Mostrando postagens com marcador superação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador superação. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Santa chuva

Quem é você pra me chamar aqui se nada aconteceu?
Me diz, foi só amor ou medo de ficar sozinho outra vez?

Cadê aquela outra mulher?
Você me parecia tão bem,
A chuva já passou por aqui, eu mesma que cuidei de secar,



sábado, 25 de setembro de 2010

Conversas antigas

Estava trabalhando ontem à noite, quando achei no Google Docs um arquivo chamado “conversa”. E, é claro, decidi fazer uma pequena pausa pra ver o que era. A conversa entre mim e o meu ex era de cinco dias após nosso término, e mesmo se não tivesse uma data no Docs, a angústia das minhas mensagens já deixaria claro o quão recente tinha sido o fim. Confesso que foi muito triste de se ler. Um misto de vergonha e pena de mim mesma.

Em pouco tempo, tudo daquele momento veio à tona. Como estava o dia, quais eram meus pensamentos na hora, como eu falei dessa conversa depois e provavelmente mostrei pra alguém. Mas não sei quem. A cada coisa que eu dizia no passado, me vinha no presente uma careta ao rosto e aquele pensamento horrível do irremediável “Nããão! Por quêêê? Por que você disse isso?”.

E o que eu mais quis era aparecer lá no dia 30 de junho de 2009, mexer nos meus longos cabelos que hoje não tenho mais, deitar a bochecha no topo minha cabeça e falar para a coitada que digitava: “Não adianta se justificar agora. Não adianta convencê-lo de nada agora. Já foi. Ele não quer ter essa conversa, você percebe? Qualquer gentileza dele neste momento são migalhas que você não quer. Não se humilhe, vai dar tudo certo. Em menos de três meses você não vai querer mais vê-lo pela frente e vai viver um monte de coisas. Esse momento aqui não serve pra nada”.

Mas a gente sabe que isso é uma grande besteira. É claro que serviu pra me fazer quem eu sou hoje e bla bla bla, tudo aquilo que já sabemos. O que me ocorreu agora é que a humilhação do passado é o que torna ainda mais vitoriosa a conquista futura. É a cereja do bolo da superação. E tá ótimo assim.

domingo, 19 de setembro de 2010

Dogs Days Are Over

Hapiness hit me like a bullet in the brain.
Can you hear the horses?
'Cause here they come


Algumas fases negras demoram a passar. Dá trabalho, e negar a merda da situação toda não leva a nada. Tem que batalhar. E, depois, vêm os louros. A paz. E os cavalos. Quanto tempo vai durar essa felicidade? É pra valer mesmo?

Não importa. Ela tá aqui. And the dog days are over.



A apresentação abaixo é a do VMA. Ela tá linda e cantando incrivelmente bem. Obs. Jaret (hot) Leto é quem chama o show dela. Tem como errar?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Closure


A gente quer muito muito muito aquele ponto final catártico e cinematográfico, que vai selar a vitória sobre as emoções e sinalizar a época de novos caminhos. É lindo, mas nunca acontece. Não quando queremos.

E daí, um belo dia, quando o ponto final já foi dado há tempos e você nem se deu conta disso, aquela cena bombástica acontece. E já não significa mais grande coisa. Você não precisa mais dela. E o mérito é todinho seu. Enjoy.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Já senti saudade...

...but not anymore!


Acho que pela primeira vez em muito tempo eu posso dizer com convicção que não tem nenhuma "saudade" me atormentando. Exceto o saudosismo em relação aos tempos de escola. Mas em relação a tudo que já aconteceu na minha vida e as pessoas que passaram por ela e me machucaram ou que eu machuquei, existe um sentimento pleno de paz. Estou trilhando o meu caminho com algumas pessoas do meu lado, confiando que elas trouxeram suas bússolas, os remédios e a ração humana. Quem não está aqui no grupo é porque não deveria estar mesmo e não me vem a cabeça os "e se", cada um cumpriu o seu papel na história e sou muito grata por isso mas acabou, o enredo é outro e o seu núcleo se desmanchou. 

