Mostrando postagens com marcador saudades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saudades. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Pipoca de chocolate

- Matheus, me dá mais uma?

- Ah, não, Renata! Vocês duas tão comendo toda a minha pipoca!

E rimos juntas do menino irritado. Eram daquelas pipocas doces prontas da Yoki, que vinham num saquinho como se fossem salgadinho. Acho que isso nem existe mais, o que é uma pena, porque eram muito boas. A do Matheus era de chocolate (a melhor), e ele não queria dividi-la com o resto dos colegas que brincavam com ele debaixo da árvore no Parque Ibirapuera, na excursão da escola.

Ele continuou comendo, ainda franzindo o cenho. O chocolate coloria as pequenas rachaduras que ele sempre tinha na boca. A língua dele também era meio rachada, coisa fácil de notar, porque toda vez que ia chutar forte a bola, ele dobrava e mordia a língua. Na queimada também: eu ficava hipnotizada olhando aquele rolinho rosa claro sendo mordido quando, de repente, recebia uma bolada na perna. “Senta, Marcela, pegou na sua perna que eu vi!”

Um dia, cheguei chorando na escola porque minha mãe havia me massacrado no carro, não sei por quê. Ele veio tentar entender minha tristeza e, de repente, estávamos os dois, de 10 ou 11 anos de idade, conversando sobre as nossas mães. “Quando faço algo certo ou legal, ‘não é mais que minha obrigação’. Mas se saio da linha um tiquinho, nossa, eu sou a pior pessoa do mundo!”, desabafou, para o meu espanto. Ele sabia exatamente como eu me sentia. “Ééééé!”, falei um pouco alto demais, apontando pra ele e arregalando os olhos. Incrível.

E eu ainda estava com vontade da pipoca.

- Matheus, você vai me matar se eu pedir mais uma? É a última, juro!

- Pode pegar – disse, oferecendo tranquilamente o pacote.

- Ei, por que ela pode e eu não? – protestou Renata, enquanto eu sorria com satisfação e colocava uma pipoca de chocolate na boca – É PORQUE VOCÊ GOSTA DELA?

Arregalei os olhos e segurei a respiração. Ele ia acabar comigo. Não acredito que ela perguntou isso! Ai meu deus, ai meu deus!

- E se eu gostar? Qual é o problema? – desafiou.

Engasguei.

- Nenhum, nenhum...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Homem-fortaleza

Eu tinha me esquecido. Não sabia bem por quê. Sentia falta daquele abraço com a certeza de que me seria um respiro. E, ainda que o tenha sido, foi uma surpresa. Eu tinha me esquecido completamente de como era.

Quando ele me abraça, é uma torre. Pequenininha, disparo escadaria acima, correndo, correndo, percorrendo os degraus circulares na imensidão azul-escura. De repente, quase no topo, ele me encontra nas escadas. Agachamos de repente, não há tempo a perder. E cochichamos, ofegantes, nossos planos. Bem baixinho para não ecoar.

Depois, com mais calma, subimos os degraus restantes até o topo, onde contemplamos debaixo do céu pontilhado um mar de trigo e de silêncio. A brisa preenche meus pulmões e leva o cherinho de noite a cada célula do meu corpo.

E aí ele me solta. É um homem-fortaleza que tudo pode, mas nem tudo faz, porque nem se deu conta de que pode tudo. Então, me abraça.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Já senti saudade...

...but not anymore!


Acho que pela primeira vez em muito tempo eu posso dizer com convicção que não tem nenhuma "saudade" me atormentando. Exceto o saudosismo em relação aos tempos de escola. Mas em relação a tudo que já aconteceu na minha vida e as pessoas que passaram por ela e me machucaram ou que eu machuquei, existe um sentimento pleno de paz. Estou trilhando o meu caminho com algumas pessoas do meu lado, confiando que elas trouxeram suas bússolas, os remédios e a ração humana. Quem não está aqui no grupo é porque não deveria estar mesmo e não me vem a cabeça os "e se", cada um cumpriu o seu papel na história e sou muito grata por isso mas acabou, o enredo é outro e o seu núcleo se desmanchou. 

Parece que os fantasmas foram exorcizados. Às minhas ex melhores amigas: um grande abraço cheio de estima e carinho, não importa o motivo do fim da amizade, falsidade, prostituição, superficialidade, sumiço e afins, não importa! Vocês todas foram extremamente importantes na minha vida, e as amei assim como me amaram, mas todos nós passamos por mudanças constantes e diárias e acabamos ficando muito diferentes para continuarmos o caminho juntas. Está aqui ó, pega esse casaco. Não, tudo bem, eu tenho outro na mala. Você está bem de comida e água? Olha, eu te amo viu. Se cuida. Cuidado onde pisa. Adeus [aceno de mão]. 

Hummmm. Vou virar aqui.

Idem para meus ex namorados, ex amigos de sociedade secreta (gays enrustidos ou não), ex colegas da 6ª série, ex colegas de trabalho, entre outras pessoas que passam pela nossa vida e nos marcam de forma negativa, aquele abraço. Porque o ontem fica cada vez mais no passado e é o amanhã que eu almejo. 

