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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Top 5 - Sinais de que você está carente, PRA CARALHO!

1. Segunda vista idealizada
Você está lá, vivendo sua vida, quando é apresentada a um grupo de pessoas durante uma situação social. A princípio ninguém te chamou atenção, mas em uma segunda ocasião você vê uma dessas pessoas novamente e algo acontece. Uma conversa? Um flerte? Uma troca de olhares? Não. Acontece algo que eu chamo de "ressignificar o que não aconteceu" vulgo "idealização". Você não conheceu a pessoa, nem a curtiu de fato, mas fica toda apaixonadinha, sendo idiota e torcendo para algo acontecer.

2. Você namora mentalmente
Pode ser um famoso ou alguém que você mal conhece. Você fuça as redes sociais dela, se imagina nas fotos, fica pensando como seria uma mensagem de celular dessa pessoa. E se ela passa por você na rua e não te reconhece, decide que a relação não está dando certo e que é melhor terminar. Terminar? Sim, terminar. Ãh...então tá né.

3. Pede a sua melhor amiga em casamento
Ok. Então é isso. As coisas não estão indo muito bem, não há muita perspectiva no momento, você ama a sua melhor amiga, então por que não? Afinal de contas nossos avós se relacionam super bem sem sexo há anos.

4. Tem um gostoso no sofá
Pois é... Realmente tem um gostoso no sofá. O que você faz? Pede um espacinho? Imagina. Joga Market Street no facebook cheia de alegria de viver. Porque você está naquela fase da estabilidade emocional, ou seja, já faz tanto tempo que nenhum gostoso habita o sofá que você colocou uma poltrona e está lá, com o controle na mão assistindo Glee.

5. Você convive com casais e não se importa
Pois é minha cara, lembra aquela depressãozinha que batia quando você, super solteira, saía com casais e desejava loucamente ser um também. Agora você já passou dessa fase. A solterice faz parte da sua vida há tanto tempo que estar com alguém é estranho e desconfortável. Quando você está rodeada de casais tudo o que você consegue sentir é pena, deles!


Vou pra terapia, beijos.

sábado, 11 de dezembro de 2010

O bife à parmegiana é meu e eu o faço como eu quiser


Certa vez, eu tava mudando de canal na TV, à noite, quando parei nesse programa de culinária, que tinha um bife à parmegiana com bacon - começou ela. Desta vez, como em muitas outras, não fazia ideia de onde a analogia nos levaria ou de como ela se relacionaria ao meu problema. No decorrer a história talvez eu descobrisse, mas confesso achar muito mais divertido quando não saco logo de cara onde minha psicóloga quer chegar. E, claro, seria incrível encontrar uma relação de semelhança entre um bife à parmegiana e meu modo de vida.

O chef tava fazendo a receita da mãe dele, continuou ela, não era um bife qualquer. Então ele começou a mostrar os ingredientes, explicar quando cada coisa tinha que ir na frigideira; nessa hora você faz isso, enrola aqui, passa um pouco daquilo, sabe? Então, daí, de repente, ele disse "E agora vocês colocam bacon" e fez uma pausa. Ele olha pra gente e fala "Mas bacon? - você deve estar se perguntando. É, bacon. Eu disse que faria o bife à parmegiana da minha mãe, não um qualquer". Então ele foi cozinhando e contando como as pessoas sempre estranharam o bife da mãe italiana dele e sempre a criticaram "Mas bacon? Bife à parmegiana não leva bacon na receita!", ao que ela ria e respondia "Mi piace" - eu gosto.

Então, Marcela, com tudo isso que a gente conversou hoje, se dar o direito de ter as atitudes que você vem tendo faz sentido, mas só contribui pra te prejudicar. Sabe qual é seu verdadeiro grito de liberdade?

Os poucos horários destinados ao lazer pequeno-burguês? Minha viagem de ano novo? Os ridiculamente rápidos fins de semana?

Hahahahaha, não. Vai, você é uma mulher inteligente e já sabe a resposta dessa.