Parece que os fantasmas foram exorcizados. Às minhas ex melhores amigas: um grande abraço cheio de estima e carinho, não importa o motivo do fim da amizade, falsidade, prostituição, superficialidade, sumiço e afins, não importa! Vocês todas foram extremamente importantes na minha vida, e as amei assim como me amaram, mas todos nós passamos por mudanças constantes e diárias e acabamos ficando muito diferentes para continuarmos o caminho juntas. Está aqui ó, pega esse casaco. Não, tudo bem, eu tenho outro na mala. Você está bem de comida e água? Olha, eu te amo viu. Se cuida. Cuidado onde pisa. Adeus [aceno de mão]. 

Hummmm. Vou virar aqui.

Idem para meus ex namorados, ex amigos de sociedade secreta (gays enrustidos ou não), ex colegas da 6ª série, ex colegas de trabalho, entre outras pessoas que passam pela nossa vida e nos marcam de forma negativa, aquele abraço. Porque o ontem fica cada vez mais no passado e é o amanhã que eu almejo. 

E o meu poema preferido, que está sempre na minha cabeça quando eu preciso de força pra superar.

POEMINHO DO CONTRA

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

Mario Quintana

domingo, 23 de maio de 2010

Instistir no erro é burriçe?

Olha, sinceramente, não sei mais. Calma, tenho bons argumentos. Tudo começou (há um tempo atrás, na ilha do sol) com a constatação de uma amiga: “Fui muito burra de continuar com ele depois de tudo que ele me fez”.
Vocês não conhecem a história (e não cabe contá-la aqui, neste momento), mas suponham que, ao longo da relação, o parceiro acusado tenha, de fato, tido comportamentos deploráveis. Insistir num erro desses faz dessa minha amiga burra?
Mas, pera lá, o que é um erro? Existe certo ou errado? Podemos apenas ter relacionamentos com pessoas “certas” para nós, que preencham os requisitos detalhados numa prancheta? Elucubrações fantasiosas à parte, consideremos então que o moço e seu modo de se relacionar sejam um erro.
Ela foi tapada, burra, bastarda, inglória e vagabunda de ter insistido? Isso significa mesmo que ela não tenha amor próprio e merece chibatadas da vida para aprender a se valorizar? Não. Existem inúmeros motivos pelos quais esse fenômeno acontece, e cada um tem o seu.
Sabe quando, na praia, o pai avisa que o mar está bravo, que é perigoso se aventurar nas águas salgadas? E a pessoa vai mesmo assim? Começa a se distanciar, vê o pai acenando freneticamente e, por algum motivo, crê que tudo dará certo, que o mergulho será gostoso? Depois de tomar um caldo, engolir água e quase morrer, o ser iluminado percebe que não, o mar continuará bravo e, se não sair, o engolirá.
É isso. Há momentos na vida em que é necessário ignorar todos os sinais e tentar ao máximo para, depois, entendermos nossos limites, vermos como as pessoas são diferentes e podem nos fazer muito mal. Vermos como estamos nos posicionando, se de fato estamos deixando de nos valorizar, enfim, inúmeras questões. O lobo está vestido de cordeiro; não sabemos se vimos um canino mesmo, ou se nossos olhos nos pregaram peças.
Depois do caldo, aí sim ela aprende o que foi um devaneio e o que era o focinho do predador. Conquista a reserva, a reflexão, o aprendizado. Na próxima aventura aquática, minha amiga entrará no mar aos pouquinhos e de boias nos braços.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Food moments


“Comprovei, de uma vez por todas, que fazer exercício e dieta é para sempre. Se você quer ser feliz, não dá para escorregar". Li esta e outras aspas de Paola Oliveira para a Boa Forma, num dos poucos momentos ociosos no trabalho, e fiquei assustadíssima. Ela “controla o prato” todos os dias? Como assim? E cheira chocolate para satisfazer a vontade urgente de uma endorfina “alimentar”? E é assim que se mantém feliz?

Hold the phone.








