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sábado, 25 de setembro de 2010
A mini-craque
Lá estava ela, a cabeçuda. A menos de um metro de mim, vivendo por aí com uma cabeça gigantesca. Digna de um E.T., juro. Não digo isso pela raiva. É a cabeça. Era enorme em cima e fazia uma curva brusca para baixo, onde se encontrava com o pescoço a um tamanho normal.
Olhei muito. Fiquei lá, mirando os raio lasers dos meus olhos naquele crânio bizarro e superdesenvolvido. Que horas ela vai se tocar? Que horas a cabeça dela vai olhar pra trás, notar meu olhar assassino e entender o quanto estava sendo inconveniente? Quando essa cabeça vai explodir? Não é possível que não esteja sentindo todo esse ódio direcionado!
É. Mas não sentiu, não explodiu e não se tocou. Desisti. E a cabeçona ficou lá intacta, enquanto o pagodão alto de seu celular, feito especialmente para irritar os outros, ecoou pelo ônibus todo na sexta-feira mais cansativa de todas.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Espera-se
Depois de uma noite em claro, vendo o amanhecer pelas frestas da janela, me perguntei para quê serviria aquele novo dia. Para dormir, é claro. Dormir esperando que ele passe, para a noite viver a vida de dentro do quarto, observando a vida que já foi vivida pelos outros que então pausam. Que tranquilidade sinto em contrapartida do agito lá fora. Não é um protesto, não é um medo, mas, ao invés de dormir à noite sozinha, prefiro dormir com o dia. Tomo um chá para celebrar estes últimos momentos de tranquilidade, os desejo eternamente. Um colete à prova de desilusões, eu diria, é esse de viver à parte.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Carta para future self - JUCA
Querida Tchela do futuro,
eu sei que você amou o JUCA, mas certas coisas não foram legais. Da próxima vez, por favor não se esqueça de levar sua toalha. E, por mais que pareça uma ocupação desnecessária de espaço, leve um lençol para sua pele não ficar grudando no colchão PLÁSTICO de ar. Isso dói e te acorda. Toda vez.
Não, você não precisa de todas essas blusas. Pode guardar. Sim, você precisa levar esse e mais outro rolo de papel higiênico. Não, você não vai arranjar depois, em outro lugar. Pare com essa preguiça.
Ainda no assunto preguiça, leve uma lona, pelo amor de deus! E espero que, by now, você já tenha comprado uma mala de viagem decente e impermeável. Não se esqueça da tristeza que foi ter todas as suas meias e agasalhos molhados pela chuva.
De preferência, consiga uma barraca impermeável também. E fique no coberto. Não confie naquele seu amigo que ia arranjar um lugar ótimo para as barracas. E não tenha preguiça de mudá-la de lugar, caso ele a tenha colocado no descoberto e próximo à calha das pombas cagonas.
Que mais? Em vez de zoar a sua amiga por ficar obcecada por álcool em gel, que tal levar também? Com certeza você vai precisar. Ah, e leve bebida para a viagem de ida, para não ter que ir de estabelecimento em estabelecimento, no último minuto, perguntando "Vocês têm Chapinha? Isso, aquele vinho ruim?".
Vá de carro. Leve dinheiro vivo. Mais do que isso. Um pouco mais. Isso. Sim, você vai precisar MESMO. Não discuta. E leve remédios, nunca se sabe quando seu companheiro de barraca ficará resfriado.
Outra coisa: quando estiver bêbada, que tal tentar ser inteligente? Só um pouquinho. Eu sei que é foda, mas você consegue se fizer uma forcinha. Consegue sim. Consegue. É só tentar.
Ah, e se você levar a mesma atitude e animação que da última vez, tudo dará certo. True story.
Um beijo bem grande,
amo muito você,
Tchela do passado.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Coisas que eu não deveria falar...
Almoço com o pessoal do trabalho:
Paulevisk: Nossa, tem uns nomes que são muito estranhos.
Pessoal: É, fulano conhecia uma mulher que se chamava Bruvalda e o irmão dela se chamava Brumário.
Paulevisk e Pessoal: hahahahahah
Paulevisk: Ah! Faz sentido, Brumário é um mês Napoleônico*.
Pessoal: ...
Paulevisk: Ai que nerd eu, é que eu lembrei do 18 de Brumário.
Pessoal: (Coro) É, eu não sei o que é isso.
*Calendário Revolucionário Francês, porém 18 de Brumário é marcado como o início da ditadura Napoleônica.
Paulevisk: Nossa, tem uns nomes que são muito estranhos.
Pessoal: É, fulano conhecia uma mulher que se chamava Bruvalda e o irmão dela se chamava Brumário.
Paulevisk e Pessoal: hahahahahah
Paulevisk: Ah! Faz sentido, Brumário é um mês Napoleônico*.
Pessoal: ...
Paulevisk: Ai que nerd eu, é que eu lembrei do 18 de Brumário.
Pessoal: (Coro) É, eu não sei o que é isso.
*Calendário Revolucionário Francês, porém 18 de Brumário é marcado como o início da ditadura Napoleônica.
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