Bloquear as críticas.

Não é bloquear, mas não deixá-las te afetar. Existe uma diferença aí. Você resolveu se cercar de pessoas tão críticas como sua mãe. Então além de procurar pessoas que te façam bem e te enxerguem como você é, existe essa parte de adaptação a ela e aos parecidos com ela. É saber quando as pessoas estiverem projetando elas mesmas em você e responder às críticas, com a maior tranquilidade, "O bife à parmegiana é meu e eu o faço como eu quiser". Porque mi piace. Essa é a verdadeira liberdade.

Como diria a consagrada banda Natiruts, "liberdade pra dentro da cabeça (fumando um baseado-ú)".

Hahahaha é, é por ai.

Mi piace. Gostei. Daqui pra frente todos os meus bifes serão feitos como eu quiser. Porque eles são meus.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Nachos & Escolhas

Ontem eu estava pra baixo então minha mãe decidiu ir no shopping comigo para um passeio. Por algum motivo para ela ver coisas que eu não vou comprar nem tão cedo pareceu uma boa idéia. Enfim, como eu estava com desejo de nachos há mil anos 2 dias a gente eu, porque ela é diabética sentou na praça de alimentação e foi comer. Foi quando eu tomei uma decisão: meu próximo namorado vai ser gordinho! É isso aí! GORDINHO! Deve ser ótimo namorar um gordinho, eles são engraçados e a gente vai poder ir para vários lugares comer e ele não vai ficar com frescura pra cima de mim dizendo "Não, eu não estou com fome." Ninguém está falando de fome amigo, isso parece gostoso e eu quero comer, com fome ou não.

Pois bem, foi isso que eu decidi: gordinhos.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Santa chuva

Quem é você pra me chamar aqui se nada aconteceu?
Me diz, foi só amor ou medo de ficar sozinho outra vez?

Cadê aquela outra mulher?
Você me parecia tão bem,
A chuva já passou por aqui, eu mesma que cuidei de secar,



sábado, 30 de outubro de 2010

Vou inchar e vou soprar!!!

Hoje, por algum motivo, eu lembrei daquela história dos 3 porquinhos e o quanto ela tem a ver com o nosso coração. What? Sim. Vamos traçar alguns pararelos, ok?

Imaginem que você é um porquinho (não porque você é gordinha), o seu coração é a casa e os homens são o lobo mau (vamos evitar pensar em fantasias sexuais nesse momento). Aí você está lá, vivendo sua vida com o seu coração de palha quando aparece um lobo mau. A princípio ele nem te atrai, ele é magro ou gordo demais, tem conversas sem sal e as vezes é meio idiota, mas um belo dia ele decide te chamar para sair. Imediatamente você pensa: "Acho que não filho...". Então ele insiste, blablabla, fala que vai pagar e pronto! A solidão está gritando enlouquecida e você aceita. GRANDE ERRO!

A solidão não é exatamente sábia e tanto o seu cérebro como o coração acharam aquele cara "uó". E lá está você, com lápis no olho e o cabelo limpo em um encontro com aquele imbecil tentando ignorar as coisas idiotas que ele fala e faz. E isso se repete até o seu coração amolecer e você começar a curtir o cara. Quando, não tão inesperadamente ele começa "Vou inchar e vou soprar..." e seu coração de palha vai pelos ares, durante o banho e com o shampoo no cabelo (é o mesmo sentimento quando falta luz ou o chuveiro elétrico quebra durante o banho).

Depois disso você reconstrói seu coração com madeira. Corta a árvore, serra, lixa, prega e pinta. Está uma belezinha. E vai fazer suas coisas, quando de repente: Toc! Toc! - Quem é? - Sou eu, o pai dos seus filhos. 
Não vou mentir pra vocês, os genes desses caras não costumam ser uma maravilha, mas de repente a sua solidão decidiu fazer uma aliança com o seu relógio biológico e agora os seus ovários também tem voz. E você se joga. No fim você descobre que como se o lobo mau mentir não fosse ruim o suficiente, você mentia para si mesma porque tinha preguiça de terminar e começar tudo de novo com outra pessoa. E um incêndio, provocado por uma chapinha (talvez literalmente) destrói o seu coração de madeira. 

