Pois bem, foi isso que eu decidi: gordinhos.
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Nachos & Escolhas
Ontem eu estava pra baixo então minha mãe decidiu ir no shopping comigo para um passeio. Por algum motivo para ela ver coisas que eu não vou comprar nem tão cedo pareceu uma boa idéia. Enfim, como eu estava com desejo de nachos há mil anos 2 dias a gente eu, porque ela é diabética sentou na praça de alimentação e foi comer. Foi quando eu tomei uma decisão: meu próximo namorado vai ser gordinho! É isso aí! GORDINHO! Deve ser ótimo namorar um gordinho, eles são engraçados e a gente vai poder ir para vários lugares comer e ele não vai ficar com frescura pra cima de mim dizendo "Não, eu não estou com fome." Ninguém está falando de fome amigo, isso parece gostoso e eu quero comer, com fome ou não.
Pois bem, foi isso que eu decidi: gordinhos.
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010
A metáfora de Aretuza
Hoje, durante o trabalho, recebi no MSN um link para o vômito de Aretuza. Apesar de este ser mais um vídeo maldoso e nojento do You Tube, acho que podemos tirar uma grande lição dele. Adoraria comentar sobre como os amigos dela foram horríveis em postar isso na internet e como foi agoniante vê-la quase vomitando (e vomitando de fato, convenhamos), o que me lembrou muito de minhas próprias sensações pré-vômito. Mas pensei muito em Aretuza ao longo do dia, e a melhor parte dessa reflexão foi um choque: me identifiquei muito com a menina.
Gente, a Aretuza ficou metade do vídeo enjoada, com uma cara péssima, enquanto os amigos riam e se divertiam naquele brinquedo não-identificado. Daí ela ficou vomitando durante um minuto (vai, vamos arredondar), soltou um "Caralho!" (aos 3' 10'') e aproveitou uns 10 segundos de aventura. O vídeo tem 3' 45'' e, em apenas 10 segundos dele, Aretuza foi feliz. Toda gorfada.
Qual é a lição? Supondo que Aretuza segurou o vômito, imaginemos que, numa situção diferente, os restos alimentícios tivessem jorrado logo no começo do vídeo. Ela soltaria o palavrão mais cedo e sorriria por mais tempo. E o gorfo secaria um pouco mais com o vento. E provavelmente o vídeo não teria tanta graça e nem seria divulgado na internet. Aretuza, preocupada demais em não vomitar, além de não ter evitado o episódio lastimável, deixou de se divertir.
A previsão estava certa: o vômito aconteceu. Mas será que Aretuza antecipou aqueles gorfos a jato? E a fama de seu vídeo? Duvido muito. Todas as vezes na minha vida em que acertei o "fim" da história, os detalhes foram tão imprevisíveis que foi como se eu tivesse errado. Enfim, nunca é edificante. Eu deveria ter me gorfado no começo e evitado horas e horas de pré-gorfo e cara de bunda. Ou seja, não sei como terminar esse texto, a não ser clamando "Vomite sem medo e seja feliz!" (superdeselegante, porém sincero).
domingo, 19 de setembro de 2010
Vidência

- Você consegue ver coisas nas pessoas só olhando pra elas? Sem usar as cartas ou os búzios?, perguntei à cigana, cartomante, mãe de santo Madalena, do viaduto do chá.
- Sim, claro. Você, por exemplo. Seus olhos. Eles são firmes como o mar.
- O mar é firme?
- O mar é forte. Você tem um fuxico com Iemanjá.
- E nele? O que você vê?, e olhei pra um dos meus poucos e melhores amigos, agachado desconfortavelmente aos meus pés, empunhando um gravador.
- Ele é uma pessoa muito iluminada.
Isso eu já sabia. Então, Madalena pegou as conchinhas com as duas mãos e jogou-as de volta à mesa improvisada de papelão, coberta por um pano branco.
- Ele vai fazer uma viagem pro trabalho e vai ser muito feliz. Ele vai gostar tanto que vai ficar por lá mesmo.
Mais tarde, voltando para o carro, voltei a pensar nisso.
- Então quer dizer que você vai viajar.
- Nossa, vai ser ótimo.
