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sábado, 25 de setembro de 2010
A mini-craque
Lá estava ela, a cabeçuda. A menos de um metro de mim, vivendo por aí com uma cabeça gigantesca. Digna de um E.T., juro. Não digo isso pela raiva. É a cabeça. Era enorme em cima e fazia uma curva brusca para baixo, onde se encontrava com o pescoço a um tamanho normal.
Olhei muito. Fiquei lá, mirando os raio lasers dos meus olhos naquele crânio bizarro e superdesenvolvido. Que horas ela vai se tocar? Que horas a cabeça dela vai olhar pra trás, notar meu olhar assassino e entender o quanto estava sendo inconveniente? Quando essa cabeça vai explodir? Não é possível que não esteja sentindo todo esse ódio direcionado!
É. Mas não sentiu, não explodiu e não se tocou. Desisti. E a cabeçona ficou lá intacta, enquanto o pagodão alto de seu celular, feito especialmente para irritar os outros, ecoou pelo ônibus todo na sexta-feira mais cansativa de todas.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Conversa entre pai e filha
- Quando você era criança, dizia que as pessoas ficavam cada vez mais idiotas ao envelhecerem.
- Hahaha, sério?
- É. Você ainda concorda?
- Sim! É verdade!
- Não é incrível como você era esperta com aquela idade?
- Hahaha! É! Eu me tornei uma idiota!
- Todos nós, eu acho.

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Alguns não se enxergam, mas nós estamos de olho

“Ih, minha filha, foi só depois de muitos Jãos como esses seus aí que eu aprendi a cortar o mal pela raiz”, disse ele com aquela voz de dona-de-casa fofoqueira. “Não era nem pra você ter dado trela”.
Estavam conversando dentro do carro, debaixo da chuva, havia muito tempo. A pauta do dia era sobre aquelas pessoas com as quais nos relacionamos apesar de serem quem são (feias, gordas, chatas, burras, imaturas, sem-graça etc) e fazerem o que fazem, porque os defeitos foram relevados em nome de um bem maior. Mas, ainda assim, essa pessoa é quem dispensa. Chato, não?
E aí pairou no ar aquela questão: como é que aquela greta* zuada, em tantos aspectos, foi quem deu a cartada final? Como é que eu relevei tanta coisa por tanto tempo, pra depois tomar uma bota?
Mas é isso: às vezes, dá-se a uns o poder sobre nós que eles não deveriam ter. E foi este o conselho dele e de outros: por que colher verde, para ficar maduro? Por que aceitar menos do que se quer ou merece?
Mais vale um burro que me carregue a um cavalo que me derrube? Não, lógico que não. Se até os burros estão derrubando, que venha um alazão digno de me tomar e, por que não?, de me derrubar.
*greta é uma expressão (engraçadíssima) pra designar, muitas vezes pejorativamente, um homem ou uma mulher.
domingo, 23 de agosto de 2009
Flashes
As lembranças daquela noite voltam e voltam e voltam. Quando as deixo seguirem seu curso, metamorfoseiam-se na memória do que ainda não existe. E que talvez nunca venha a existir.
A impalpabilidade ora me deprime, ora acidifica meu estômago, ora injeta poderosas doses de adrenalina no sangue. Às vezes me divirto. Às vezes não quero mais brincar.
**
Ontem, quando estava sóbria de você, te dei seu nome. E você me impediu de ver o instante e nem sabe. Fez-me vagar desejando o passado e o futuro incerto, mas não aquele agora de ontem à noite. E o futuro daquele momento ainda não chegou - mesmo que o esteja sendo agora mesmo - porque ainda não é o que visualizei.
A impalpabilidade ora me deprime, ora acidifica meu estômago, ora injeta poderosas doses de adrenalina no sangue. Às vezes me divirto. Às vezes não quero mais brincar.
**
Ontem, quando estava sóbria de você, te dei seu nome. E você me impediu de ver o instante e nem sabe. Fez-me vagar desejando o passado e o futuro incerto, mas não aquele agora de ontem à noite. E o futuro daquele momento ainda não chegou - mesmo que o esteja sendo agora mesmo - porque ainda não é o que visualizei.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Pobreza da mente
Hoje aprendi uma lição muito importante (que eu sempre aprendo e esqueço depois, devido à minha natureza afobada): vamos CALM THE FUCK DOWN, porque as coisas acabam dando certo? Vamos.