Por enquanto eu estou reconstruindo meu coração de tijolo, teremos que aguardar os próximos episódios quando aparecer um novo lobo mau.

No vídeo abaixo, prestem muita atenção no minuto 8:04!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Pé na bunda...

... da realidade.

Pior que começar a sair com um cara, se apegar a ele e tomar um belo de um pé na bunda que deixa marcas, é quando a sua maldita consciência lhe dá este pé na bunda. Como assim? Como assim que ontem eu decidi, movida pela minha carência e falta de vida, me apaixonar. E me apaixonei muito e platonicamente, inclusive sonhei com o dito cujo no meu cochilo vespertino. Fiquei boba, imaginei a gente junto, casando, tendo filhos, etc, até que a realidade veio e me deu um pé na bunda. E foi aquela coisa né, ela veio com um papinho de que não era eu, era ela. Falou que precisa focar na carreira e que um dia eu encontraria alguém de verdade que me amasse como sou e não me amasse na minha mente distorcida e maluca.

E cá estou. Sozinha novamente e escutando as músicas tristes de Glee. E quer saber de uma coisa Realidade? Toma essa!! Glee Cast - Don't rain on my parade

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Obrigado por ter se mandado!!



Obrigado 
Por ter se mandado 
Ter me condenado a tanta liberdade 
Pelas tardes nunca foi tão tarde 
Teus abraços, tuas ameaças 

Obrigado 
Por eu ter te amado 
Com a fidelidade de um bicho adestrado 
Pelas vezes que eu chorei sem vontade 
Pra te impressionar, causar piedade 

Pelos dias de cão, muito obrigado 
Pela frase feita 
Por esculhambar meu coração 
Antiquado e careta 
Me trair, me dar inspiração 
Preu ganhar dinheiro 

Obrigado 
Por ter se mandado 
Ter me acordado pra realidade 
Das pessoas que eu já nem lembrava 
Pareciam todas ter a tua cara 

Obrigado 
Por não ter voltado 
Pra buscar as coisas que se acabaram 
E também por não ter dito obrigado 
Ter levado a ingratidão bem guardada 

Pelos dias de cão, muito obrigado 
Pela frase feita 
Por esculhambar meu coração 
Antiquado e careta 
Me trair, me dar inspiração 
Preu ganhar dinheiro

sábado, 25 de setembro de 2010

Conversas antigas

Estava trabalhando ontem à noite, quando achei no Google Docs um arquivo chamado “conversa”. E, é claro, decidi fazer uma pequena pausa pra ver o que era. A conversa entre mim e o meu ex era de cinco dias após nosso término, e mesmo se não tivesse uma data no Docs, a angústia das minhas mensagens já deixaria claro o quão recente tinha sido o fim. Confesso que foi muito triste de se ler. Um misto de vergonha e pena de mim mesma.

Em pouco tempo, tudo daquele momento veio à tona. Como estava o dia, quais eram meus pensamentos na hora, como eu falei dessa conversa depois e provavelmente mostrei pra alguém. Mas não sei quem. A cada coisa que eu dizia no passado, me vinha no presente uma careta ao rosto e aquele pensamento horrível do irremediável “Nããão! Por quêêê? Por que você disse isso?”.

E o que eu mais quis era aparecer lá no dia 30 de junho de 2009, mexer nos meus longos cabelos que hoje não tenho mais, deitar a bochecha no topo minha cabeça e falar para a coitada que digitava: “Não adianta se justificar agora. Não adianta convencê-lo de nada agora. Já foi. Ele não quer ter essa conversa, você percebe? Qualquer gentileza dele neste momento são migalhas que você não quer. Não se humilhe, vai dar tudo certo. Em menos de três meses você não vai querer mais vê-lo pela frente e vai viver um monte de coisas. Esse momento aqui não serve pra nada”.