- É, desde que você não pare de responder meus emails, fico feliz por você.
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Insistência
- Dá pra ver que derrubei sorvete de chocolate na minha blusa?
- Dá.
- Sério?
- Aham.
- Jura? Esses dois pontinhos? Você percebeu?
- Sim, dá pra ver.
- Sim, dá pra ver.
- Que merda. Mas parece que é comida ou só uma sujeirinha qualquer?
- Tchela, você precisa passar uma água nisso.
- Ai, sério?
- Sim.
- Tá. Mas você sabia antes de eu perguntar? Ou você só notou porque eu falei?
- Tchela, vai limpar isso. Sério.
**
- Então, o que você acha? Ele tava dando em cima de mim?
- É, não podemos dizer isso com certeza.
- Sério? Mas e essas vezes que ele veio falar comigo? Ele não sabe que eu sou legal, então não teria outro motivo pra vir falar comigo. Teria?
- Não sei.
- Não sei.
- Então, e flertando? Ele tava flertando, né? Com aquilo que ele falou?
- Então... não podemos dizer isso com certeza.
- Por quê?!
- Precisamos ver como a coisa anda daqui pra frente.
- Tá. Mas ele tava demonstrando interesse, né?
domingo, 12 de setembro de 2010
Melhor amigo

"Você diria isso a sua melhor amiga?", me perguntou Ms. Angry Cook. "Com certeza não", respondi. E me dei conta de como me trato mal em alguns momentos. Não apenas eu como 90% dos meus conhecidos também têm esse comportamento.
Acontece que, vendo de fora a situação de um querido, conseguimos, com calma, avaliar o cenário e dar uma opinião construtiva. Mesmo se admitirmos a parte negativa, sempre ressaltaremos pelo menos um ponto positivo como oposição, nem que seja apenas a lição por trás da merda. Porque não queremos ver nosso amigo pra baixo, porque sabemos da capacidade dele de reverter a situação, porque sabemos que não é o fim do mundo.
E por que não tentar fazer isso com nós mesmos? Se não nos queremos ver para baixo, sabemos de nosso potencial e da reversibilidade do jogo? Naquele momento da conversa, pratiquei o exercício: fingi ser melhor amiga daquela pessoa que reclamava de si mesma azedamente. E me dei conselhos bem legais. Se posso ser carinhosa e compreensiva com meus amigos, então por que não sê-lo comigo mesma? Por que não ser seu próprio melhor amigo?
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Tá ligado, mano? Que da hora.
É sempre engraçado ver as coisas que nos são naturais pelos olhos desacostumados de outro. Achei superdivertido ver algumas de nossas gírias cotidianas explicadas em Total São Paulo - A Guide to the Unexpected:
arrasou: slang used amoung gays to mean "good", usually in response to something to be psyched about. [gíria usada entre gays querendo dizer "que bom", normalmente em resposta a algo com o que se animar]
chapado: wasted, as in from too much alcohol, or being really high on drugs. [intoxicado por muito álcool ou por drogas]
da hora: slang for "cool", "great" [gíria para "legal", "ótimo"]
foda: slang equivalent to "fuck", but depending on the context it could be used in a positive or negative sense. [gíria equivalente a "fuck", mas dependendo do contexto pode ser usada com sentido positivo ou negativo]
grana: slang for money [gíria para dinheiro]
mano: slang for "brother", but only males say this to each other. [gíria para "brother", mas apenas homens dizem isso uns aos outros]
pau: slang for "penis". [gíria para "pênis"]
pegar: see "tá ligado" and "ficar" [veja "tá ligado" e "ficar"]
tá ligado?: "got it?" ["entendeu?"]
fechou: used after something's been agreed upon, such as time to meet. [usado após algo ter sigo acordado, como horário de encontro]
ficar: to hook up with someone. [ficar com alguém. Hahaha!]
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Conversa entre pai e filha
- Quando você era criança, dizia que as pessoas ficavam cada vez mais idiotas ao envelhecerem.
- Hahaha, sério?
- É. Você ainda concorda?
- Sim! É verdade!
- Não é incrível como você era esperta com aquela idade?
- Hahaha! É! Eu me tornei uma idiota!
- Todos nós, eu acho.