E o meu poema preferido, que está sempre na minha cabeça quando eu preciso de força pra superar.

POEMINHO DO CONTRA

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

Mario Quintana

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ai tio João, tio João

Não me canso desse vídeo. Ele foi o responsável pelo bordão que está no título desse post.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Prazer, Junia.

Agora o CockandTales tem uma nova integrante, não tão engraçada nem dedicada como as antigas integrantes, mas com muita vontade de escrever.
Saudades.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Fantasias iglesias

Quando Mr. Gaga me disse que iria a um evento conhecer o Enrique Iglesias, fui atrás de uma lembrança antiga: um clipe em que ele transa com uma menina no banheiro, que vi quando era adolescente. Na minha cabeça, foi uma coisa tão forte que gerou fantasias incríveis por muitos anos. E daí, quando finalmente encontrei o vídeo, me deparei com isto:


Ok, as cenas de sedução são ótimas e ainda acho ele hot stuff, mas qual é a dos efeitos especiais horríveis? Tudo bem, a produção é de 2001 (fantasio com ele há nove anos, beijo-por-que-você-ainda-não-me-ligou?), mas e os gritinhos e outras coisas gays? Fiquei um pouco decepcionada. É engraçado como a memória nos trai.

Porém, às vezes ela está certíssima. É o caso de Unbreak my heart, da Toni Braxton. Nunca me esquecerei desse negão maravilhoso, de pele reluzente com a água do chuveiro. Enjoy over and over:

terça-feira, 4 de maio de 2010

Skylark

Ouvi nossa música pra ter você ao meu lado. Contei tudo. Aí você cochichou todos os pensamentos de quando está quietinho, me abraçou e voltou pro seu lugar.



terça-feira, 10 de novembro de 2009

Essas coisas que a gente faz

Quanto mais eu ando pra frente, mais eu quero voltar pra trás e mudar tudo que fiz.
Retirar as palavras que eu disse,
Esconder os segredos que eu expus,
Expressar exatamente o que eu quis dizer,
Relevar quem me fez mal, afinal de contas se eu sobrevivi é porque não me fez tão mal assim.
Queria poder entender as loucuras que passavam pela minha cabeça e organizá-las em boas idéias e sentimentos bonitos.
Ter objetivos que não fossem de fuga.
E você nunca vai saber do arrependimento que sinto em ter te tratado mal, enquanto eu simplesmente não conseguia encontrar o meu bem.

sábado, 7 de novembro de 2009

Cabral?

Amigoqueri: Tenho aula com o Cabral. Conhece?
Paulevisk: Cabral? Cabral? Não, o único Cabral que eu conheço é o Álvares.
Amigoqueri: Álvares? haha...pode crer né.
Paulevisk: É..Álvares Cabral, saudades...
Amigoqueri: hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahhahahahahah
ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahhahahahaha
hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahhahahahaha
hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahhahahahaha hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahhahahahaha hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahhahahahaha hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahhahahahaha hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahhahahahaha hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahhahahahaha hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahhahahahaha hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahhahahahaha

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Get Down

Ai gente...Saudades!!!
Eu sabia a coreografia toda e o AJ me deixava louca. hahahahha
É engraçado como essas boybands podem fuder a nossa cabeça. Estou esperando até hoje um cara gato chegar e pedir pra eu get down and move it all around desse jeito romântico como se essa parte chatinha fosse um detalhe.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ordinária

Antes de começar esse incrível post que decifrará os segredos de uma das letras mais complexas da música brasileira, devo confessar a origem das indagações: papo de bêbado de sábado à noite. Eu e meu amigo Fasô tivemos uma longa discussão (not) que será apresentada abaixo na humilde interpretação de “Melô do Tchan”. Informações úteis: foi um dos sucessos que estourou a banda, na época ainda chamada Gera Samba.

Pau que nasce torto
Nunca se endireita

Ok. Comecemos por aqui. Temos duas interpretações possíveis. A mais simples é a de que um falo torto nunca se endireita. É uma constatação verdadeira, cientificamente comprovada, então NEXT. A outra forma de ver isso seria por meio de uma metáfora: o pau, no caso, seria a menina “levada”, que nunca “se endireita” e “depois de nove meses, você tem o resultado”.

Menina que requebra,
Mãe, pega na cabeça

Aqui, visto que o pau nasceu torto e não se endireitará, a menina que tem jogo de cintura, ou seja, “requebra”, sabe pegar na cabeça de qualquer forma. Reto ou torto. Parabéns pra ela. Clap clap.

Domingo ela não vai,
Vai , vai,

Domingo ela não vai, não
Vai, vai, vai (bis)


Isso simboliza a dúvida inerente a todo ser humano: ir ou não ir, ser ou não ser. Pura arte.

Segura o tchan
Amarra o tchan
Segura o tchan, tchan, tchan, tchan, tchan

Gente, eu nem sei por onde começar nessa parte.