Mas a gente sabe que isso é uma grande besteira. É claro que serviu pra me fazer quem eu sou hoje e bla bla bla, tudo aquilo que já sabemos. O que me ocorreu agora é que a humilhação do passado é o que torna ainda mais vitoriosa a conquista futura. É a cereja do bolo da superação. E tá ótimo assim.

terça-feira, 27 de julho de 2010

It's never over.

Entrevista da Rihanna com a Diane Sawyer sobre a agressão que ela sofreu:






sexta-feira, 9 de julho de 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Top 5: Sutilezas da arte da sedução

Eu queria lembrar um pouco as pessoas sobre algo muito importante quando você está se envolvendo com alguém. A SEDUÇÃO! Tão importante que não é à toa que algumas espécies dançam, brigam, mudam de cor e etc. E a sedução é uma coisa bem sutil que o ato em si deve passar despercebido, a pessoa tem que estar seduzida e não se sentir seduzida. É uma impressão que a pessoa deixa. Aqui vai 5 dicas ótimas:

1. Contar uma história
História? Que história? Bom, quando as pessoas conversam elas se tornam mais íntimas, quando isso acontece a pressão e o nervosismo vai passando, logo as coisas vão fluindo mais naturalmente. Agora, que história? Contar da ex, dos traumas e dos objetivos profissionais fazem parte da pauta de um encontro ("date"), mas a história que estou falando tem que ser algo que para puro entretenimento. Conte uma coisa que já aconteceu com você, que foi engraçada ou misteriosa, não pode ser triste. Não é para contar da vez que você fez mochilão na europa e que foi legal, mas conta que nesse mochilão quando você estava na Itália aconteceu um fato e blablabla. Entretenha a pessoa! Durante a história você pode investir em: tocar na pessoa, ficar mais juntinho dela, contato visual, etc. A atenção da pessoa vai ser toda sua! Bem mais do que quando você estava contando as coisas ridículas que a sua ex lhe fez.

2. Cavalheirismo
Não apareça com rosas no primeiro encontro, porque vai assustar e nem abra a porta do carro porque isso é clichê. Mas, quando planejar o encontro a leve para um lugar legal, não tem que ser caro, mas tem que ser interessante (importante analisar o perfil dela para ver o que é interessante para ela). Tem que ser algo memorável, mesmo que vocês não namorem. Se leva-la para jantar, pergunte o que ela quer, chame sempre o garçom. Se for no cinema, não tente agarra-la para dar uns amassos, escolha um filme bom e que seja legal de VER. Não fale de outras mulheres, nem amigas. Não converse no celular, de preferência não atenda. Se encontrar um conhecido na rua, apresente e não fique batendo papo. Foque nela!


3. Beijo
Não force e não peça. Você tem que criar esses momentos. E tem que ser em ocasiões que ele não seja interrompido. Ou seja, não force o primeiro beijo no carro com o sinal fechado. Por isso que o encontro ideal é aquele divido em duas partes. A antes do beijo e a depois do beijo. Escolha dois lugares para ir. Cinema/ Restaurante e depois um lugar que vocês possam ficar mais próximos um do outro, um barzinho, uma caminhada, sentar em algum lugar (que não tenha risco de assalto). O bom do cinema, ou de uma peça, na primeira parte é que na segunda vocês vão poder conversar sobre isso e não rola aquele tédio de "acabou o assunto" e a tensão de "acho que a gente vai beijar agora, já que acabou o assunto". Se estiver frio você pode abraça-la para aquece-la e se ela não tiver virando na sua direção, de um beijinho no rosto, seja carinhoso e fofo, ela vai ficar mais a vontade para te beijar.

