Sinceramente, quanto mais o tempo passa, mais eu percebo como eu quis coisas erradas na minha vida. Se o Ricky é mais feliz dando a bunda do que discutindo a relação comigo, so be it. Estou felicíssima por ele e pela comunidade gay, que ganhou mais uma figura pública corajosa. A admiração mudou de natureza, mas ainda está lá.



(E ele ainda é fucking sexy nesse vídeo)

domingo, 18 de abril de 2010

Massagear ou não massagear?

O EGO DE UM HOMEM.


Conversando com o Sr. Perdigão sobre como seduzir um homem, ele me deu a seguinte dica: você tem que massagear o ego do cara. Como assim? Devo chegar no cara e dizer "Oi gatinho, você está uma delícia hoje"? NÃO! O Sr. Perdigão disse que era para massagear o ego do cara sem ser uma vagabunda. Após muitas dúvidas e muitas explicações, chegamos à seguinte resposta: você deve ser atenciosa com o cara, ouvir ele e, se por algum motivo ele achar que você é digna de investir, ele tentará te conquistar. WHAT?? Isso não é seduzir!

E agora?

Ps.: Pior que já ouvi esse conselho antes.

Como a gente faz para agilizar as coisas com um cara, sem assustá-lo e sem deixar ele se achando "a pêra da feira"??

HELP!

quarta-feira, 31 de março de 2010

É o amor


*Tirado do failblog.org, cortesia do Mr. Whore.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Not Fair

Ok, eu sou uó, eu não atualizo o blog, eu sei. E vou postar outra besteira que não é um texto, que não é super nada... mas é o que tem pra hoje.

Acho essa música fantástica. É engraçada, é sincera, toca numa questão deal-breaker de relacionamentos (por mais que neguemos) que é o sexo. Divirtam-se, identifiquem-se e reflitam. A letra e a tradução estão aqui.



Algumas considerações:

1. "And then you make this noise and it's apararent it's all over" é MUITO engraçado.
2. "Wet patch in the middle of the bed" é bom.
3. Note os gestos das backings apartir do minuto 2:37.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Top 10: Que cansaço!!

Ai gente...q cansaço!!!

1. Incompetência alheia.

2. Dedo podre para homens.

3. Coração dolorido.

4. Obrigações que eu talvez não cumpra.

5. Correr atrás da vida.

6. Não ter tempo para meu amado blog.

7. Não ter tempo de passar na auto escola.

8. Não ter tempo de ir pra academia.

9. Não ter tempo de avisar pro meu best q eu to sem celular e chegar na PUC e não ter como encontrar ele.

10. Do final de semana não ser o suficiente.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ai, Sherlock,


decifra-me ou te devoro.

domingo, 17 de janeiro de 2010

União perfeita

Acabei de assistir a "Dirty Dancing" e decidi ter aulas de dança com o Patrick Swayze. Mas, visto que ele morreu, a melhor opção seria aproveitar que ele é um GHOST (pegou? pegou?) pro curso ser de graça. Aqui vão as melhores cenas com as habilidades do nosso querido Patrick.

Aqui, ele demonstrando dotes manuais e artísticos:


Aqui, como minhas aulas vão terminar (com sensualidade e clichês).

Obs.: Baby/Francis, a atriz Jennifer Grey, é a Mindy, do Friends!




sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

One Million, by Paco Rabanne

Isto é o que está aí:



E assim é como eu leio: Olha, esta fragrância hiper cara é feita especialmente pra VOCÊ, filhinho-de-papai que curte ter as coisas ao simples estalar dos dedos. Você é um mala e merece ter um perfume que expresse isso. Como o mijo do cão que marca o território, One Million anunciará a chegada do chato no ambiente e tratará de colocar as pessoas na devida posição bajuladora. Parabéns, você pode pagar uma prostituta de alta classe. Snap!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Por que eu prefiro o Jacob?

Acho essa pergunta a mais simples de todas pra responder. Mas, antes disso, vou colar aqui um pedacinho de uma conversa engraçada que acabou de acontecer (tenho uma NECESSIDADE de contar as conversas engraçadas - ou não - pros outros, é impressionante!):

Tché: E aí, tá gostando do "Eclipse"? O que achou da interação?
Mrs. Big Head: Ai, meu, sei lá. Eu sou super não sei de que time eu sou. Jacob: quente, sensual, "vamos fazer sexo na floresta". Edward: lindo, fashion, "me tira pra uma valsa".
Tché: HAHAHAHA "fashion"? Prefiro sexo na floresta...
Mrs. Big Head: Sim, eu também. Mas o Edward é muito gato.

Feita essa introdução, partirei para a apresentação dos candidatos:

EDWARD



É o típico príncipe. Está sempre bem vestido (FASHIONCOFCOF), falando as coisas certas na hora certa. Até aí, sem reclamações. Ele é um cara maduro, até porque, pra um homem ter idade mental compatível com a nossa, ele realmente precisa ter 109 anos de idade. Edward é lindo, bem vestido, comportado, maduro, elegante, tradicional. Qual é o problema dele?
Hello? Ele não existe! E ele tira a emoção da vida quando fica se policiando na hora de beijar a Bella ou quando fica enrolando pra poder desvirginá-la (ui) só depois do casamento. Acontece qualquer coisinha e ele já tá freaking out, largando ela sozinha naquela cidade chata e deixando ela pirada, chorando e pensando nele (aliás, ela tem sérios problemas mentais quando se trata dele, não? Mas quem não teria com um cara perfeito e inexistente?).