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quarta-feira, 23 de junho de 2010
O não sim

A indecisão feminina, o não sim.
*Lindo comic do Kioskerman (tem que clicar pra conseguir ler mesmo...).
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sexta-feira, 18 de junho de 2010
A era dos extremos
"I wanna hold your hand" ou "I wanna fuck you like an animal"?
--
In other news, olha que interessante o que eu achei: Closer x Come Together
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sexta-feira, 14 de maio de 2010
Food moments

“Comprovei, de uma vez por todas, que fazer exercício e dieta é para sempre. Se você quer ser feliz, não dá para escorregar". Li esta e outras aspas de Paola Oliveira para a Boa Forma, num dos poucos momentos ociosos no trabalho, e fiquei assustadíssima. Ela “controla o prato” todos os dias? Como assim? E cheira chocolate para satisfazer a vontade urgente de uma endorfina “alimentar”? E é assim que se mantém feliz?
Hold the phone.

Se a pessoa está constantemente malhando, por que não pode comer uma barra de chocolate de vez em quando? Seria algo como alcoolismo: uma gota de chocolate se transforma num porre calórico de 10 litros de cacau ao leite?
Foco: o importante é que ela fique magra. Nesse jogo vale tudo. Sim, eu sei que ela é uma figura pública e que o corpo é instrumento de trabalho. Mas precisa desse estresse todo? Será possível ser feliz com essa proibição ambulante, acompanhando-a por toda a vida, sem fim de semana, nem feriado?
Como ficam o chopp com os amigos, o brigadeiro das girls night, os petiscos no bar, as transas com chantilly, a lasanha da vovó, as Trakinas que os colegas oferecem, a macarronada romântica da Dama e do Vagabundo? Será que vale a pena abrir mão de tudo isso assim, tão radicalmente?
Obs.: Sim, a foto é minha. Amo comer salame com ketchup.
domingo, 2 de maio de 2010
Ego
Vou falar um pouquinho sobre essa enquete que a gente fez. Ela é uó. Vamos pensar bem sobre o assunto? Todo mundo gosta de ter o ego massageado. Isso é fato. Então se você não é baranga, ultrachata ou travesti, a opção vencedora “Sim, [massageie o ego do cara] porque o amor próprio você já perdeu faz tempo” vai dar certo. Mas é isso que a gente quer?
Uma ficada motivada apenas pelo ego inflado? Elogios inseridos calculadamente na conversa pra atrair a presa? Claro que ninguém (not, já pensei em várias pessoas) vai se interessar por outrem somente pelo ego massageado, mas o ideal é que esse fator não fosse determinante, certo?
Que tal elogiar o digno de ser elogiado e ignorar/comentar/contestar o que não o for? E deixar o resto a encargo da afinidade, do momento e da química? Acho que a lição que podemos tirar das dicas do Sr. Perdigão é a de não se colocar num pedestal e agir como se o PAQUERA fosse uma merdinha que deve correr atrás de nós. E acabou.
Caras inseguros, carentes e autodestrutivos em demasia são facilmente seduzidos pela menor demonstração de carinho e de admiração. Repito: é isso que a gente quer? “Oi, consegui o bofe porque supri o vazio existencial dele”? I don’t think so. Não precisamos disso.
**
segunda-feira, 19 de abril de 2010
De onde vem a calma daquele cara?
Da hipocrisia, da negação. Não importa.
As pessoas sentem-se sós, mas têm os mesmos componentes em organizações químicas diferentes. Cada qual em seu pacote. Alguns diáfanos, outros opacos e, por isso, de aparência calculada. Tolos são os olhos que neles acreditam.
Falta ardil, Marcela. Francamente.
**
De onde vem a calma daquele cara?
Ele não sabe ser melhor, viu?
Como não entende de ser valente?
Ele não saber ser mais viril
Ele não sabe não, viu?
Às vezes dá como um frio
É o mundo que anda hostil
O mundo todo é hostil
De onde vem o jeito tão sem defeito?