Se a pessoa está constantemente malhando, por que não pode comer uma barra de chocolate de vez em quando? Seria algo como alcoolismo: uma gota de chocolate se transforma num porre calórico de 10 litros de cacau ao leite?

Foco: o importante é que ela fique magra. Nesse jogo vale tudo. Sim, eu sei que ela é uma figura pública e que o corpo é instrumento de trabalho. Mas precisa desse estresse todo? Será possível ser feliz com essa proibição ambulante, acompanhando-a por toda a vida, sem fim de semana, nem feriado?

Como ficam o chopp com os amigos, o brigadeiro das girls night, os petiscos no bar, as transas com chantilly, a lasanha da vovó, as Trakinas que os colegas oferecem, a macarronada romântica da Dama e do Vagabundo? Será que vale a pena abrir mão de tudo isso assim, tão radicalmente?



Obs.: Sim, a foto é minha. Amo comer salame com ketchup.

domingo, 25 de abril de 2010

Pues cuando ardió la pérdida,

reverdecieron sus maizales

**

How much fits into 21 grams?
(spoiler alert! é a cena final do filme)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Infelizes, uni-vos!

Ultimamente tenho tido uns reencontros inesperados com pessoas com quem eu estudei. Minha best da 4ª série e uns meninos do colegial. Ai gente, que saudade! Apesar dos hormônios surtados e de brigar todo dia pela manhã com o meu pai (porque ele ficava fazendo piada às 6h da manhã), era tudo tão simples. Tirando o vestibular, nossas escolhas não podiam ser tão erradas a ponto de estragar tudo. Hoje eu fico com medo das minhas decisões porque elas podem me foder para o resto da vida. Eu sei que eu sou nova com síndrome de velha, mas começo de carreira parece uma grande corrida em que você tem que chegar primeiro e esfregar na cara dos que ficam para trás o quanto você é melhor. Sabe, eu só queria comprar a minha coca e ficar sentada na arquibancada dando tchau pra galera que eu conheço. É pedir muito??

O pior é que quanto mais eu converso com as pessoas, mais eu vejo que ninguém está curtindo muito essa corrida. Por isso, venho por meio desta propor a criação de um Sindicato dos Jovens Talentos Frustrados. Iremos nos reunir e falar dos nosso problemas, medos e decepções. Propor alternativas e ter a satisfação plena como meta principal de nossas vidas. Infelizes, uni-vos. Não é porque nossos pais usaram uma determinada metodologia de vida que devemos usá-la também. Não é porque todo mundo quer trabalhar com A, na empresa A, chegar ao cargo A, ganhando A, casando com alguém do tipo A, viajando para lugares A, entre outras escolhas A, que essa é a vida certa.

Senhoras e senhores, também proponho para o sindicato a criação do Plano B! E do C, do D, do E, etc. Não importa pra onde a gente vai, mas com quem vai. Tanto faz o que o nosso dinheiro compra, mas a pessoa que racha a conta com a gente. Você não precisa ser o diretor daquela empresa de produtos boring, às vezes um freela para aquela empresa que você acredita pode ser satisfatório também. Anyways, o importante é você dormir à noite louco para acordar no dia seguinte e ainda ser terça. Ousado? Não se é o que eu quero, você quer, ele, ela, o amigo do amigo, o primo distante, o Shimbalaye...

Fora que é tão mais legal ser diferente. Às vezes eu sinto que a minha vida é um eterno replay. Gente! Tem tanta coisa acontecendo, é tanta ousadia boa por aí, é gente virando inseto, virando gay, virando a cara, o copo, a página, o sofá, a bunda, o pé, etc.


segunda-feira, 19 de abril de 2010

Um mês

para colocar as coisas em ordem.

Me aguardem.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Dia do dia

Todo dia acordo pensando em desistir. Todo dia.

Mas todo dia, de uma forma ou de outra, chega ao fim. E o resultado, feliz ou triste, ainda é um resultado, uma vitória.

Tenho a tendência a guardar a comemoração para depois, quando sentir que está tudo estabelecido e, com certeza absoluta, certo. Correto. Feliz. Estável.

