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sábado, 19 de dezembro de 2009

Presente Trianon-Masp




Meu amigo secreto amou.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Balada da estação Trianon-Masp



Dancei horrores.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Raiva errada

Uma Marcela cansada não é louvável. Ela é a típica paulistana estúpida: anda pelas ruas com pressa, cara de bosta, esbarrando nos outros - morrendo de preguiça de pedir desculpas para aquele ser que nem sequer tentou se desviar dela -, lançando olhares malévolos, não agradecendo quando uma pessoa gentil lhe avisou que o carro estava dando ré em cima dela, odiando as velhinhas suadas e folgadas (DO CA-RA-LHO!) que entram na sua frente na fila sem o MENOR pudor, sem a MENOR consideração, completamente ignorando a sua existência cansada e irritada - cara, só porque você é velha e incapaz, um peso social aos coitados que pegam filas todos os dias, que se levantam pra você se sentar no ônibus e no metrô, não te dá o direito de se aproveitar disso da forma mais estúpida possível: sem a MENOR vergonha de ser uó.

Olha que horror o que eu falei dos idosos, olha como eu sou errada e egoísta quando estou cansada. Mas é aquela teoria do Freud - que morri de preguiça de explicar: eu tenho raiva dos velhinhos porque não quero ser uma. Se aquela vaca tivesse sido fofa e falado "Ai menina, eu tou tão cansada, posso passar na sua frente?" eu falaria "Lógico, magina, que é isso..." e ainda me sentiria culpada de reclamar internamente do meu cansaço, frente às dificuldades da idade avançada. Mas não foi o caso. Então pau no cu de todos.

Bora fazer meu almoço uó, fazer meus trabalhos sem a MENOR capacidade intelectual de fazê-los neste momento uó e ser chata com o resto da sociedade que não tem nada a ver com meus problemas.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A terceira

Você não ia descansar?, perguntou-me rouca a voz debilitada e imunodeficiente da minha consciência. Por que tudo tem que ser uma escolha, uma renúncia?, gritou outra, resoluta.

E, então, peguei o copo plástico de Dreher com limão que aquela mão bonita e masculina me oferecia. Mas que mãos, meu deus!, pensaram ousadas as vozes. São 23h30, alfinetou humildemente a primeira, você vai perder o metrô. Posso dormir aqui, respondeu a outra, ríspida. E, como se apenas para argumentar, produziu em minha mente a cena tão desejada: sentados no chão de tacos de madeira, com as bocas entrelaçadas, a barba e o bigode a arranhar-me a pele.

Deixe-o, não vale a pena, sussurrou manhosa a voz que queria descanso. Ah, mas que mãos, que olhos, que bocabarbabigodeebunda, implorou a outra. Eu sei, respondeu triste a primeira, mas não há garantias. Não há garantias, que merda!, protestou a segunda, que merda!

E, sem aviso ou precedentes, surgiu uma terceira voz, serena e sábia: Haverá outras oportunidades. E rumei correndo ladeira abaixo, depois ladeira acima, em direção ao metrô que demoraria a chegar e deixaria espaço para dúvidas, arrependimentos e teorias mirabolantes.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Jenipapo

apressada apressada apressada
e é quando a gente menos espera
do jeito que a gente menos espera
sempre, sempre, sempre
tudo, tudo, tudo.

lollipop wine. new old bear, new old friends.

esperando. esperando. esperando.
vai crescendo, vai crescendo a vontade
devagar se vai ao longe longe longe
até às 7

Depois, no metrô, meu corpo calmo e flutuante vagou sem querer sentar (sem querer sentar!), mesmo estando de salto havia 11 horas. Expressão vaga e sorrisinho no rosto, boca arranhada. Por dentro, bebendo champagne numa taça de martini fumando aquele cigarro que deixa com aquela cara de prazer pulando na cama elástica e contando tudo para a Ms. Best que está sempre dentro de mim.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Senta logo e SHUT UP!

Admiro essas pessoas que não tem a necessidade de sentar. Aquelas em pé no metrô POR ESCOLHA. Olha, não tenho essa força de vontade, estou sempre com vontade de me sentar. Se eu levantei, é para poder sentir o prazer de me sentar de novo.

Sempre que o trem para em uma estação, me pego rezando para não entrarem velhinhos. Pra mim, sempre temos que levantar: assento preferencial ou não. Quando entra um senhorzinho ou uma senhorinha, eu penso "CRAP!" e levanto. E quando o velhinho não quer sentar e vai alguma bitch e pega seu lugar, antes de dar tempo de você voltar? Argh!

Infelizmente, não é sempre prazeroso estar sentada, especialmente quando tem algum chato em pé do seu lado. Pior: conversando com você lá de cima, do céu das pessoas-que-estão-em-pé. E você é obrigado a olhar pra cima e sentir o desprazer daquela conversa incômoda. Ah, não! Sou sempre aquela neurótica que está falando "Gente, senta, por favor?" ou "Ah, eu não vou sentar pra você ficar em pé do meu lado!".

A dor da espera é sempre maior se eu precisar ficar de pé. Se eu pudesse, teria minha cadeira flutuante particular, porque assim, ficaria sentada, mas não lá embaixo enquanto os outros da fila formam uma muralha em volta de mim. Isso é extremamente opressor!

Sinceramente, quando comecei a andar de metrô, ficava incomodada com milhões de pessoas em pé na minha frente. Hoje sou daquelas malucas que saem correndo pra poder sentar antes dos outros e ainda penso "Há, se fudeu menina-lerda-da-blusa-vermelha. Quem mandou ser uma LESMA NA MINHA FRENTE?".