Que esse rapaz consegue fingir
Olha esse sorriso tão indeciso
Tá se exibindo pra solidão
Não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão
Não solta da minha mão
Eu não vou mudar não
Eu vou ficar são
Mesmo se for só
Não vou ceder
Deus vai dar aval sim
O mal vai ter fim
E no final assim calado
Eu sei que vou ser coroado
Rei de mim.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Genie in a bottle
Estava pensando sobre esse clássico dos anos 90 e decidi tecer uma análise. Aqui vai o vídeo para acompanhar o pensamento e ter um momento nostálgico:
For a century of lonely nights
Waiting for someone
To release me
[Eu me sinto como se tivesse sido trancada
Por um século de noites solitárias
Esperando alguém me liberar]
Por um século de noites solitárias
Esperando alguém me liberar]
Ela tá super na seca, 100 anos sem sexo. Ou é virgem e tem, digamos, 100 anos de idade. As duas opções são péssimas. A música já começa na pior.
You're licking your lips and blowing kisses my way
But that don’t mean I'm gonna give it away
Baby, baby, baby
[Você está lambendo seus lábios
E soprando beijos em meu caminho
Mas isso não significa que eu vou me entregar]
But that don’t mean I'm gonna give it away
Baby, baby, baby
[Você está lambendo seus lábios
E soprando beijos em meu caminho
Mas isso não significa que eu vou me entregar]
Ainda bem, né amiga? Ele precisa fazer um pouco mais do que só lamber os lábios. Aliás, eu curti a metáfora. Você vê? Christina Aguilera também é poesia…
Oh oh oh oh oh
(My body's saying let's go)
Oh oh oh oh oh
(But my heart is sayin’ no, no)
[Ooooh...(Meu corpo está dizendo ''vamos lá'')
Ooooh...(Mas meu coração está dizendo ''não'')]
(My body's saying let's go)
Oh oh oh oh oh
(But my heart is sayin’ no, no)
[Ooooh...(Meu corpo está dizendo ''vamos lá'')
Ooooh...(Mas meu coração está dizendo ''não'')]
É aí aonde eu queria chegar! Esse não é o dilema da mulher moderna? “Dou ou não dou? Eu quero, mas talvez ele não seja a pessoa certa.” Christina, você tá certíssima (eu sei que não foi ela quem compôs, mas precisamos de uma heroína aqui).
If you wanna be with me baby there's a price to pay
[Se você quer ficar comigo baby há um preço a pagar]
Ok. Agora ela tá deixando bem claro que é prostituta. Ou que é difícil de agradar. Ou que curte uma coisa meio sadomasoquista.
I'm a genie in a bottle
You gotta rub me the right way
You gotta rub me the right way
[Eu sou um gênio em uma garrafa
Você tem que esfregar do jeito certo]
Você tem que esfregar do jeito certo]
Aaah, preliminares, a grande necessidade pré-coito. Meninos, não tem como ser mais clara: se você esfregar direitinho, o gênio sai da garrafa. Isso é básico.
If you wanna be with me
I can make your wish come true
You gotta make a big impression
I gotta like what you do
I can make your wish come true
You gotta make a big impression
I gotta like what you do
[Se você quer ficar comigo
Eu posso fazer seu desejo se tornar realidade
Você tem que causar uma boa impressão
Eu tenho que gostar do que você faz]
Aqui, entenda BIG IMPRESSION como BIG OUTRA COISA. Muitos homens se perguntam se tamanho realmente é documento. Ouvi dizer que não MESMO, mas que tamanho impressiona ou desanima, é fato. Então amigo, se você não for grande coisa nos países baixos, comece a praticar como “rub the right way”.
The music's playing and the lights' down low
One more dance and then we're good to go
One more dance and then we're good to go
[A música está tocando
E as luzes baixas
Mais uma dança
E então estaremos prontos para ir]
E as luzes baixas
Mais uma dança
E então estaremos prontos para ir]
Aqui, percebemos claramente como a mente feminina funciona nessas horas. Eles estão dançando, certo? Mas ela já tá decidindo o fim da noite. E, aparentemente, se vai dar ou não, não sabemos. Mas ela já tá “good to go”. Isso também demonstra que, por mais que tenha decidido ir embora com ele, a escolha final do sexo ficará pra depois. O que enfatiza a necessidade dele “rub her the right way”.