Mas aí me disseram que não, não deve ser assim. Como os alcoolicos anônimos fazem (sim, este foi o exemplo usado), é um dia de cada vez, e cada um deles deve ser comemorado.

Então, feliz dia do dia.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Surpresas no fundo do armário


- 1 game boy color
- 1 disc man (gente, lembra disso?)
- 1 calça mofada (MO-FA-DA, juro!)
- 1/2 garrafa de Sagatiba vencida (escondi tão bem que ficou lá forever)
- 1 CD de sucessos da Jovem Pan com a Tiazinha do H na capa (LEMBRA DISSO?)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Tudo muda, até a bermuda


Quando li que o Slash, no novo disco solo "Slash & Friends", regravou “Paradise City” com a Fergie, eu pensei “Ai meu deus, estão estragando todas as músicas!”. Porém, ao ouvir o som, mordi a língua: não ficou ruim. E vou além, eu GOSTEI!

É difícil pra galera cult repressora admitir certas coisas, como gostar de Britney e descer até o chão com É o Tchan! – ok, essa é velha, mas adoro um remember. E confesso que me vi sendo exatamente o que eu critico.

Pois bem, se Marcelo Camelo acha a Mallu Magalhães demais, Slash tocou com a Fergie, Axl Rose – nos bastidores do VMA 2006 – elogiou a Cristina Aguilera e Paul MacCartney cantou ao lado de Jay Z e Chester Bennington – do Linkin Park -, fazer o quê? Achar ruim por tabela, pra não pegar mal perante a galera?

A Fergie é uma péssima artista porque apela sexualmente, não faz poesia como Chico Buarque e faz papel de ridícula nos clipes? Não. Ela escolheu uma modalidade musical e trabalha duro nela como qualquer outro cantor. Vale a pena ler o perfil dela na Rolling Stone pra abrir um pouco a mente.

Pra mim, música é como quase tudo: tem hora e lugar. Dá pra curtir qualquer estilo, dependendo da ocasião. Lógico que cada um tem sua preferência; é bem difícil se livrar de preconceitos e da própria subjetividade. Mas fica o pensamento: que bom que eu ouvi antes de opinar (pra fora, porque pra dentro confesso que já tinha metido o pau).

Aqui vai “Paradise City”, na minha opinião, bem sexy e pronta pra ser uma fuck song:



E aqui a inusitada apresentação de Paul com Jay e Chester:

domingo, 13 de setembro de 2009

Times New Roman

Uma quinta-feira pode começar muito mal e terminar nas nuvens, na aurora do seguinte. Aquele colega não significava nada antes, mas hoje você limpa o vômito da camisa listrada dele com papel higiênico. Teve uma paixão avassaladora quando criança, mas quando cresceu e pôde concretizá-la, não a quis mais. Aquele amigo virou amigão. Aquele amigão já não é mais nada. Uma pessoa que nunca te atraiu estrelou na fantasia de ontem à noite.

As ideias se metamorfoseiam, amadurecem. As opiniões mudam. Uma coisa importantíssima hoje pode não ser mais amanhã. E agora, pra mim e pros outros imediatistas desse nosso Brasil: antes de nos desesperarmos, vamos lembrar que nos adaptamos a quase tudo e que temos um poder de superação enorme.

Pra comemorar a passagem do tempo, posto aqui a clássica propaganda da Poupança Bamerindus (que mora no meu coração) e a versão do Jamie Cullum de "What a Difference a Day Made", interpretada originalmente pela Dinah Washington.



quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Diamante

Aquele frio na barriga de quem sai correndo e se joga na piscina. Pulando pela casa. Cantando no chuveiro. Fora também. Abraçando o edredon, respira fundo e sente o próprio calor por dentro. Singular, indivisa, mas não só. Não só.

sábado, 25 de julho de 2009

Sweet Home Alabama

Quando passo em frente ao BicBanco da Paulista, lembro daquela Chapinha que bebíamos. Andávamos, andávamos, conversávamos, conversávamos, sem um puto no bolso, sem programa pra cumprir. E daquela vez fomos descansar naquelas escadinhas de pedra marrom clara.