4. Toques
Tem que ter muita calma nessa hora para não parecer um doente. Durante as conversas é legal encostar na pessoa. Porém, algumas pessoas se sentem invadidas em algumas partes. Eu me sinto invadida quando pegam na minha mão, por exemplo. Então tem que ser uma coisa rápida e de acordo com o momento. Geralmente com perguntas dá para encostar na pessoa. Tipo: "Você tá bem?" e aperta a mão, ou braço ou o joelho. Essas 3 partes dá para encostar, não vai aloprar pegando na barriga e na cintura (próximo do momento beijo é ok pegar na cintura). Outras regiões boas são: os ombros, as costas na altura dos ombros, orelha, queixo, cabelo. NO NARIZ NÃO! Enfim, mas se você não tem costume e nem vontade de encostar em algumas partes da pessoa durante a conversa ou até mesmo encostar, não force.

5. Auto estima
Seja seguro com você mesmo. Se ela está saindo com você é porque algo de bom ela viu que você tem. Não tenha medo de falar o que acha, mesmo que role algum estresse. Não mude de opinião sobre algo só para agradar. Não evite assuntos por vergonha, a não ser que eles sejam traumáticos. Se ela começar a folgar com algo que você não gosta, se imponha! Mas sem ser grosso ou mal educado. SEJA HOMEM! Mulheres gostam de caras que se respeitam.

sábado, 19 de junho de 2010

Compartilho

Super me identifiquei com essa ilustração do Orlandeli, que vi no seu blog.

Beijo, meninas!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A era dos extremos

"I wanna hold your hand" ou "I wanna fuck you like an animal"?






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In other news, olha que interessante o que eu achei: Closer x Come Together



quinta-feira, 17 de junho de 2010

As fábulas da não-ligação

Por Sr. Russo


"Ele não ligou para que não fosse atrapalhado o seu precioso sono, que seria, provavelmente, sucedido de um belo e reforçado café da manhã, com frutas e iguarias bem servidas pelos seus escravos, enquanto a belíssima Marcela aguarda a carruagem e a ida à ópera com o lorde Daniel I.
- Leide Marcela... mandaram chamar.
- Oh! sim! Deve ser o tílburi! Manda-me esperar, vou em busca da sombrinha."

"Vai ver ele não te ligou para não incomodar a larga produção de mel pelos favos da sua colmeia, abelha rainha Marcela. Ele pode ter imaginado que era melhor deixar que você descansasse, enquanto seus zangões e operários trabalhavam para lhe fornecer o mais doce dos doces e para que você continuasse a zunir com tamanha beleza e com esta bela cinturinha."

"Ele procurou não ligar para não atrapalhar o ritual de umbanda que estava sendo realizado em sua homenagem, em algum terreiro atrás do Bristol, idolatrando a maravilha morena que é Marcela. Você deixou o celular com algum preto velho que, lendo a bina, preveria o futuro: esse é grude, minha filha, vou receber uma entidade aqui que vai afastar gente ruim que dança em boates."

"Ele não te ligou porque temeu - e temeu muito - a reação equivocada - demasiado equivocada, ora, e o amor?? - do carcereiro, arrastando o cacetete pelas grades. O homem, caso visse o detento Daniel, preso por amar demais, condenado às barras da cela do presídio 'Desdém de Marcela I', caso o visse ligando de um celular roubado, colocá-lo-ia na solitária, à espera eterna do encontro com a amada."

"Ele não quis ligar no seu celular com medo de que interrompesse o espetáculo 'A vida de Daniel', o qual você protagonizava; um monólogo esplêndido e mundialmente premiado, com você usando um colant preto, uma forma de protesto à aderência excessiva do amante, que te espreme à maneira das ruas de São Paulo, por onde vocês, certa vez, se abraçaram."

And scene!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sunrise, Sunset

Fui assistir a Sex and the City 2 hoje, com a Tchela e a Junia (the two best friends that anyone could have). E uma grande questão do filme é o conceito de casamento. Não quero falar do filme, até mesmo porque não quero estragar para quem não o viu, mas quero trazer à tona algumas questões referentes a casamento.