Waiting for someone
Who needs me
[Esperando por alguém
Que precise de mim]
Ok, já entendemos que você tá necessitada. Não precisa ficar dizendo, é meio broxante.
Que precise de mim]
Ok, já entendemos que você tá necessitada. Não precisa ficar dizendo, é meio broxante.
Hormones racing at the speed of light
But that don't mean it's gonna be tonight
Baby, baby, baby
But that don't mean it's gonna be tonight
Baby, baby, baby
[Hormônios correndo na velocidade da luz
Mas isso não significa que precisa ser esta noite]
Mas isso não significa que precisa ser esta noite]
Ela é jovem (ou não, porque tem 100 anos...), ele também (eu espero) e os hormônios estão rolando. Ela tá com vontade, mas mesmo assim fará um doce básico, porque não quer ser considerada vadia.
I'm a genie in a bottle, baby
Come, come, come and let me out
[Eu sou um gênio em uma garrafa baby
Venha,venha,venha e me liberte]
E o mistério foi desvendado: no fim da música, não satisfeita em deixar claro a todo o momento que está necessitada, Christina pede claramente que o cara a liberte. Agora a gente já sabe: se ele fizer tudo direitinho, terá direito a três desejos.
Mais análises musicais nos posts: Ordinária - sobre o "Melô do Tchan"- e Fisting (bla bla, nome gigante) - sobre a "Fistful of Love".
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Surpresas no fundo do armário

- 1 game boy color
- 1 disc man (gente, lembra disso?)
- 1 calça mofada (MO-FA-DA, juro!)
- 1/2 garrafa de Sagatiba vencida (escondi tão bem que ficou lá forever)
- 1 CD de sucessos da Jovem Pan com a Tiazinha do H na capa (LEMBRA DISSO?)
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memória,
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
One Million, by Paco Rabanne
Isto é o que está aí:
E assim é como eu leio: Olha, esta fragrância hiper cara é feita especialmente pra VOCÊ, filhinho-de-papai que curte ter as coisas ao simples estalar dos dedos. Você é um mala e merece ter um perfume que expresse isso. Como o mijo do cão que marca o território, One Million anunciará a chegada do chato no ambiente e tratará de colocar as pessoas na devida posição bajuladora. Parabéns, você pode pagar uma prostituta de alta classe. Snap!
E assim é como eu leio: Olha, esta fragrância hiper cara é feita especialmente pra VOCÊ, filhinho-de-papai que curte ter as coisas ao simples estalar dos dedos. Você é um mala e merece ter um perfume que expresse isso. Como o mijo do cão que marca o território, One Million anunciará a chegada do chato no ambiente e tratará de colocar as pessoas na devida posição bajuladora. Parabéns, você pode pagar uma prostituta de alta classe. Snap!
domingo, 13 de dezembro de 2009
Perspectiva
- Lete, a Marcela vai aparecer na internec, você sabia?
- Marcela, é verdade que você vai aparecer na internete?
- Vou, Vó, vou aparecer na internet... mas todo mundo aparece na internet.
- Marcela, é verdade que você vai aparecer na internete?
- Vou, Vó, vou aparecer na internet... mas todo mundo aparece na internet.
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estágio,
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Tchela,
velhinhos
terça-feira, 24 de novembro de 2009
RP “Top 5: Revolução Cock and Tales”
Achei tudo isso muito relevante. Nem todas as músicas de que gostamos são engajadas socialmente ou possuem propostas inovadoras ou complexas musicalmente. Nem todos os livros que lemos são obras clássicas merecedoras de prêmios Nobel. A arte não precisa ser sempre uma grande aquisição intelectual. Acredito que tudo serve pra algum propósito, cada coisa em sua hora.
Há situações em que eu escolheria ler Clarice porque preciso me reavaliar, repensar profundamente minhas ações e meus pensamentos. Noutros, Ruy Castro, pra conhecer a vida e obra de alguém. Gabriel García Márquez pra me embasbacar. Mas tem momentos em que não tenho cabeça pra nada, então vou ler "O Diário de Bridget Jones", que é engraçadíssimo e sempre me faz sentir melhor.