Não lembro se algo importante foi dito. Aliás, sempre eram conversadas coisas importantes. Mas aquele dia me marcou bastante. Estava friozinho. Lembro da sensação de paz, de completude, de unicidade e cumplicidade com as decisões que a vida toma. Minha rebeldia dormia.

Às vezes o fim de algo nos faz questionar a veracidade do que vivemos. Após três anos, teria distância o suficiente para dizer que me enganei, que mentimos um pro outro, que fomos falsos. Mas não posso. Acredito muito na intensidade daquela amizade que eu tinha como certo, dentro de mim, durar até que tivéssemos setenta anos.

Por um lado, julgo minha mágoa e penso que fui egoísta (este tem sido o assunto do momento, não?). Quero as pessoas pra mim, independentemente de fazê-las bem? Que coisa feia. Por outro lado, não tem jeito: eu merecia uma explicação. Merecia o pouco conforto que o entendimento e a aceitação poderiam me oferecer naqueles tempos difíceis.

Mas o que vivemos foi muito bom. Conheci meus filmes preferidos, interagimos com uma conexão sem igual, fomos comparsas do crime, dividimos um sonho, provamos que é possível viver muitas coisas com apenas R$ 6,00 no bolso.

Numa realidade paralela, ainda nos vemos, gritamos “eu te amo” do prédio mais alto de São Paulo, andamos na rua com as bocas sujas de açaí e desenhamos no paint como vemos a vida, como ela é 3boba and we love it.

Lieutenant Daniel Taylor: Where are you boys from in the world?
Forrest Gump, Bubba: Alabama, sir!
Lieutenant Daniel Taylor: You twins?
Forrest Gump: No, we have no relations, sir.

Às vezes parece até que a gente deu um nó

Numa das minhas coincidências felizes, me deparei com dois amigos que passam pela mesma situação que, pouco tempo atrás, eu também passava sem saber. Como dito sabiamente em “Under Pressure” (ui, não me canso), “love dares you to change our way of caring about ourselves”. Hoje, percebo o quanto me anulei e me acomodei nas minhas relações, como se elas realmente fossem um empecilho nas minhas buscas pessoais. Não, a culpa é nossa. Agora, mais que nunca, me reprimi como se isso fosse necessário para a sobrevivência do namoro, como se querer mais fosse errado. E não é do outro, não pode ser só do outro, é o querer mais de nós mesmos.

Em outro post provavelmente vou falar mais sobre isso, mas eu tenho uma coisa muito forte dentro de mim que sempre pede mais, que sempre quer mais. Quero tudo e quero agora. Ninguém me impediu de ir atrás disso... então por que não fui? Por que vocês não estão indo? “Ah, não tou nessa sua vibe louca de sair...” Porra, desde quando sair significa ver quem você quer e fazer o que você quer, e ficar em casa significa namorar? “A questão é que ela quer sair e ver pessoas que eu não quero. Se eu não for, não vou ver ela” Hello? Veja-a outro dia! Fiquem sós, façam um programa romântico (tenho vááárias idéias) e depois saiam cada um pro seu canto.

O fulano não tem vontade de sair pra tal tipo de lugar? Ele é meio anti-social e fica nervoso de conhecer seus amigos? Vá sem ele! E deixe-o ir fazer as mesmas coisas dele, ver as mesmas pessoas dele. É isso. Será bom pros dois. Trust me. Nem sempre o que julgamos melhor pra nós e pro outro o é. Pra mim, sair, conhecer pessoas, lugares novos e viver coisas novas é algo que grita do meu âmago. Pro outro, não. Então por que exigir isso dele? Ou querer isso pra ele? Pode ser bonito querer e desejar o melhor pros outros, mas nem sempre é o que cabe na vida deles naquele momento.

A gente se acomoda tanto, pensamos “poxa, mas eu estou tão a fim de ficar com ele... não queria ter que escolher entre ficarmos juntinhos brincando na cama e eu ir sozinha nesse churrasco”. Mas é a vida, uma hora temos que abrir mão de coisas gostosas do relacionamento para viver outras coisas gostosas com os amigos. Se não fizermos isso, persistiremos guardando essa mágoa de nossas próprias escolhas e as transportaremos para o outro. “Ah, não posso ir no churrasco, senão ele vai chiar.” Bullshit.