*Nessa foto ele só tá sexy porque não é o Edward. É o Robert Pattinson como ele mesmo.


JACOB



É o típico cara meio perigoso e excitante, meio confiável e melhor amigo. A combinação perfeita. Ele é quente, moreno, gostoso e não morre de vontade de matar humanos. Ao mesmo tempo em que também é cavalheiro e cuidadoso, proporciona momentos de aventura, adrenalina e experiências de vida (SEXONAFLORESTACOFCOF). Jacob é muito mais engraçado e divertido que o branquelo do Edward, além de ter balls pra ir atrás do que quer (NÃO ser banana é uma característica fundamental num homem. Fundamental).

*Este momento foi tenso, não?

Bom, é por isso que eu prefiro o Jacob. Não é o personagem principal, heroico e perfeitinho, mas quem disse que é isso o que queremos?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Sr. Pênis

Às vezes, os homens não sabem lidar com o que sentem. Então eles viram pra amiga deles, de quem eles estão a fim, e contam um milhão de vezes a história do Sr. Pênis. Nada sexy.

Mas fica de história pra contar no Natal. Aqui vai ela, na versão original:

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sinceridade

Tché: Eu quero um homem, Mrs. Big Head... não quero mais moleque.

Mrs. Big Head: A Bela e a Fera, alou? Ai, Marcela, a gente sempre fala isso. Mas no fundo a gente quer o quê? A gente quer fazer o homem, transformar e depois olhar e pensar: "Nossa, eu sou o máximo.. olha como ele evoluiu.. graças a mim. Próximo paciente".

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

That's me

Mr. ZL: Mas você queria ficar com ele?
Tché: Mais ou menos, às vezes...
Mr. ZL: KKKK... adoro vc!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O que é do homem, o bicho não come

O que é seu está guardado.


É isso aí, não mova uma palha pra fazer as coisas acontecerem. Vai dar tudo certo, não é?

Preocupar-se demais não leva a nada além de dor de cabeça, ok, mas chegar no ponto a que alguns motherfuckers chegam é pesado.

Que o bicho coma e vocês se fodam. Merry Christmas and a Crappy New Year!

sábado, 7 de novembro de 2009

Mediunidade

Eu só queria dizer que, por mais que eu fale com eles, os espíritos não falam comigo de volta. Então eu não tenho como adivinhar o que você acha ou sente. NINGUÉM TEM.

Fica a dica.

Beijos =*

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O almoço

“Menina, estou que nem você”, disse ela à amiga, “levei bolo de um nerds gordinho!”. E as duas riram no banco de trás do Fox preto, que rumava a uma balada na Augusta. “Bem-vinda ao meu mundo”, respondeu a outra, ainda visivelmente amargurada.

A dona da bota contou, então, o ocorrido: o dito cujo apareceu como convidado na república dela, onde mora com amigas. Ele não é atraente, ou como ela mesma definiu, “não é aquele cara que dá vontade de jogar na parede, é mais pra dormir de conchinha”. Pois bem, a falta de atração foi relevada em nome de um bem maior (a possibilidade de uma dormida agradável) e eles ficaram.

Certo tempo depois, o candidato à conchinha retornou à casa das sete mulheres e despertou o interesse da protagonista com demonstrações de sensibilidade e inteligência. Os dois riram, conversaram, se beijaram e saíram para dançar. Ao acompanhar a dama de volta a casa, como faria um bom gentleman (também porque ele mora na mesma rua), o menino branquinho e rechonchudo fez uma série de planos. Almoçariam na sexta-feira (ainda era terça), assistiriam a um filme no sábado. Até aí, o garoto “foi um fofo”.

Eis o momento da reviravolta: nossa heroína teve uma péssima quinta-feira e matutou a brilhante ideia de melhorá-lo ao deixar um bilhetinho na portaria do prédio do nerdzinho (ela adora dar cartinhas a homens). “Escrevi sobre nosso almoço, deixei meu telefone, barari barará [versão dela para “bla bla bla”]. Daí, na sexta, fiz as compras, arrumei a casa, cozinhei e nada do vizinho gordinho. Menina, fiquei irada”, contou ela, arregalando os olhos.

Então o cara sumiu e fim de papo? Há! É lógico que não. Sempre há um jeito de se afundar ainda mais na merda, não? E foi com base nesse pressuposto que mais uma cartinha foi deixada na portaria do conchinha-nunca-mais: “Gostaria de pensar que você não recebeu meu bilhete anterior. Olha, até onde eu sei, quando um convite é feito, ele pode ser aceito ou recusado. Você não precisa almoçar comigo, mas acho que, no mínimo, poderia me avisar”. Ela foi sincera e estava certa no que disse.

Mas se a primeira mensagem não pegou bem, essa tampouco. O vizinho-ligeiramente-acima-do-peso continuou sumido e foi assim que terminou a história. “Já não tinha curtido ele logo de cara, sabe? Pra ELE me dispensar? Como assim?”, indignou-se. “EU SEI, EU SEEEEI!”, gritou a amiga-com-o-ego-ferido, “EU. SEI.”