Se quiser um momento romântico, ouço "Walking After You", do Foo Fighters. Se estiver brava ou meio chateada, tenho uma vibe meio anos 90, procuro ouvir Bush ou Alanis ("Jagged Little Pill"). Quando estou feliz e me sentindo bem comigo, Red Hot Chili Peppers. Se for andar/correr no parque, black music. Pra descer até o chão, Britney, Lady Gaga, funk-tou-sem-calcinha. Pra ter um momento quente a dois (whaaat?), Audioslave sempre does the trick. Lógico que essas também são generalizações, cada banda tem sua música triste, feliz, sexy ou brava.
As pessoas precisam entender que ler a saga do “Crepúsculo” não impede ninguém de se deleitar intelectualmente com “Os Sertões”, não o torna mais ou menos fútil. Ir pra Porto Seguro não faz de você um axezeiro de primeira, nem uma vagabunda, nem um drogado. Fazer uma coisa, gostar de algo, ir a algum lugar, por si só, não pode, nem deve ser um determinante de personalidade, nem de caráter. É possível sim gostar e respeitar manifestações artísticas marginalizadas pelo circuito cult e, ao mesmo tempo, apreciar e entender em toda sua intelectualidade as obras aceitas no nosso meio preconceituoso de classe média.
E é aí que entra nosso blog. Sou aluna de jornalismo sim, quero ingressar no mercado, me provar capaz, ter um portfólio online e provar aos meus empregadores que sou uma profissional de diferentes mídias. Mas também sou eu mesma, sou mulher, jovem, fútil, profunda, chata, legal, preocupada, desencanada, irritada, doce, tantas coisas ao mesmo tempo, que não consigo ser uma só. E nem a Paula. E nosso blog é isso, é tudo que somos e, ao mesmo tempo, não é nem a ponta do iceberg.
É sobre peguetes e “que-cara-é-mais-gostoso?”? É, mas não é sempre isso. Tem posts autoajuda? Tem. Tem reflexões profundas sobre paradigmas sociais? Tem, caralho. Tive minha época introspectiva (e ao mesmo tempo de me jogar nas baladas) em que escrevi de uma forma totalmente diferente da de agora, que é mais livre e oral. Cada texto, cada gênero tem seu momento. Eu não preciso e nem devo ser literária ou jornalística 100% do tempo. Quero escrever “conversando” agora? Então vou escrever a merda que eu quiser. Quero fazer um conto ou um poema ruim? Faço. Estou num momento brega de fera ferida? Vou falar sobre isso.
Essa sinceridade que nós temos aqui no Cock não nos torna menos relevantes que a menina de Cuba. Só não vamos sair no jornal ou termos a exposição que se dá a um fato relevante para o resto da sociedade. Nosso blog também não muda a vida de ninguém além da nossa. E só por isso ele não deveria existir? Pluralidade é isso, galera.
Duas pessoas me irritaram recentemente. Uma, que não me conhece, me definiu como “doidinha” pelo que escrevi no blog (isso SE a pessoa se deu ao trabalho de LER quem assinou o post), e outra, que não faz parte mais do meu dia-a-dia, me informou de que eu “e as pessoas com quem eu ando” nos focamos demais em relacionamentos e racionalizamos demais sobre sentimentos.
Aos dois idiotas, meus pêsames. Um não faz ideia de quem eu sou e o outro não faz ideia de todos os meus assuntos. Só porque eu posto o mesmo tipo de conversa ou sei lá o que, não significa que seja só isso, né, gente? Pelo amor de deus. Eu odeio ser generalizada, mas uma coisa é verdade: relacionamento humano me interessa. Desde analisar histórias de amor, amizade ou família, até repensar culturas e padrões psicológicos. E, pelo menos superficialmente, acho que isso se expressa aqui. E em nenhum momento eu consideraria isso inferior ao conteúdo do blog da Yoani. São duas coisas completamente diferentes e sem comparação.
É isso que eu tinha pra dizer. Parabéns aos poucos interessados que sobreviveram ao post gigante.
Há situações em que eu escolheria ler Clarice porque preciso me reavaliar, repensar profundamente minhas ações e meus pensamentos. Noutros, Ruy Castro, pra conhecer a vida e obra de alguém. Gabriel García Márquez pra me embasbacar. Mas tem momentos em que não tenho cabeça pra nada, então vou ler "O Diário de Bridget Jones", que é engraçadíssimo e sempre me faz sentir melhor.