Acreditem em mim, pode parecer difícil enfrentar essas questões enquanto está tudo up and running e estamos bem. Mas, na boa, a vida puxa nosso tapete de repente. Vale a pena dar uma dinamizada agora para não sofrer um chacoalhão inesperado depois.
Vai Lenine, help us out:

quinta-feira, 23 de julho de 2009

People on streets - ee da de da de

Às vezes, um segundo de conversa faz milagres que três horas não conseguiram. Deus sentiu minha gastrite atacando e resolveu me dar um pirulito*.

É fato: estamos todos na merda. E, como minha sábia amiga disse, "quem não está agora, estará mês que vem. E assim vai". É, assim vai, nesse eterno rodízio de dores que chamamos de vida. Quando apertar demais, veja o big picture. É o efeito calmante de Cem Anos de Solidão sobre mim, é o que também encontrei em "Under Pressure", só que de uma forma diferente. A música do Queen traz a paz de quem divide as dores do mundo, de quem não está sozinho no sofrimento e nas dúvidas.

*Na verdade, um pirulito só pioraria a gastrite. Teria que ser uma maçã mesmo, mas daquele jeito fica mais bonito, não? A ideia de um paliativo, de uma pequena alegria pra criança que chora.

Compartilho:

Mm ba ba de
Um bum ba de
Um bu bu bum da de

Pressure pushing down on me
Pressing down on you no man ask for
Under pressure - that burns a building down
Splits a family in two
Puts people on streets

Um ba ba be
Um ba ba be
De day da
Ee day da - that's o.k.

It's the terror of knowing
What this world is about
Watching some good friends
Screaming 'Let me out'
Pray tomorrow - gets me higher
Pressure on people - people on streets

Day day de mm hm
Da da da ba ba
O.k.

Chippin' around - kick my brains around the floor
These are the days it never rains but it pours
Ee do ba be
Ee da ba ba ba
Um bo bo
Be lap

People on streets - ee da de da de
People on streets - ee da de da de da de da
It's the terror of knowing
What this world is about
Watching some good friends
Screaming 'Let me out'
Pray tomorrow - gets me higher high high
Pressure on people - people on streets

Turned away from it all like a blind man
Sat on a fence but it don't work
Keep coming up with love
but it's so slashed and torn
Why - why - why ?
Love love love love love

Insanity laughs under pressure we're cracking
Can't we give ourselves one more chance
Why can't we give love that one more chance
Why can't we give love give love give love give lovegive love give love give love give love give love

'Cause love's such an old fashioned word
And love dares you to care for
The people on the edge of the night
And love dares you to change our way of
Caring about ourselves
This is our last dance
This is our last dance
This is ourselves
Under pressure
Under pressure

Pressure

segunda-feira, 13 de julho de 2009

I'll tell you what I want, what I really really want

So tell me what you want, what you really really want
I wanna, I wanna, I wanna, I wanna
I wanna really really really
wanna zigazig aaah.

Se pudesse, meu estômago explodiria agora e sairia dançando pelo escritório. And I'm lovin' it.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Jenipapo

apressada apressada apressada
e é quando a gente menos espera
do jeito que a gente menos espera
sempre, sempre, sempre
tudo, tudo, tudo.

lollipop wine. new old bear, new old friends.

esperando. esperando. esperando.
vai crescendo, vai crescendo a vontade
devagar se vai ao longe longe longe
até às 7

Depois, no metrô, meu corpo calmo e flutuante vagou sem querer sentar (sem querer sentar!), mesmo estando de salto havia 11 horas. Expressão vaga e sorrisinho no rosto, boca arranhada. Por dentro, bebendo champagne numa taça de martini fumando aquele cigarro que deixa com aquela cara de prazer pulando na cama elástica e contando tudo para a Ms. Best que está sempre dentro de mim.