Tudo que é perfeito
A gente pega pelo braço
Joga ela pro meio
Mete em cima mete em baixo

Já que a mina é perfeita, a gente agarra ela pelo braço, joga ela lá no meio da galera e metade mete em cima e metade mete em baixo.

Depois de nove meses você vê o resultado
Depois de nove meses você vê o resultado

Depois de nove meses, a gente faz um teste de paternidade. Ou não, também, quem se importa?

domingo, 4 de outubro de 2009

Tralhas


Até gostaria de dizer que guardo muitos objetos porque eles sempre têm um valor sentimental acoplado. Mas é mentira. Não sinto nada além de vergonha alheia daqueles anjinhos bregas de lembrancinha de casamento, que acumulam pó dentro do meu guarda-roupa.

A questão é que, quando era criança, sofri um trauma. Eu tinha um bonequinho do Droopy muito feio, que sempre era usado como bode expiatório nas brincadeiras. Ele era o malvado, o mártir, o filho renegado de deus (no caso, eu, a dona do jogo). Mesmo sem contexto, acabava esmagado pela vaquinha, que eu fazia pisoteá-lo com força.

De alguma forma, todas as minhas birras com o mundo eram descontadas nele. Só porque tinha aquela cara feia, de quem merecia e, além disso, pedia para ser punido. Então, quando chegou aquele momento crítico de escolher quais brinquedos guardar, nem pensei e me desfiz dele.

E o que aconteceu? Chorei horrores e me arrependi profundamente de todos os meus pecados. E agora eu nunca sei o que realmente deve ser jogado fora e o que precisa ser guardado, pelo menos por mais um tempinho.

Droopy, onde quer que você esteja, saiba que você foi muito especial pra mim. Desculpa por tudo. No hard feelings. Beijo.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Heal me, my darling.

Nossa, que saudade de quando o fim de semana significava sexual healing na certa. Ser solteiro é muito divertido, mas é difícil, galera.
Vai Ben, toca uma pra gente, toca...



(Acho a versão dele mais sensual, mas falta a POTÊNCIA vocal do Marvin Gaye.)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Enquanto isso...

Fica aí um hit dos anos 90 hiper marcante na minha infância.
Note que esses caras bizarros aí cagam nas nossas fantasias com marinheiros, não?



Saudades dos anos 90. Saudades.

ZL

Não sei se você vai ler isso, se tem acesso à internet. Mas tou com saudade.
Volta logo.

Bons sonhos.
Obs. adorei as mensagens :)

domingo, 23 de agosto de 2009

Flashes

As lembranças daquela noite voltam e voltam e voltam. Quando as deixo seguirem seu curso, metamorfoseiam-se na memória do que ainda não existe. E que talvez nunca venha a existir.

A impalpabilidade ora me deprime, ora acidifica meu estômago, ora injeta poderosas doses de adrenalina no sangue. Às vezes me divirto. Às vezes não quero mais brincar.

**

Ontem, quando estava sóbria de você, te dei seu nome. E você me impediu de ver o instante e nem sabe. Fez-me vagar desejando o passado e o futuro incerto, mas não aquele agora de ontem à noite. E o futuro daquele momento ainda não chegou - mesmo que o esteja sendo agora mesmo - porque ainda não é o que visualizei.

domingo, 16 de agosto de 2009

I do

A loja de roupas formais masculinas ainda está em liquidação. Que saudade do maridinho que vi crescer, com quem fui comprar vestimentas de homem feito.

Que saudade de ser a esposinha opinando sobre as camisas, que o acompanha na difícil decisão de ser homem, ainda que ele já o fosse desde sempre, ainda que já tivesse escolhido faz tempo.

Que saudade da gravata que não lacei em seu pescoço, daquele gesto típico da mulher sábia que cuida do seu par sem ele saber. Daquele contato entre os olhos, naquele momento, que diz: “Sou tua e és meu”.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Lupa

Gostaria do fundo do meu coração que fosse mais fácil me entender, saber exatamente o que estou sentindo e por quê. Tolos são aqueles que não veem o que está por trás dos desejos. Posso estar sentindo um apetite muito grande por comer chocolate, por pegar minhas malas e viajar para sempre com um amante latino, mas será que nossas vontades limitam-se a elas mesmas?

Lógico que não. O amante e o chocolate e a viagem são meros subtitutos pra sexo, alegria e experiências de vida. Às vezes nos enganamos sem saber, às vezes achamos que estamos nos enganando, mas não estamos. É complexo. Pode ser que eu realmente só queira um chocolatinho e uma viagem interessante regada a aventuras libidinosas com um parceiro interessante. Pode ser que eu queira essas coisas, mas também as esteja usando como substitutas.

Independentemente da resposta, há algo que sei deste momento em que escrevo: tenho uma saudade grande e triste no coração.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Domingo

Arroz, feijão, batata, salada e carne.

"É sempre a mesma coisa na casa da vovó."

Não pra mim.
Saudades da vovó falando inconvenientemente do cacete do vovô.

"hãn eu sou a Paulinha."

Não.Não. Em São Paulo é só Paula mesmo.
Mas eu sou a Paulinha.