Desde de pequenas, eu e a maioria das meninas olhamos para papai e mamãe, titio e titia, vovô e vovó (mesmo que eles dormissem em quartos separados) como o futuro que nos espera. Então pegávamos nossa bonequinha, as panelas e as xícaras e conversávamos com o nosso marido imaginário sobre o que ele queria jantar, como tinha sido o dia no trabalho e reclamávamos que ele não ajudava a cuidar da nossa filha e que estávamos cansadas de todo o trabalho doméstico. E que não, ele não pode sair com os amigos. Não contentes, vemos filmes românticos com pedidos de casamento incríveis e cerimônias perfeitas e já começamos a idealizar nosso vestido ideal, enfeites de mesa, cabelo preso ou solto e, é claro, nosso príncipe.

Também não quero falar desse príncipe irreal que imaginamos a nossa vida inteira, mas quero falar do relacionamento ideal. Duas pessoas juntas, convivendo e contando uma com a outra e como isso é pesado. Foram 7 anos de muita briga e términos para que eu, a Junia e a Tchela conseguíssemos chegar ao nível de amor e cumplicidade que temos uma com a outra hoje; imagine se a gente transasse. Ao longo desses anos, eu descobri também que a gente não pode ser muito exigente, que as pessoas são diferentes e cada um tem os seus próprios valores. No entanto, não faz sentido entrar uma relação com gente que não tem nada a ver, porque trabalhar a relação não é trabalhar a pessoa com quem você está, mas trabalhar a maneira que vocês interagem.

Sei lá, mas morro de medo de completar 30 anos de casada e ficar reclamando do meu marido. As pessoas mudam, mas não tanto assim. Se hoje ele não conversa com você, será que conversava antes? P.s.: Conversar sobre filhos não conta. Eu não entendo muito bem o que as pessoas ao meu redor esperam de um relacionamento - uma vez que tem um monte de namoros bizarros acontecendo -, só sei que eu me propus a ter muita calma nessa hora e não me contentar mais com pessoas que não fazem sentido, mesmo que eu surte de carência.

Agora vem a resposta que prometi sobre o post da Tchela Insistir no erro é burriçe? Sim! É burrice. Na verdade, foi burrice. Porque por mais que a gente aprenda com os erros e blablabla, uma coisa é errar perante o desconhecido e outra coisa é errar por escolher permanecer em uma relação que não te supre em diversas maneira e até te faz mal, criando a ilusão de que aquelas coisas ruins não estão acontecendo ou que não são tão ruins assim.

Anyways...

Enquanto meu príncipe não chega e nem meu casamento ideal, vou ficar ouvindo Sunrise, Sunset.

domingo, 23 de maio de 2010

Instistir no erro é burriçe?

Olha, sinceramente, não sei mais. Calma, tenho bons argumentos. Tudo começou (há um tempo atrás, na ilha do sol) com a constatação de uma amiga: “Fui muito burra de continuar com ele depois de tudo que ele me fez”.
Vocês não conhecem a história (e não cabe contá-la aqui, neste momento), mas suponham que, ao longo da relação, o parceiro acusado tenha, de fato, tido comportamentos deploráveis. Insistir num erro desses faz dessa minha amiga burra?
Mas, pera lá, o que é um erro? Existe certo ou errado? Podemos apenas ter relacionamentos com pessoas “certas” para nós, que preencham os requisitos detalhados numa prancheta? Elucubrações fantasiosas à parte, consideremos então que o moço e seu modo de se relacionar sejam um erro.
Ela foi tapada, burra, bastarda, inglória e vagabunda de ter insistido? Isso significa mesmo que ela não tenha amor próprio e merece chibatadas da vida para aprender a se valorizar? Não. Existem inúmeros motivos pelos quais esse fenômeno acontece, e cada um tem o seu.
Sabe quando, na praia, o pai avisa que o mar está bravo, que é perigoso se aventurar nas águas salgadas? E a pessoa vai mesmo assim? Começa a se distanciar, vê o pai acenando freneticamente e, por algum motivo, crê que tudo dará certo, que o mergulho será gostoso? Depois de tomar um caldo, engolir água e quase morrer, o ser iluminado percebe que não, o mar continuará bravo e, se não sair, o engolirá.
É isso. Há momentos na vida em que é necessário ignorar todos os sinais e tentar ao máximo para, depois, entendermos nossos limites, vermos como as pessoas são diferentes e podem nos fazer muito mal. Vermos como estamos nos posicionando, se de fato estamos deixando de nos valorizar, enfim, inúmeras questões. O lobo está vestido de cordeiro; não sabemos se vimos um canino mesmo, ou se nossos olhos nos pregaram peças.
Depois do caldo, aí sim ela aprende o que foi um devaneio e o que era o focinho do predador. Conquista a reserva, a reflexão, o aprendizado. Na próxima aventura aquática, minha amiga entrará no mar aos pouquinhos e de boias nos braços.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Loserville