Se quiser um momento romântico, ouço "Walking After You", do Foo Fighters. Se estiver brava ou meio chateada, tenho uma vibe meio anos 90, procuro ouvir Bush ou Alanis ("Jagged Little Pill"). Quando estou feliz e me sentindo bem comigo, Red Hot Chili Peppers. Se for andar/correr no parque, black music. Pra descer até o chão, Britney, Lady Gaga, funk-tou-sem-calcinha. Pra ter um momento quente a dois (whaaat?), Audioslave sempre does the trick. Lógico que essas também são generalizações, cada banda tem sua música triste, feliz, sexy ou brava.
As pessoas precisam entender que ler a saga do “Crepúsculo” não impede ninguém de se deleitar intelectualmente com “Os Sertões”, não o torna mais ou menos fútil. Ir pra Porto Seguro não faz de você um axezeiro de primeira, nem uma vagabunda, nem um drogado. Fazer uma coisa, gostar de algo, ir a algum lugar, por si só, não pode, nem deve ser um determinante de personalidade, nem de caráter. É possível sim gostar e respeitar manifestações artísticas marginalizadas pelo circuito cult e, ao mesmo tempo, apreciar e entender em toda sua intelectualidade as obras aceitas no nosso meio preconceituoso de classe média.
E é aí que entra nosso blog. Sou aluna de jornalismo sim, quero ingressar no mercado, me provar capaz, ter um portfólio online e provar aos meus empregadores que sou uma profissional de diferentes mídias. Mas também sou eu mesma, sou mulher, jovem, fútil, profunda, chata, legal, preocupada, desencanada, irritada, doce, tantas coisas ao mesmo tempo, que não consigo ser uma só. E nem a Paula. E nosso blog é isso, é tudo que somos e, ao mesmo tempo, não é nem a ponta do iceberg.
É sobre peguetes e “que-cara-é-mais-gostoso?”? É, mas não é sempre isso. Tem posts autoajuda? Tem. Tem reflexões profundas sobre paradigmas sociais? Tem, caralho. Tive minha época introspectiva (e ao mesmo tempo de me jogar nas baladas) em que escrevi de uma forma totalmente diferente da de agora, que é mais livre e oral. Cada texto, cada gênero tem seu momento. Eu não preciso e nem devo ser literária ou jornalística 100% do tempo. Quero escrever “conversando” agora? Então vou escrever a merda que eu quiser. Quero fazer um conto ou um poema ruim? Faço. Estou num momento brega de fera ferida? Vou falar sobre isso.
Essa sinceridade que nós temos aqui no Cock não nos torna menos relevantes que a menina de Cuba. Só não vamos sair no jornal ou termos a exposição que se dá a um fato relevante para o resto da sociedade. Nosso blog também não muda a vida de ninguém além da nossa. E só por isso ele não deveria existir? Pluralidade é isso, galera.
Duas pessoas me irritaram recentemente. Uma, que não me conhece, me definiu como “doidinha” pelo que escrevi no blog (isso SE a pessoa se deu ao trabalho de LER quem assinou o post), e outra, que não faz parte mais do meu dia-a-dia, me informou de que eu “e as pessoas com quem eu ando” nos focamos demais em relacionamentos e racionalizamos demais sobre sentimentos.
Aos dois idiotas, meus pêsames. Um não faz ideia de quem eu sou e o outro não faz ideia de todos os meus assuntos. Só porque eu posto o mesmo tipo de conversa ou sei lá o que, não significa que seja só isso, né, gente? Pelo amor de deus. Eu odeio ser generalizada, mas uma coisa é verdade: relacionamento humano me interessa. Desde analisar histórias de amor, amizade ou família, até repensar culturas e padrões psicológicos. E, pelo menos superficialmente, acho que isso se expressa aqui. E em nenhum momento eu consideraria isso inferior ao conteúdo do blog da Yoani. São duas coisas completamente diferentes e sem comparação.
É isso que eu tinha pra dizer. Parabéns aos poucos interessados que sobreviveram ao post gigante.
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