Aqui vai o trajeto do aprendizado (DA VEZ):
Certo dia, fui almoçar com o pessoal do trabalho, quando meu cartão de débitou não passou. Logo, concluí que estava pobre, visto que havia saído bastante e fazia muito sentido que meu dinheiro inteiro acabasse logo.
Daí entrei em pânico total, divulguei pra todas as pessoas que conheço sobre ter apenas R$ 0,65 no bolso e tudo mais. Ganhei um almoço solidário (que não foi aquele do evento do cartão), fiquei devendo R$20,00 de cerveja e deixei de sair algumas vezes.
Eis que, ontem à noite, faltando apenas algumas horas para receber, olhei meu saldo na internet e EU TINHA DINHEIRO. Eis que, hoje à tarde, coloquei a mão no bolso traseiro, antes de ir pro trabalho, e achei R$ 10,00.
Conclusão: Quem procura, acha. Quem não arrisca, não petisca. Bobeou, dançou. Quem sabe, sabe, quem não sabe, se sacode (hahahahah eu não sei quando e nem por que inventei essa última).
Aqui vai o trajeto do aprendizado (DA VEZ):
Certo dia, fui almoçar com o pessoal do trabalho, quando meu cartão de débitou não passou. Logo, concluí que estava pobre, visto que havia saído bastante e fazia muito sentido que meu dinheiro inteiro acabasse logo.
Daí entrei em pânico total, divulguei pra todas as pessoas que conheço sobre ter apenas R$ 0,65 no bolso e tudo mais. Ganhei um almoço solidário (que não foi aquele do evento do cartão), fiquei devendo R$20,00 de cerveja e deixei de sair algumas vezes.
Eis que, ontem à noite, faltando apenas algumas horas para receber, olhei meu saldo na internet e EU TINHA DINHEIRO. Eis que, hoje à tarde, coloquei a mão no bolso traseiro, antes de ir pro trabalho, e achei R$ 10,00.
Conclusão: Quem procura, acha. Quem não arrisca, não petisca. Bobeou, dançou. Quem sabe, sabe, quem não sabe, se sacode (hahahahah eu não sei quando e nem por que inventei essa última).
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terça-feira, 28 de julho de 2009
Manga com leite: ok. Estou viva.
Não achei que fosse continuar, porque dormi três horas de domingo pra segunda e fui dormir às três da manhã hoje... a gente não se respeita, fáverdadi. Mas isso não tem nada a ver nem com a manga, nem com o leite.
Essa lenda surgiu durante a época escravista brasileira para evitar com que os escravos roubassem e comessem mangas, consideradas frutas nobres pelos senhores de engenho. Isso porque a última refeição do dia dada aos escravos era um copo de leite, o que obviamente não era o suficiente para alimentá-los. Então, eles roubavam as frutas das plantações. Às vezes, até eram envenenados pelos senhores para dar credibilidade à história.
Pessoalmente, acho que poderíamos traçar um paralelo aos dias de hoje e criar nossos próprios mitos em casa mesmo. (By the way, acho que todas essas crendices populares surgiram assim. É que eu ainda não formulei uma teoria interessante sobre o porquê de inventarem que gato preto dá azar) Vamos supor que seu irmão gosta de roubar seus Mentos e comê-los bebendo Coca-Cola. Daí, você poderia inventar que essa combinação é explosiva. Que tal?
Essa lenda surgiu durante a época escravista brasileira para evitar com que os escravos roubassem e comessem mangas, consideradas frutas nobres pelos senhores de engenho. Isso porque a última refeição do dia dada aos escravos era um copo de leite, o que obviamente não era o suficiente para alimentá-los. Então, eles roubavam as frutas das plantações. Às vezes, até eram envenenados pelos senhores para dar credibilidade à história.
Pessoalmente, acho que poderíamos traçar um paralelo aos dias de hoje e criar nossos próprios mitos em casa mesmo. (By the way, acho que todas essas crendices populares surgiram assim. É que eu ainda não formulei uma teoria interessante sobre o porquê de inventarem que gato preto dá azar) Vamos supor que seu irmão gosta de roubar seus Mentos e comê-los bebendo Coca-Cola. Daí, você poderia inventar que essa combinação é explosiva. Que tal?
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terça-feira, 14 de julho de 2009
domingo, 21 de junho de 2009
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