Não.
Não é mais um jogo do facebook e sim todos os meus ex.

domingo, 2 de maio de 2010

Ego

Vou falar um pouquinho sobre essa enquete que a gente fez. Ela é uó. Vamos pensar bem sobre o assunto? Todo mundo gosta de ter o ego massageado. Isso é fato. Então se você não é baranga, ultrachata ou travesti, a opção vencedora “Sim, [massageie o ego do cara] porque o amor próprio você já perdeu faz tempo” vai dar certo. Mas é isso que a gente quer?
Uma ficada motivada apenas pelo ego inflado? Elogios inseridos calculadamente na conversa pra atrair a presa? Claro que ninguém (not, já pensei em várias pessoas) vai se interessar por outrem somente pelo ego massageado, mas o ideal é que esse fator não fosse determinante, certo?
Que tal elogiar o digno de ser elogiado e ignorar/comentar/contestar o que não o for? E deixar o resto a encargo da afinidade, do momento e da química? Acho que a lição que podemos tirar das dicas do Sr. Perdigão é a de não se colocar num pedestal e agir como se o PAQUERA fosse uma merdinha que deve correr atrás de nós. E acabou.
Caras inseguros, carentes e autodestrutivos em demasia são facilmente seduzidos pela menor demonstração de carinho e de admiração. Repito: é isso que a gente quer? “Oi, consegui o bofe porque supri o vazio existencial dele”? I don’t think so. Não precisamos disso.
**

*Se no vídeo estiver difícil de ler, veja a letra aqui e a tradução (meia-boca) aqui.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

De onde vem a calma daquele cara?

Da hipocrisia, da negação. Não importa.

As pessoas sentem-se sós, mas têm os mesmos componentes em organizações químicas diferentes. Cada qual em seu pacote. Alguns diáfanos, outros opacos e, por isso, de aparência calculada. Tolos são os olhos que neles acreditam.

Falta ardil, Marcela. Francamente.

**


De onde vem a calma daquele cara?
Ele não sabe ser melhor, viu?
Como não entende de ser valente?
Ele não saber ser mais viril
Ele não sabe não, viu?
Às vezes dá como um frio
É o mundo que anda hostil
O mundo todo é hostil

De onde vem o jeito tão sem defeito?
Que esse rapaz consegue fingir
Olha esse sorriso tão indeciso
Tá se exibindo pra solidão
Não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão
Não solta da minha mão

Eu não vou mudar não
Eu vou ficar são
Mesmo se for só
Não vou ceder
Deus vai dar aval sim
O mal vai ter fim
E no final assim calado
Eu sei que vou ser coroado
Rei de mim.

sábado, 27 de março de 2010

A vida me chama

e eu não quero ir. Criança. Não quero, não quero, não quero. Quero a joaninha andando no teto, o queijo coalho do ano novo, a regra do mar, o segredo do banheiro, a rinite no tapete.

Venha. Venha agora.

Para, me deixa. Por favor.

Eu não espero. Venha.

Não quero... preciso entender. Eu não entendo.

Não vai, não deixo. Venha agora. Já.

Vou, vou um pouquinho. Mas logo volto pro meu tapete.